|
|
| Inland Empire de David Lynch |
| Cultura | |||
|
{mosimage} David Lynch passou-se. Levou o seu universo pessoal longe demais para que os simples mortais como eu o possam acompanhar. Lynch esqueceu-se de nos passar o visto, carimbar o nosso passaporte e dizer-nos qual o avião para irmos com ele nesta viagem estranha que é Inland Empire. Eu adoro David Lynch – É um dos meus três cineastas favoritos (os outros dois são irmãos e chama-se Coen). Eu adorei Lost Highway; eu encantei-me a descobrir os mistérios de Mulholland Drive e revi o filme em DVD em leitura aleatória como mestre Lynch mandou. Mas eu saà da sala de cinema esta noite totalmente desconcertado. Para começar porque são quase três horas e as cadeiras da sala 5 do cinema Utopia são más. E depois porque todas as explicações que tentei encontrar para as diferentes histórias do filme falharam. Há sempre um elemento que não encaixa e que me deixa perplexo. E as coisas boas? São muitas. Uma Laura Dern excepcional vale o desvio. Uma série de cenas filmadas com mão de mestre merecem o mais atento visionamento. A tentativa de penetrar na psique feminina com tanta profundidade e convicção (para um homem) são de uma ousadia que só quem não tem medo do sexo fraco pode tentar.
Depois temos as várias histórias. Deixo aqui a minha versão – que tem falhas admito – mas que me conforta na minha ignorância.
Uma mulher polaca vê na televisão um filme sobre uma actriz (Laura Dern) a quem oferecem um papel num filme. O filme em questão é na realidade um remake de um filme polaco que nunca chegou a ser terminado devido à misteriosa morte dos actores principais. O mistério poderá ter origem numa lenda cigana que conta uma história de prostitutas e vingança numa cidade polaca por volta dos anos 40.
By the way, com isto não estraguei o fim do filme a ninguém. Inland Empire vai ver-se pelo prazer da viagem e nunca pela vontade chegar ao destino. Porque destino não sei se há...
|
|||
| Actualizado em ( Domingo, 18 Fevereiro 2007 19:44 ) |

Essa história é mostrada aqui e ali aos espectadores, cruzada com imagens actuais da vida da famÃlia da jovem polaca que vê televisão no inÃcio do filme. Essa jovem imagina também como poderia ser a sua vida se fosse uma actriz de Hollywood – com esta escapatória explicam-se todas as coisas ilógicas que não encaixam nos postulados anteriores ;-)






