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O realizador António-Pedro Vasconcelos estreia-se, aos 70 anos, no registo de comédia, com o filme A Bela e o Paparazzo, filme sobre o mundo preverso da fama e da imprensa cor-de-rosa portuguesa protagonizado por Soraia Chaves e Marco dAlmeida.
A história de A Bela e o Paparazzo, que se estreia no dia 28 em Portugal, tem os ingredientes de uma comédia romântica, com uma vedeta das telenovelas que se apaixona por um fotógrafo, sem saber que é ele que a persegue para conseguir fotografias para uma revista.
O filme tem um final feliz, mas, até à reconciliação, há desentendimentos, equÃvocos e frustrações, que denunciam, de uma forma mais ou menos ligeira, o cinismo de um mundo feito de aparências, de vaidades e meias-verdades.
«Toca nalguns problemas a que as pessoas são sensÃveis e que são problemas da sociedade de hoje; esta coisa da fama fácil e efémera e da curiosidade que as pessoas têm pela vida das vedetas», disse o realizador em entrevista à agência Lusa.
O filme é protagonizado por Soraia Chaves e Marco dAlmeida, apoiados por um leque de actores que inclui Maria João LuÃs, Ivo Canelas, Pedro Laginha, Nicolau Breyner, VirgÃlio Castelo e o humorista Nuno Markl, no papel de um escritor que quer declarar a independência do prédio onde mora.
«A comédia é um género no cinema português que estava desaparecido. Estamos num tempo muito difÃcil, a gente não pode deprimir as pessoas, nem lhes dar falsas esperanças», disse o cineasta.
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