Portugal
Sábado, 01 Junho 2013 00:45   
Um lince ibérico em Vila Nova de Milfontes
Portugal

Clique para ampliar O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou que foi detetado um lince-ibérico, proveniente de Doñana, Espanha, através de câmaras de vigilância, no dia 8 de maio, em Vila Nova de Milfontes.

“No passado dia 08 de maio a zona de caça associativa em Vila Nova de Milfontes [litoral alentejano] obteve, com surpresa, imagens de um exemplar de lince-ibérico fotografado durante a noite com uma máquina instalada num cevadouro para javalis”, informou em comunicado, o ICNF.

A notícia foi “imediatamente partilhada” com técnicos do ICNF, que, através de um operacional do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) e em conjunto deslocaram-se ao local para delinear uma estratégia para obter mais informação sobre a espécie no local.

Com apoio do CAPMA (Junta de Andaluzia) e o equipamento da Iberlinx foram pesquisados novos indícios e instaladas novas câmaras no terreno.

No domingo, uma das câmaras captou uma nova imagem do animal, desta vez diurna, o que permitiu uma observação clara do padrão da pelagem.

“Foi possível a identificação do animal pela equipa da Andaluzia do projeto Iberlince como sendo Hongo, um macho nascido em Aznalcar em 2011, e que tinha sido localizado pela última vez em Doñana a 16 de outubro de 2012”, acrescentou o comunicado.

O Lince foi marcado com um colar emissor VHF, contudo, segundo o comunicado, poderá já não estar em funcionamento.

O animal aparenta estar em boa condição física e terá encontrado nesta zona de caça condições adequadas de tranquilidade e alimento.

"O seu trajeto de mais de 250 quilómetros demonstra, mais uma vez, a grande capacidade de deslocação dos linces e a possibilidade de conectividade entre o sul de Espanha e Portugal", adianta.

Esta localização confirmada da espécie em terreno português não acontecia desde 2010, altura em que outro exemplar, Caribu, libertado em Doñana se deslocou até à zona de Moura-Barrancos.

O ICNF salienta “o elevado profissionalismo da direção da Zona de Caça Associativa de Vila Nova de Mil Fontes e o trabalho de colaboração e confiança de imediato estabelecido entre todos”.

[ O céu em junho ]

[ O eclipse que mudou o rumo da ciência ]

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Actualizado em ( Sábado, 01 Junho 2013 00:45 )
 
Sábado, 01 Junho 2013 00:40   
PS vai votar contra o orçamento
Portugal

Clique para ampliar O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse que irá votar contra o orçamento retificativo, considerando que este é “mais do mesmo” e que reflete “o resultado das políticas erradas”.

“Não será surpresa para ninguém que assim será”, disse Seguro, quando questionado pelos jornalistas sobre a orientação do voto do PS.

Seguro, que falava durante uma visita às festas populares do Senhor de Matosinhos, afirmou que “este orçamento é mais do mesmo, mais austeridade, mas sobretudo reflete o resultado das políticas erradas deste Governo” e “uma quebra brutal nas receitas fiscais”.

“Isto demonstra que esta política de austeridade está a destruir a nossa economia e não está a equilibrar sequer as nossas contas públicas”, afirmou, defendendo a via do crescimento económico e não a via do crescimento da austeridade.

O socialista disse ainda que o PS está a estudar o documento, mas que de uma “primeira análise” conclui que “o Governo não muda a sua trajetória e continua a insistir numa política de austeridade”.

“O país necessita neste momento de ter condições para mudar de política (…) e de um novo governo que coloque o país numa rota de crescimento, afirmou.

[ Passos recusa falar de novo orçamento retificativo ]

[ Governo português reduz gastos previstos no orçamento ]

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Actualizado em ( Sábado, 01 Junho 2013 00:40 )
 
Quinta, 30 Maio 2013 22:55   
Passos recusa falar de novo orçamento retificativo
Portugal

Clique para ampliar O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reconhece que há "riscos orçamentais", mas recusa a "visão doentia" de falar já de um novo orçamento retificativo, que espera não ser preciso.

"Espero, sinceramente, que isso não seja preciso, apesar de haver riscos, como referi, mas gostaria de não embarcar nessa visão doentia que é a de sempre estar a pensar que tudo vai correr mal e que tudo vai correr pior", afirmou Passos Coelho.

O primeiro-ministro, que falava aos jornalistas quinta-feira à margem da inauguração de um hotel em Lisboa, disse não querer "começar já a falar num novo orçamento retificativo".

"O Governo apresenta ao parlamento uma proposta de lei de orçamento retificativo que fecha o défice para 2013 em 5,5 por cento. Dito isto, é evidente que há riscos orçamentais, nós não temos uma espécie de varinha de condão nem de bola de cristal que torne o país imune a quaisquer choques adversos, venham eles do exterior ou do interior da economia", defendeu Passos Coelho.

O chefe de Governo recusou adiantar os valores dos cortes nos diversos setores e ministérios, remetendo para a apresentação do orçamento retificativo, que será entregue na sexta-feira na Assembleia da República.

