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Europa
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As autoridades francesas detiveram esta sexta-feira 19 pessoas na sequência de uma operação contra suspeitos de extremismo islâmico. De acordo com o Presidente Nicolas Sarkozy, mais acções como esta são esperadas para os próximos dias em várias cidades do país.
Sarkozy não avançou qualquer explicação sobre a origem das detenções, nem tão-pouco especificou de que é que os suspeitos são acusados. «Estão ligadas a uma forma de radicalismo islâmico», limitou-se a dizer o presidente francês, acrescentando que não sabe se os 19 estarão ou não ligados a uma rede terrorista.
As detenções não deverão ficar por aqui. Nicolas Sarkozy declarou que «as operações vão continuar» até serem «expulsas» do território nacional as pessoas que «não têm razões» para permanecer em França.
Um membro do DCRI, a principal unidade de inteligência das autoridades francesas, avançou no entanto que as detenções de hoje nada têm que ver com os recentes crimes de Mohamed Merah, em Toulouse.
Os ataques de Merah, que matou três crianças judaicas, um professor e três militares pára-quedistas aclamando a defesa de princípios radicais islâmicos e ligações com a Al-Qaeda, reacenderam as preocupações em França a respeito de actos de violência, isolados ou em rede, por parte de extremistas islâmicos. Estes foram os piores ataques terroristas vistos em França desde a década de 1990.
Em vésperas de eleições presidenciais, as preocupações acerca do radicalismo são elevadas. Ontem, o governo proibiu mesmo um grupo de clérigos muçulmanos de entrar em França para uma conferência organizada por um grupo fundamentalista islâmico.
Como justificação, Sarkozy apelou à protecção do povo: «É nosso dever garantir a segurança do povo francês. Não temos escolha, é absolutamente necessário».
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Actualizado em ( Sábado, 31 Março 2012 00:48 )
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