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| Astérix aux Jeux olympiques |
| Cinema | |||
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A história original foi mais ou menos respeitada: o gaulês Alafolix (Stéphane Rousseau) tenta conquistar o coração e a mão da princesa grega Irina (Vanessa Hessler, mais conhecida como “Alice”). A princesa está prometida ao filho de César (Alain Delon), Brutus (Benoît Poelvoorde). Para resolver quem terá direito a desposar a bela Irina, os seus apaixonados devem disputar os Jogos Olímpicos. Mas naquele tempo, não havia controlos anti-doping e todo o tipo de batotas eram toleradas. A história de “Astérix aux Jeux olympiques” resume-se a isto e a um elenco de luxo. A lista de actores e pessoas famosas ocuparia quase esta página toda, mas aqui fica, de qualquer forma, um cheirinho. Entre os actores encontram-se Gérard Depardieu (Obélix), Clovis Cornillac (Astérix), José Garcia (Couverdepus), Franck Dubosc (Assurancetourix), Jean-Pierre Cassel (Panoramix), Alexandre Astier (Malosinus), Elie Semoun (juiz Ómega), entre outros. Na lista das personalidades estão nomes como Michael Schumacher (Schumix), Zinedine Zidane (Nomérodix), Amélie Mauresmo (Amélix), Tony Parker (Tonus Parker) ou Jean Todt (O chefe de Schumix). Para um filme com aspirações internacionais, o problema começa nesta lista. Salvo algumas excepções (Schumacher, Zidane, Mauresmo…), a maioria das vedetas provêm do mundo francófono e são totalmente desconhecidas do público do resto da Europa. Uma dificuldade para um projecto que pretende conquistar as bilheteiras de toda a Europa, incluindo a Rússia. O orçamento de marketing de “Astérix aux Jeux olympiques” é de 20 milhões de euros; um montante enorme para um filme francês. Aliás, este é o filme de todos os recordes: orçamento de produção de 78 milhões de euros, lançamento simultâneo em 5.000 salas europeias e em 40 países, e mais de 50 vedetas no elenco. Mas “Astérix aux Jeux olympiques” foi pensado para fazer rir e, de preferência, fazer rir pelo menos 15 milhões de espectadores. Os responsáveis da anterior história de Astérix (“Astérix et Obélix – Mission Cléopatre) concluíram que as piadas eram demasiado crípticas e que o êxito limitado do filme se deveu a isso. O acusado foi Alain Chabat, que desapareceu desta nova produção. Infelizmente, porque nesta nova tirada sente-se a falta de um texto mais rico e de uma história interessante. Ou seja, o terceiro filme aproxima-se bastante da falta de qualidade do primeiro. “Astérix aux Jeux olympiques” tenta abarcar todos os públicos (começando talvez nos 2 ou 3 anos de idade; o meu sobrinho Afonso adorou) através de referências musicais, piscadelas de olho à actualidade internacional, trocadilhos fáceis, ou anacronismos sem graça, tais como a espada de Star Wars ou a quadriga Ferrari em plástico vermelho. E as vedetas internacionais que só aparecem para… aparecerem. Os últimos dez minutos do filme parecem o tapete vermelho do festival de Cannes, com tanta gente conhecida. Os actores fazem o que podem e outros nem por isso. Benoît Poelevoorde é cabotino como nunca e, em cada cena, parece que está mortinho para voltar à Bélgica. Alain Delon é um César que divide opiniões: há quem o considere genial por gozar consigo próprio, mas também se pode dizer que o actor se limita a estar ali e a mostrar o bronzeado.
O filme são quase duas horas de muito ruído, com poucos momentos divertidos e – se o espectador for leitor da Gala, da Hola ou de outras revistas cor-de-rosa – terá o prazer de ver desfilar os seus conhecidos das páginas de papel couché no grande ecrã.
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| Actualizado em ( Quinta, 14 Fevereiro 2008 14:01 ) |
Astérix volta em carne e osso aos ecrãs pela terceira vez e desta vai aos Jogos Olímpicos. A base para o filme de Thomas Langmann e Frédéric Forrestier é o álbum de Uderzo e Goscinny de 1968.