[ Projeto de resolução do PS sobre emigração ]

[ Governo português reduz gastos previstos no orçamento ]

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Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 22:55 )
 
Quinta, 30 Maio 2013 22:21   
Governo português reduz gastos previstos no orçamento
Portugal

Clique para ampliar O Governo vai usar cerca de 340 milhões de euros que prevê gastar a menos com juros da dívida pública para compensar o buraco orçamental criado após o chumbo do Tribunal Constitucional, juntamente com uma reserva orçamental.

O orçamento retificativo foi aprovado em Conselho de Ministros e será entregue esta sexta-feira de manhã na Assembleia da República.

No final da reunião de quinta, o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, explicou que "a redução principal é na parte da gestão da dívida pública", que será mais visível e com uma redução prevista entre 330 e 340 milhões de euros.

O governante explica que esta redução dos gastos agora previstos, face ao que o Governo inscreveu que pretendia gastar em outubro no Orçamento do Estado para 2013, se deve à queda nos juros de Bilhetes do Tesouro emitidos pelo Estado e ainda à redução dos juros de outros empréstimos.

Este Governo já usou uma folga criada por previsões mais altas para os encargos com juros da dívida em orçamentos passados para compensar desvios orçamentais, nomeadamente os resultantes da redução nos juros dos empréstimos europeus a Portugal, no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira, quando a oposição parlamentar e a própria Unidade Técnica de Apoio Orçamental consideravam a previsão como excessivamente alta.

Luís Morais Sarmento disse ainda que com o desvio orçamental, o Governo foi também obrigado a usar a reserva orçamental prevista no Orçamento do Estado para 2013 - cujo valor não adiantou - e que os serviços terão agora sob maior pressão para reduzir custos, aumentando o risco de execução do orçamento.

"A reserva orçamental prevista no orçamento inicial teve de ser eliminada", disse.

[ Açores pedem a Bruxelas atenção para desemprego jovem ]

[ Portugal ultima lei do cinema ]

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Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 22:21 )
 
Quinta, 30 Maio 2013 21:50   
Vista Alegre com quase 2 milhões de prejuízo
Portugal

Clique para ampliar O prejuízo da Vista Alegre Atlantis (VAA) agravou-se 16% no primeiro trimestre, face a igual período de 2012, para 1,9 milhões de euros, anunciou o grupo que produz porcelanas e cristal, entre outros produtos.

"O efeito do agravamento dos custos das matérias-primas e dos custos energéticos, face ao período homólogo, levou à redução do resultado líquido em 277 mil euros", explica o grupo em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em igual período, o volume de negócios recuou 9% para 11,8 milhões de euros, "com uma contribuição de 65% do mercado externo".

De acordo com a empresa, nos primeiros três meses do ano, "a evolução das vendas foi diferenciada consoante os diversos mercados".

Em Portugal, "apesar da envolvente económica desfavorável, a faturação cresceu 2%, destacando-se o retalho próprio e hotelaria como principais vetores deste crescimento".

Nos mercados de exportação, "o baixo nível de encomendas desde período provocou uma quebra nas vendas de 14%, em especial nos mercados espanhol e francês", adianta.

"O esforço de penetração em novos mercados é fundamental para inverter esta tendência, razão pela qual a Vista Alegre Atlantis focou o seu investimento em países como o Brasil, os Estados Unidos e Moçambique, criando empresas locais".

O grupo tem a expetativa que durante este trimestre as vendas no mercado brasileiro registem um crescimento, nomeadamente devido "ao esforço comercial" que tem sido feito no país.

China e Japão são dois mercados onde o grupo VAA registou "crescimentos relevantes" e onde há um potencial de aumento "muito elevado".

Os resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) mais que quintuplicaram (527%) para 596 mil euros negativos.

Durante os primeiros três meses do ano, a VAA investiu dois milhões de euros, "mais do dobro do realizado em período homólogo de 2012".

O segmento Cristal e Vidro representou quase dois terços (60%) dos investimentos, adiantou.

 

[ Portugal ultima lei do cinema ]

[ Cientistas abrem caminho para novos tratamentos da sida ]

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Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 22:53 )
 
Quinta, 30 Maio 2013 21:46   
Portugueses e brasileiros debatem a história da alimentação
Portugal

Clique para ampliar Investigadores portugueses e brasileiros vão participar num colóquio sobre História da Alimentação, que decorrerá, esta sexta-feira e sábado, em Coimbra e Montemor-o-Velho.

O I Colóquio Luso-brasileiro de História da Alimentação – Património & Cultura “permitirá uma troca fecunda de conhecimentos, mas também uma aproximação, que naturalmente brota de uma história comum”, incluindo ao nível alimentar, segundo os promotores.

“A alimentação é um tema de todos os tempos e de todas as áreas científicas. Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és”, disse à agência Lusa Maria José Azevedo Santos, da organização, citando um adágio popular.

Atual vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Maria José Azevedo Santos integra a comissão organizadora do colóquio, tal como as suas colegas Maria Helena da Cruz Coelho e Carmen Soares, docentes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Em 2008, criou na FLUC o mestrado em História da Alimentação – Fontes, Cultura e Sociedade, que tem sido frequentado por alunos portugueses e brasileiros.

Com esta iniciativa, a organização pretende que sejam debatidos “os avanços a que, dos dois lados do Atlântico, unidos por um idioma e um património, se tem assistido no domínio de uma História da Alimentação dialogante com o mundo atual”.

