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| La Personne aux Deux Personnes |
| Cultura | |||
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{mosimage} Gilles Gabriel é um cantor que vive de bailaricos e biscates depois de ter sido muito famoso nos anos 80. Um belo dia, Gilles tem um acidente e morre instantaneamente… mas a sua alma está em plena forma e decide encarnar no corpo de Jean-Claude Ranu, um contabilista. O problema que se coloca imediatamente é saber como dois espíritos vão poder entender-se no mesmo corpo. Não pare de ler esta crítica, por favor. O filme não é mau e esta crítica escapa. Vá lá, demonstre um bocadinho de abertura de espírito. Obrigado.
Jean-Claude, o contabilista e proprietário do corpo, vai demorar a perceber que voz é aquela que não pára de lhe falar dentro da cabeça. E Gilles – cheio de energia e de vontade de viver – vai descobrir rapidamente que não consegue controlar os movimentos do corpo em que se encontra. Espere! O filme até não é tão maluco como isso e não é propriamente original. Lembram-se de “Being John Malkovich”? Era uma ideia ainda mais passada. Por favor, continue a ler. Os dois homens, ou melhor, os dois espíritos vão perceber que têm de coexistir e que não adianta nada combater a estranha situação em que se encontram.
Daniel Auteil é perfeito no papel de Ranu. As duas personagens principais são dois estereótipos tão estereotipados que o filme podia cair no cabotinismo, mas Auteil leva a história às costas. O actor – com tantos filmes sérios no seu currículo – deixa-se filmar ridículo, gordo, com cuecas azuis bebé. E mostra como é o verdadeiro mundo do trabalho para tanta gente como Ranu. O argumento de “La Personne aux Deux Personnes” é da autoria dos realizadores Nicolas & Bruno; uma dupla que que trabalharam com Alain Chabat na televisão. Foi em 2002 que os Nicolas & Bruno criaram pela primeira vez a personagem de Ranu, durante um especial Ano Novo no Canal+. Chabat ficou conquistado pela personagem do contabilista e respondeu positivamente aos dois realizadores quand lhe propuseram “La Personne aux Deux Personnes”. Dois meses antes da saída do filme, Chabat (que é produtor do filme) colocou na Internet um suposto vídeo de Gilles Gabriel e fez algumas emissões televisivas na pele do cantor fictício. Com mais de um milhão de acessos, o teledisco de Gilles Gabriel não anunciava o filme, mas a morte do cantor no dia 18 de Junho, data da estreia de “La Personne aux Deux Personnes”. A história de “La Personne aux Deux Personnes” é um filme original, acreditem. Mas se não fosse a capacidade de Daniel Auteil de encarnar uma tal personagem, talvez o resultado não tivesse sido o mesmo. O filme é uma comédia divertida, maluca mas eficaz. O epílogo é também uma boa surpresa, mas como dizia um amigo meu: “este filme não se parece com nenhuma comédia francesa que eu tenha visto antes”. E essa é a melhor crítica que se pode fazer ao trabalho de Nicolas & Bruno. “La Personne aux deux personnes” de Nicolas & Bruno com Alain Chabat, Daniel Auteuil e Marina Foïs Raúl Reis
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| Actualizado em ( Sexta, 27 Junho 2008 00:14 ) |
Os actores que dão corpo a Jean-Claude e Gilles são
dois; ou melhor; são um. Daniel Auteil é Jean Claude Ranu e Alain
Chabat é apenas uma voz. Ele que já tinha sido um cão em “Didier”,
agora é Daniel Auteil, perdão, Jean-Claude Ranu.






