|
|
| Le Silence de Lorna |
| Cultura | |||
|
O próximo trabalho de Lorna – já detentora da nacionalidade belga – será casar com um russo que precisa de papéis. Lorna está de acordo com a ideia, sobretudo porque essa operação vai permitir-lhe reunir o dinheiro necessário para abrir o snack-bar com que ela e o seu companheiro Sokol (Alban Ukaj) sonham. Mas Fábio não tem paciência e prefere matar Claudy, em vez de esperar por um divórcio que pode ser demorado. Lorna não está de acordo…
Como é hábito no cinema dos dois irmãos belgas – que escrevem os argumentos, escolhem os actores – o contexto social de “Le Silence de Lorna” é terrível. As personagens passeiam-se através de ruas cinzentas e frias e, por vezes, cruzam a riqueza inatingível, cuja busca os vai levar à desgraça.
Mas não são apenas as imagens que chocam o espectador de “Le Silence de Lorna”. O pontencial aborrecimento de receber informação a conta-gotas transforma-se num factor de interesse. O filme vai fornecendo informação tão devagarinho que a intensidade do drama aumenta… dramaticamente.
Arta Dobroshi nunca tinha feito cinema antes e quase não falava francês quando os Dardenne a convidaram para interpretar Lorna. A naturalidade com que a actriz interpreta um papel difícil como este augura-lhe um futuro risonho. Em Cannes, Arta Dobroshi passeava-se já de “set” em “set” com um à-vontade que só as grandes senhoras do cinema se permitem. Permitam-me que lhes apresente uma futura grande senhora do cinema: Arta Dobroshi.
|
|||
| Actualizado em ( Quinta, 04 Setembro 2008 02:55 ) |
Lorna (Arta Dobroshi) é albanesa e casa com um toxicómano para obter a nacionalidade belga. O seu novo marido temporário, tem muitos problemas mas a falta de dinheiro parece ser o pior. Lorna tem de partilhar a vida de Claudy (Jérémie Renier) enquanto aguarda que a situação se estabilize e o seu “passador” russo, Fabio (Fabrizio Rongione) lhe encontre outro serviço.