O programa, em que intervêm especialistas dos dois países, começa na sexta-feira, às 09:00, no anfiteatro V da FLUC.

No sábado, o colóquio prossegue na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, em Montemor-o-Velho, a partir das 10:00.

Depois das intervenções científicas, realiza-se, às 12:00, uma visita ao castelo de Montemor-o-Velho, antecedendo uma outra, após o almoço, a uma unidade de produção de pastéis de Tentúgal.

Para as 16:00, está marcada ainda uma visita ao Convento das Carmelitas Calçadas e à Igreja da Misericórdia, orientada por Olga Cavaleiro, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

Às 17:00, ainda em Montemor-o-Velho, serão apresentados dois livros: “Contributos para a História da Alimentação na Antiguidade”, editado pelo Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da FLUC (coordenação de Carmen Soares e Paula Barata Dias), e “As receitas de cozinha de um frade português do séc. XVI”, da autoria de Anabela Barros e com prefácio de Raquel Seiça, uma edição conjunta da Imprensa da Universidade de Coimbra e do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos.

A primeira obra será apresentada por Maria das Graças Augusto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, enquanto a apresentação da segunda caberá a Carmen Soares, da Universidade de Coimbra.

[ O parque jurássico da Lourinhã ]

[ O futuro da língua portuguesa ]

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Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 21:46 )
 
Quinta, 30 Maio 2013 21:41   
Regresso à Idade Média na Moita
Portugal

Clique para ampliar Os fatos já estão prontos e os cenários colocados para uma viagem à época de D. João II e da epopeia dos Descobrimentos na Feira Medieval de Alhos Vedros, na Moita, que arranca esta sexta-feira.

Na sua sexta edição, a feira, organizada pela associação Alius Vetus, tem este ano como tema principal "O Mostrengo que está no fundo do mar", envolvendo mais de 200 pessoas nas animações e atividades.

"Esta feira nasceu com o objetivo de assinalar os 500 anos do foral de Alhos Vedros, que se comemoram em 2014. A pouco e pouco a feira tem crescido e temos tido milhares de visitantes", disse à Lusa o presidente da associação, Vítor Cabral.

De sexta-feira a domingo vai haver combates e torneios, animação circense, música, danças palacianas e danças orientais, aves de rapina e cobras, tasquinhas, artesanato nacional e oriental e desfiles.

"As pessoas são atraídas pelo exotismo e pelos espetáculos, diferentes do habitual. Estamos a trabalhar desde outubro na feira, pois todos os anos temos que fazer fatos novos e cenários alusivos ao tema", referiu.

Vítor Cabral salientou que neste "regresso ao passado" se procura ser o mais realista possível, destacando o Torneio de Armas com Quatro Cavaleiros, o ‘workshop’ com aves de rapina, o desfile pelas ruas da freguesia e a presença de mais de 180 feirantes.

[ Chantiers d"Europe: Produção portuguesa em Paris ]

[ Governo quer controlar alojamento turístico clandestino ]

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Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 21:41 )
 
Quinta, 30 Maio 2013 21:39   
Portugal ultima lei do cinema
Portugal

Clique para ampliar A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) vai finalizar, na próxima semana, as audições a agentes do setor do cinema, com o objetivo de concluir o processo de regulamentação da lei, revelou hoje à agência Lusa fonte oficial.

De acordo com o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, que esteve hoje na inauguração da representação oficial de Angola, na 55.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, já foram realizadas duas rondas de audições a agentes do setor, mas, por motivos de agenda, alguns ficaram por ouvir.

"Do nosso lado, o documento está preparado, mas queremos ainda ouvir estas entidades antes de avançar para a proposta legislativa, que irá a Conselho de Ministros", acrescentou o secretário de Estado.

Em março último, Jorge Barreto Xavier tinha declarado aos deputados, no parlamento, em Lisboa, que a regulamentação que se encontra em falta na Lei do Cinema, que entrou em vigor no início deste ano, iria ser concluída em maio.

"Queríamos concluir [a regulamentação], até ao final de maio, mas queremos ainda ouvir agentes importantes do setor do audiovisual e do cinema, nomeadamente a Zon, a PT [Portugal Telecom], as televisões e outros membros do Governo que estão ligados a esta área", justificou o secretário de Estado da Cultura.

Embora vá exigir mais tempo do que o estimado, "o processo de regulamentação da Lei do Cinema está em fase de finalização", acrescentou o responsável pela tutela, acrescentando que "não afeta em nada o decurso dos atuais concursos", no setor.

O Partido Socialista, o maior partido da oposição, por seu lado, sublinhou o facto positivo da reabertura dos concursos este ano.

[ O futuro da língua portuguesa ]

[ Quando navegar na costa do Porto, também pode navegar na net ]

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Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 21:39 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 19:24   
Quando navegar na costa do Porto, também pode navegar na net
Portugal

Clique para ampliar Os cibernautas que se encontrem na costa marítima entre o Porto e a Póvoa de Varzim até cinco milhas náuticas vão poder aceder a Internet gratuita e de banda larga em 2014, garantiu à Lusa o coordenador do projeto.

