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Futebol Falado
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Alguns adeptos azuis e brancos escreveram frases como "a equipa está doente", "temos de nos preparar para uma época negra" ou "com Vítor Pereira não vamos a lado nenhum””.
Empatou três vezes e perdeu um único jogo, caiu logo o Carmo e a Trindade.
São exagerados? São injustos? São corretos?
Muitos portistas parecem esquecer que a saga gloriosa da última época é irrepetível em 50 anos, e que qualquer sucessor de Villas-Boas (incluindo ele mesmo) se sentiria pressionado pela permanente nostalgia de tais feitos.
Vítor Pereira não tem o poder oratório de André Vilas-Boas, nem o caráter desafiador de Mourinho. Não se veste lá muito bem mas tem a “almofada” do Presidente que, nestes casos, defende o seu treinador até ao limite.
A verdade é que os portistas estão ou têm estado mal habituados. Mas parece-me que o problema é outro.
A equipa devia ser mais coerente em relação ao que diz e com o que faz. Ou seja, ouvimos falar na pré-temporada em futebol de ataque, em futebol de posse, em "pressing" alto e, na verdade, raras vezes os portistas o viram.
Mantendo o 4-3-3 da casa, tentou ser ainda mais ofensivo, com um "número 6" muitas vezes a ser "um 8 ou um 10", como explicou Vítor Pereira. Mas atualmente já voltamos a ver Fernando como 6 declarado.
Na realidade, quanto a mim, será cada vez mais o talento dos jogadores a fazer a diferença (como notam os adeptos azuis e brancos a falta de um Falcão), em conjunto com uma equipa técnica criteriosa e coerente não apenas na oral mas também na prática.
A Taça de Portugal já era, a Champions também. Resta ao clube a não muito desejada Taça da Liga, o superduelo com o City e o campeonato.
Paulo Gomes
Treinador
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Actualizado em ( Sábado, 14 Janeiro 2012 19:10 )
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