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Portugal
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O dirigente socialista António Vitorino (na foto) acusou este sábado o Bloco de Esquerda (BE) de “federar descontentamentos para fazer política apenas assente no protesto” e de ser “imprestável” para soluções governativas, considerando que “os portugueses saberão sancionar aqueles que apostarem numa crise política”.
António Vitorino abordou a moção de censura do BE na abertura do Fórum Novas Fronteiras – Defender Portugal, do qual é coordenador.
Na sua intervenção, que contou com a presença na primeira fila, do primeiro-ministro e secretário-geral do PS, José Sócrates, Vitorino abordou o tema para dizer que o anúncio feito esta semana “já deu sinais de fragilizar o nosso país na luta titânica para garantir as condições de financiamento da economia portuguesa".
O socialista acusou os bloquistas de estarem unicamente centrados “num ‘sprint’ para chegar antes do Partido Comunista Português (PCP) à meta da censura”.
“Verdade seja dita, esse anúncio da moção de censura não nos supreende, porque vem de quem tem apenas um objetivo, combater o PS e um projeto de esquerda reformista em função de interesses partidários muito estreitos”, criticou, num discurso onde fez um ataque cerrado à linha política do BE.
Neste contexto, Vitorino advertiu que “os portugueses já deram provas ao longo dos anos de que estimam o valor da estabilidade" e que "compreendem como neste momento delicado é importante, necessário, inadiável, imprescindível, garantir a estabilidade governativa, porque se às dificuldades económicas acrescentássemos uma crise política seríamos ainda mais severamente punidos pelos mercados, com consequências nefastas para a vida quotidiana dos cidadãos portugueses”, concluiu.
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Actualizado em ( Sábado, 12 Fevereiro 2011 15:00 )
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