“O objetivo do projeto é estender a cobertura da rede Porto Digital, que neste momento existe na cidade do Porto, até cinco milhas náuticas para dentro do mar”, disse, em entrevista à Lusa, Rui Campos, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e investigador no laboratório INESC Tecnologia e Ciência, entidade responsável pelo projeto inovador.

Segundo Rui Campos, o acesso à Internet de forma gratuita a quem esteja até cinco milhas náuticas da linha de costa entre as cidades do Porto e Póvoa de Varzim, será possível “ao longo do ano de 2014”.

O projeto-piloto está a ser testado com comunicações wireless (sem fios) de banda larga entre o Edifício Transparente, localizado na Foz do Porto, e entre barcos de pesca de sardinha, da Cooperativa Propeixe, do porto de Matosinhos.

Na base do projeto-piloto está uma “tecnologia inovadora”, designada “JANUS”, que transforma os barcos de pesca em pontos de transmissão de Internet para outros barcos.

“Pela primeira vez, pescadores, turistas ou qualquer pessoa localizada até cinco milhas da costa vão ter acesso gratuito à Internet wireless e de banda larga”, acrescenta o coordenador do projeto.

O acesso à Internet no mar, hoje em dia, é feito via satélite, uma tecnologia que acarreta custos muito elevados, ou então tem que ser feito muito próximo de terra, novamente através de tecnologias pagas, explica Rui Campos.

O INESC Tecnologia e Ciência é a designação do Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto e agrupa cerca de 230 Doutorados, entre 769 Investigadores.

O projeto digital vai ser oficializado através de um protocolo celebrado na próxima sexta-feira pelas 11:00, entre o INESC Tecnologia e Ciência e a Associação Porto Digital.

O protocolo é assinado no âmbito da terceira edição do Fórum do Mar e na presença do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.

[ Há meia centena de lobos no Alto Minho ]

[ Curtas-metragens revelam nova visão da esclerose múltipla ]

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:24 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 19:15   
Há meia centena de lobos no Alto Minho
Portugal

Clique para ampliar O Alto Minho contará atualmente com seis alcateias, metade destas frágeis, e cerca de 50 lobos, o que leva um investigador a defender uma maior aposta em medidas de proteção do gado.

"Os proprietários pecuários, muitas vezes, já estão um pouco desabituados do lobo, não aplicam as medidas de minimização mais convenientes e isso acaba por resultar num impacto de predação bastante grande", explicou hoje à Lusa o investigador Francisco Álvares.

Aquele biólogo integra o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e há cerca de 20 anos que monitoriza a presença do lobo na região do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

No distrito de Viana do Castelo, acrescentou, existirão nesta altura três alcateias estáveis, na zona do PNPG e cada uma com dez a doze indivíduos, distribuídas entre as serras do Soajo e de Castro Laboreiro.

Acrescem outras três alcateias, estas "mais frágeis" e com apenas cerca de cinco indivíduos cada, na zona mais próxima o litoral, entre Paredes de Coura e a serra dArga.

"Mas estas muito mais instáveis e sujeitas à forte perseguição humana, sem uma reprodução regular", sublinhou o investigador.

Com estes números, mais do que o "necessário" pagamento "atempado" das indemnizações compensatórias dos ataques do lobo a animais de criação, previstas na lei e recorrentemente alvo de críticas das populações devido ao atraso, Francisco Álvares defende um investimento em medidas preventivas e no reforço da reintrodução de presas silvestres como o corso e javali.

Com a utilização de cães de gado e cercas elétricas, assim como a presença física de pastores, garante ser possível "diminuir os prejuízos" destes ataques e evitar o pagamento de indemnizações por parte do Estado, que anualmente ascendem a mais de 700 mil euros.

"Por estranho que pareça, há rebanhos sem pastores e isso é algo que não é normal", acrescentou Francisco Álvares, à margem de um colóquio sobre a presença do Lobo no Alto Minho, realizado hoje em Arcos de Valdevez.

O evento pretendia sensibilizar a população para o tema, sobretudo face à "complexa relação" mantida no terreno entre o Homem e aquela espécie, e foi organizado pela Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico (ACHLI), tendo reunido mais de meia centena de pessoas, nomeadamente presidentes de Juntas de Freguesia da região.

Segundo dados avançados à Lusa, em março último, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), durante o ano de 2012 foram contabilizados oficialmente 58 animais atacados por lobos só nos concelhos de Paredes de Coura e Arcos de Valdevez.

Em todo o continente nacional, o Lobo Ibérico, espécie protegida em Portugal desde 1988 e considerada em risco de extinção desde 1990, contará com 63 alcateias e 300 indivíduos.

No entanto, recorda Francisco Álvares, estes números têm perto de dez anos e durante este período, à exceção do programa de monitorização no Alto Minho, não foi realizado qualquer censo nacional à presença do lobo em Portugal.

Na PNPG, uma das principais áreas de concentração da espécie em Portugal, menos de 10% dos criadores de gado registaram ataques dos lobos nos últimos anos, indicam os dados mais recentes divulgados neste colóquio.

[ Governo quer controlar alojamento turístico clandestino ]

[ Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto ]

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:15 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 19:11   
Gaspar: Portugal precisa de investimento agora
Portugal

Clique para ampliar O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reiterou que "este é o momento para o investimento" e considerou que a estabilização financeira é imprescindível, mas não é suficiente.

Vítor Gaspar falava no almoço de empresários organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Lusa-Espanhola, onde foram atribuídos os prémios de melhor gestor espanhol ao presidente do BBVA, António Charro, e de melhor empresário português ao presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, relativos ao período 2011-2012.

O ministro, que fez uma introdução descontraída, pedindo "simpatia pelas difíceis semanas" que tem vivido "como adepto do Benfica", sublinhou que iria fazer um discurso breve, nomeadamente porque vinha de uma sessão de mais de três horas na Assembleia da República.

Lembrou que a sétima avaliação "foi concluída com sucesso em termos de acordo" entre Portugal e a troika, composta pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE).

A formalização "está neste momento a aguardar a decisão e a reunião" do conselho de administração do FMI e do Eurogrupo, no Luxemburgo, no dia 20 de junho.

"Mas não existem grandes dúvidas de que esse exercício não passa de uma formalidade muito importante que abre a porta para uma decisão favorável para o prolongamento das maturidades dos empréstimos oficiais europeus e esse resultado é, por sua vez, crucial para a nossa estratégia de financiamento do IGCP no mercado dos valores do Tesouro", disse o ministro.

Vítor Gaspar reiterou que "este é o momento do investimento", sublinhando que a melhoria das condições de financiamento "é importante para economia portuguesa, para as empresas", para Portugal como destino competitivo, para a criação de emprego, de investimento.

"É por isso importante assegurar o financiamento regular da economia portuguesa, é por isso que a estabilidade financeira é imprescindível, mas não é suficiente", afirmou.

Vítor Gaspar classificou de "pilar decisivo" nesta fase o plano de crescimento, emprego e fomento industrial que foi apresentado há algumas semanas pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.

"Precisamos de passar da fase de estabilização financeira e consolidação orçamental como prioridades absolutas para uma fase de recuperação económica, de investimento".

Apontou o crédito fiscal extraordinário como uma das medidas catalisadoras para incentivar o investimento e destacou a inovação o empreendedorismo como uma aposta a seguir para tornar o país competitivo e capaz de captar investimento externo.

[ Governo quer controlar alojamento turístico clandestino ]

[ Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto ]

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:11 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 19:06   
Governo quer controlar alojamento turístico clandestino
Portugal

Clique para ampliar O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, disse que o Governo está a preparar medidas para assegurar "maior transparência e igualdade" no setor turístico, entre as quais o reforço da fiscalização do alojamento clandestino.

"Precisamos de fazer alguma coisa no sentido de termos maior transparência no mercado e de condições de igualdade nos agentes do setor da hotelaria e do alojamento", disse à agência Lusa Adolfo Mesquita Nunes, à margem do debate "Como levar o turismo de mar a bom porto" promovido pelo Diário de Notícias, em Lagos.

A revelação de que o Governo estava a preparar medidas para o setor turístico, surgiu após Adolfo Mesquita Nunes ter sido questionado, por uma pessoa da assistência, sobre a proliferação e o combate ao alojamento clandestino.

"Dentro de 15 dias serão reveladas medidas de combate ao alojamento clandestino, que pode e deve ser mais fiscalizado", respondeu o governante.

Questionado pela agência Lusa, o secretário de Estado do Turismo escusou-se a especificar quais as medidas em preparação pelo Governo, remetendo a revelação para as próximas semanas.

"Estamos a trabalhar para isso, e em concreto o que iremos decidir saber-se-á daqui a 15 dias, três semanas", disse o governante.

Medidas de fiscalização ativas e firmes para combater e esbater o fenómeno que envolve a exploração turística ilegal do chamado alojamento paralelo no Algarve, têm sido exigidas desde há vários anos pelos hoteleiros da região.

Para a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) este tipo de alojamento, constituído por apartamentos e moradias particulares de propriedade privada, concorre de forma desleal com a oferta legalizada, "porque não paga impostos e não cumpre os requisitos mínimos de segurança".

Os hoteleiros exigem que as entidades com a competência da fiscalização, atuem de forma enérgica, adequada e competente, até porque a legislação em vigor permite registar oficialmente o alojamento paralelo localizado nas áreas das diferentes autarquias, não sendo aceitável a continuação da sua prática ilegal.

[ Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto ]

[ Estocolmo: Polícia que disparou sobre português é suspeito de homicídio ]

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:06 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 15:03   
Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto
Portugal

Clique para ampliar A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) espera que a economia portuguesa tenha uma recessão mais profunda este ano, de 2,7% do PIB, e que cresça menos em 2014 que o esperado pelo Governo e pela ‘troika’.

De acordo com o relatório ‘Economic Outlook’ hoje divulgado (com as perspetivas globais da instituição, publicado duas vezes por ano), a organização espera que a recessão seja maior em 0,4 pontos percentuais face à última estimativa do Governo e da ‘troika’ (composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) que previam um recuo de 2,3%.

A organização espera também que a economia cresça menos que o esperado em 2014, mesmo após a queda mais profunda este ano, também aqui menos 0,4 pontos percentuais que na estimativa da ‘troika’ e do Governo. A OCDE espera um crescimento marginal na ordem dos 0,2%, enquanto o Governo, no Documento de Estratégia Orçamental apresentado no mês passado, previa um crescimento de 0,6%.

Para esta queda deverão contribuir as perspetivas mais negativas da organização para a procura interna, onde a OCDE espera uma contração de 5,1% este ano (contra 4,1% da previsão do Governo) e de -1,5% em 2014 (contra -0,1% esperados pelo Governo).

A organização espera também um quadro muito mais negativo para o investimento, esperando uma contração de 10,6% este ano (contra 7,6% esperados pelo Governo) e de 0,7% em 2014 (Governo espera -0,1%).

Este cenário mais pessimista surge apesar de a OCDE esperar um crescimento das exportações mais expressivo que o esperado pelo Governo, mais 0,6 pontos percentuais este ano para 1,4% e igual valor em 2014, para 5,1%.

Já as expectativas quanto à taxa de desemprego são praticamente iguais ao que o Governo espera desde o final do mês passado, atingindo os 18,2% este ano e 18,6% no próximo ano, mais 0,1 pontos percentuais que na projeção do executivo.

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 15:03 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 01:54   
UNICEF estuda impacto da crise nas crianças
Portugal

Clique para ampliar A presidente do Comité Português para a UNICEF, Madalena Marçal Grilo, adiantou que aquela organização vai divulgar um estudo sobre o impacto que a crise está a ter nas crianças em Portugal.

“Será um contributo da nossa parte para manifestarmos preocupação de uma situação que põe em risco muitas crianças do nosso país”, afirmou, à margem de uma iniciativa promovida em Felgueiras pela autarquia local.

Madalena Marçal Grilo explicou que o estudo está a ser desenvolvido por uma universidade portuguesa e o seu relatório será divulgado publicamente até ao final deste ano.

A representante da UNICEF lembrou que o aumento do desemprego no país, que “está afetar imensas famílias”, reflete-se nas crianças, “sob ponto de vista material, psicológico e ambiente familiar”.

“Vamos ter um relatório sobre a situação das crianças portuguesas, porque quisemos conhecer bem o que se está a passar”, assinalou, em declarações à Agência Lusa.

A presidente do Comité da UNICEF em Portugal insistiu que a organização está preocupada com a situação das crianças no país, o que tem motivado vários apelos no sentido de as entidades governamentais estarem atentas ao problema.

Madalena Marçal Grilo explicou que a UNICEF, nos países industrializados, como Portugal, não está vocacionada “para estar no terreno”, dedicando-se mais à sensibilização e ao encaminhamento das situações sinalizadas para as entidades que têm meios para intervir.

“Somos, às vezes, contactados e procuramos encaminhar para as instituições que podem dar resposta e alertar para a necessidade de proteção das crianças”, explicou.

A responsável lembrou que, apesar da situação por que passa o país, há outras regiões do mundo que, na ótica da UNICEF, merecem prioridade em termos de programas. Além disso, frisou, Portugal tem mais recursos para acorrer aos problemas do que os países subdesenvolvidos.

Admitiu, no entanto, que, no seio da organização, há cada vez mais preocupação para os sinais de pobreza que se observa nos países industrializados.

Apesar disso, evidenciou os progressos que Portugal tem apresentado nas últimas décadas na forma como trata as crianças, sobretudo nos domínios da saúde e educação.

Madalena Marçal Grilo participou hoje na cerimónia de abertura do concurso “Pinta”, da Câmara de Felgueiras, no âmbito do qual milhares de alunos do concelho, dos vários graus de ensino, elaboram pinturas sobre um determinado tema, este ano a água.

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 01:54 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 01:52   
Turismo: Norte de Portugal e Algarve trocam galhardetes
Portugal

Clique para ampliar O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal adiantou hoje à Lusa que aquela região e o Algarve, a partir do próximo verão, vão estar ligados, em rede, para promoção recíproca dos dois destinos.

“No próxima época balnear todas as atividades do norte estarão disponíveis, em termos de informação, na Região de Turismo do Algarve. Da mesma forma, teremos cá toda a informação do Algarve, através das nossas plataformas interativas”, explicou Melchior Moreira, revelando haver acordo entre as duas entidades regionais de turismo.

Para aquele responsável, o acordo entre as duas regiões permite “claramente alavancar e promover os dois destinos”.

“É com ações como esta, utilizando as ferramentas na área tecnológica, que nós crescemos”, sublinhou.

Melchior Moreira inaugurou, em Penafiel, a quinta Loja Interativa de turismo do Porto e Norte de Portugal, um equipamento que permite, 24 horas por dia, o acesso, por via digital, à informação turística de cada concelho e região, além de outros serviços.

O projeto prevê a concretização de 52 lojas no norte do país, estando já a ser preparada uma segunda fase para aumentar a oferta de serviços, incluindo uma loja online com todos os produtos tradicionais do território.

A loja que abriu há cerca de meio ano no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, foi visitada, segundo Melchior Moreira, por mais de 350.000 pessoas, sendo que 150.000 interagiram com os equipamentos eletrónicos de informação existentes.

“Num momento de crise, o Porto e o Norte estão a dar o exemplo, com um projeto inovador em termos nacionais”, disse, mostrando-se esperançado que o projeto seja replicado em todo o território nacional.

Melchior Moreira disse acreditar que a região vai continuar a crescer em termos turísticos, recordando que, no primeiro trimestre, o Porto e norte de Portugal cresceram 4,5% acima da média nacional.

“Quando vivemos dificuldades financeiras em todo o país, percebemos que temos aqui um filão para combater a crise”, afirmou.

No último ano, acrescentou, a região teve mais de quatro milhões de turistas, um número que poderá ser ultrapassado este ano.

“Temos condições para obter bons resultados para a economia regional e para o crescimento da marca Portugal”, acentuou, concluindo:

“A minha expectativa é extremamente alta, porque estamos a criar um conjunto de ferramentas que dão, de uma forma rápida, a montra do turismo regional em termos nacionais e mundiais”.

A Loja Interativa de Penafiel situa-se no centro histórico da cidade e foi construída de raiz no âmbito do projeto de reabilitação urbana.

O presidente da Câmara, Alberto Santos, acredita que o equipamento vai acelerar o crescimento turístico de Penafiel.

Em 2012, disse, mais de 100.000 turistas estiveram alojados nas principais unidades hoteleiras do concelho.

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 01:52 )
 
Quarta, 29 Maio 2013 01:45   
Grupo de cidadãos lança petição para renegociar a dívida
Portugal

Clique para ampliar A Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida (IAC) lança esta quarta-feira uma campanha para promover o debate sobre a dívida portuguesa e recolher assinaturas para uma petição à Assembleia da República exigindo a renegociação urgente da dívida.

"Vamos iniciar esta campanha para chamar a atenção para a necessidade urgente de renegociar a dívida nacional e para isso vamos também iniciar a recolha de assinaturas para uma petição dirigida à Assembleia da República nesse sentido", disse à agência Lusa o economista José Castro Caldas, um dos promotores da IAC.

A IAC surgiu no final de 2011, após a realização de uma convenção em Lisboa e depois disso um grupo de economistas envolvidos na iniciativa, entre os quais Castro Caldas, elaborou um relatório sobre a dívida pública.

Manuel Carvalho da Silva, José Reis, Boaventura de Sousa Santos, Catarina Martins e Vasco Lourenço são algumas das personalidades académicas, politicas e sindicais que integram esta iniciativa.

A campanha que vai ser lançada em Lisboa tem como lema "Pobreza Não Paga a Dívida, Renegociação já!" e vai incluir a realização de debates nos próximos meses sobre este tema.

Até setembro, vão ser recolhidas as assinaturas de apoio à petição, que "será entregue na Assembleia da República quando se reiniciarem os trabalho parlamentares".

A IAC defende num manifesto de apoio à campanha que "o Estado português tem de preparar-se para renegociar" a divida e, se necessário, "declarar uma moratória".

Na petição a entregar na Assembleia da República a Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida apela "à preparação da renegociação garantindo competência, isenção, rigor, escrutínio público e participação cidadã em todo o processo".

José Castro Caldas disse à agência Lusa que o problema da dívida não se resolve com um alongamento dos prazos de pagamento.

"Portugal precisa de cortar na divida e nos seus juros", afirmou o economista e investigador social, acrescentando que quanto mais tempo passa mais de deterioram as condições para pagar.

"A renegociação tem de ser feita antes que se chegue a um ponto de rotura social, que todos queremos evitar", defendeu.

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Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 01:45 )
 
Terça, 28 Maio 2013 15:02   
Política fiscal é "poderoso recurso" para crescimento e emprego
Portugal

Clique para ampliar A Secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, defendeu hoje que a "competitividade fiscal" é um eixo da estratégia do governo e um "poderoso recurso" para o estímulo do crescimento económico e emprego.

"A estratégia do governo tem-se consolidado primeiro com a aprovação de medidas que facilitam o seu acesso a financiamento, como linhas de crédito a juros mais baixos, e agora pela promoção do investimento, um elemento fundamental para o crescimento económico", disse numa conferência no Barreiro.

"Um dos eixos fundamentais desta estratégia é a competitividade fiscal", disse, acrescentando que a política fiscal constitui um "poderoso recurso para fomento do crescimento, da competitividade e do emprego".

A par da referência a algumas medidas já anunciadas pelo governo, como a reforma do IRC para 2014, regime de IVA de Caixa, crédito fiscal extraordinário ao investimento, Maria Luís Albuquerque lembrou o compromisso do governo em implementar um sistema de tributação direta das empresas mais moderno, estável e competitivo.

"As regras de tributação direta das empresas são consideradas internacionalmente como especialmente relevantes para promover o investimento, a competitividade e a internacionalização das empresas", acrescentou.

A Secretária de Estado do Tesouro falava aos jornalistas na abertura do I Fórum Baía do Tejo, no Barreiro, sobre "Reindustrialização: Um Caminho Para o Futuro da Economia Portuguesa".

A conferência deverá contar com as participações do diretor geral da Autoeuropa, António de Melo Pires, do presidente da AIP - Associação Industrial Portuguesa José Eduardo Carvalho, do presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, e do vice-presidente da Comissão Executiva do Millennium BCP.

O Presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo, Jacinto Pereira, defendeu a necessidade de se encontrar um "modelo de desenvolvimento sustentável sob a égide de um processo de reindustrialização" e de uma reconversão dos territórios que já albergaram outras indústrias.

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Actualizado em ( Terça, 28 Maio 2013 15:02 )
 
Terça, 28 Maio 2013 01:50   
Despiste de trator mata condutor de 85 anos em Viana
Portugal

Clique para ampliar Um homem de 85 anos morreu hoje num acidente com um trator na freguesia de Carvoeiro, em Viana do Castelo, disse à Lusa fonte da GNR.

"O acidente resultou do despiste do trator e a vítima era o condutor e único ocupante", disse a mesa fonte.

O alerta para o acidente, no lugar de Vacaria, aconteceu pelas 10:39 e o homem ainda foi transportado em estado grave para o hospital de Viana do Castelo por elementos da delegação de Neiva da Cruz Vermelha Portuguesa, mas acabou por falecer já naquela unidade.

Para o local do acidente foi ainda mobilizado um meio de desencarceramento dos bombeiros municipais de Viana do Castelo.

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Actualizado em ( Terça, 28 Maio 2013 01:50 )
 
Terça, 28 Maio 2013 01:36   
Mia Couto vence Prémio Camões
Portugal

Clique para ampliar O escritor moçambicano Mia Couto, que venceu o Prémio Camões, considera necessário que se questione o sistema mundial e que o único caminho para que tal aconteça é a insubordinação, primeiro, em termos do espírito.

"As pessoas, acho que todas, se compenetraram, principalmente nos últimos anos, que isto não é uma crise localizada, não é uma falha, nem é um erro de um certo sistema, mas que é o próprio sistema que tem que ser radicalmente questionado", afirmou à agência Lusa Mia Couto, pouco tempo depois de saber que tinha vencido a 25.ª edição do Prémio Camões.

"Ou nós vamos melhorar a miséria, ou nós vamos resolver o mundo, a nossa vida e a nossa esperança. Portanto, acho que não há outro caminho que não seja a insubordinação", realçou.

"Não digo insubordinação como se ela, por si mesmo, trouxesse as respostas automaticamente. Mas tem que haver uma insubordinação, primeiro, em termos do espírito, em termos daquilo que nós temos que não aceitar deste mundo e da explicação que se dá do mundo", explicou o escritor moçambicano.

"Acho que essa é a primeira grande insubordinação. Não falo exatamente em ir fazer manifestações para a rua, mas acho que é preciso estarmos disponíveis para pensar que é preciso encontrar outro caminho", acrescentou.

Mia Couto admitiu hoje à Lusa que ficou surpreendido por ter vencido o Prémio Camões, tendo ficado "muito feliz" com esta distinção.

O júri da 25.ª edição decidiu, hoje, premiar Mia Couto pela “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e pela profunda humanidade”.

A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, disse à Lusa José Carlos Vasconcelos, membro do júri.

O Prémio Camões foi criado por Portugal e pelo Brasil e atribuído pela primeira vez em 1989, distinguindo o escritor Miguel Torga.

É a segunda vez que é escolhido um escritor de Moçambique, depois de José Craveirinha, em 1991.

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Actualizado em ( Terça, 28 Maio 2013 01:36 )
 
Segunda, 27 Maio 2013 19:49   
Universidade de Coimbra lança novo portal de emprego
Portugal

Clique para ampliar A Universidade de Coimbra (UC) lança, na quarta-feira, um novo portal de emprego destinado a estudantes e diplomados da instituição, que vai estar integrado numa rede internacional que está presente em 11 países ibero-americanos.

De acordo com uma nota da UC, o novo portal, disponível em http://emprego.uc.pt, irá possuir ofertas de emprego de "empresas interessadas em quem estudou ou estuda" naquela universidade e outras colocadas na rede "Trabalhando", estrutura internacional que oferece mensalmente cerca de 200 mil oportunidades de emprego.

"É uma janela de informação que se abre para os atuais e antigos estudantes da UC, permitindo que possíveis empregadores conheçam a sua formação e o seu currículo, e que potenciais diplomados e estudantes conheçam ofertas de trabalho e de estágio não curricular", afirma, na nota, Madalena Alarcão, vice-reitora da UC.

Já Ana Serzedelo, diretora da Unidade de Negócio da rede "Trabalhando" - surgida em 1999, no Chile, e atualmente presente, para além de Portugal, na Argentina, Brasil, Espanha, Peru, Colômbia, Venezuela, Porto Rico, Uruguai e México - considerou o acordo a firmar com o novo portal universitário "um passo muito importante" na intenção da empresa em dinamizar o mercado de recém-licenciados.

"Temos muito orgulho em contar com a Universidade de Coimbra, não só pelo seu prestígio e dimensão, mas também pelo exemplo que dá em lançar um portal de emprego para toda a Universidade, centralizando os serviços de empregabilidade de todas as faculdades", argumentou.

Segundo o documento, a rede "Trabalhando" recebe por mês 195 mil oportunidades de emprego e 4,1 milhões de candidaturas, possuindo mais de oito milhões de currículos “online” e 600 mil empresas utilizadoras.

[ Precisa de trabalho? Procura empregados? Consulte o site emprego.lu ]

[ Nasceu o portal português do emprego no Luxemburgo ]

Actualizado em ( Segunda, 27 Maio 2013 19:49 )
 


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