O Porto foi eleito pela Lonely Planet como o melhor dos 10 destinos de férias de eleição na Europa em 2013, em nova distinção internacional promovida pela editora líder mundial na publicação de guias de viagem.
Segundo informa a Associação de Turismo do Porto (ATP), o Porto e a região do Douro ficou classificada “em primeiro lugar” pelos editores e cronistas de viagens da Lonely Planet, numa lista que inclui ainda Budapeste (Hungria), Moravia (República Checa), Berna (Suíça), Marselha (França), Zagreb (Croácia), Copenhaga (Dinamarca), Cinque Terre (Itália), Islândia do Norte e Irlanda do Norte.
A lista da Lonely Planet para 2013 inclui os destinos que os seus editores classificam como “hot spots” a visitar, assim como cidades já conhecidas, mas que têm agora algo de novo para oferecer.
“Nesta sua seleção, a Lonely Planet privilegiou as cidades que, tal como o Porto, oferecem cultura, história e aventuras outdoor, fora do circuito das cidades mais populares europeias e é para nós um enorme orgulho ver o Porto e a região do Douro figurar em primeiro lugar na lista”, explica Helena Gonçalves, diretora executiva da Associação de Turismo do Porto.
Segundo a responsável “são distinções internacionais como esta que aumentam a visibilidade do destino e fazem crescer anualmente o número de visitantes estrangeiros”.
Helena Gonçalves revelou que a Associação de Turismo do Porto apoiou a equipa da Lonely Planet na attualização do seu guia referente ao Porto e à região do Vale do Douro, “estando prevista para breve uma press trip para a revista Lonely Planet Traveller, tendo como objetivo a publicação de um artigo com cerca de 10 páginas sobre a região do Porto e Norte de Portugal”.
O filme América, de João Nuno Pinto, vai representar Portugal no "Festival de Cinema Europeu - Euroscópio 2013", que se realiza em Caracas de 21 junho a 04 de julho e reúne oito países europeus, anunciou hoje a organização.
Fonte da organização adiantou à agência Lusa que as películas "falam de cidades, imigrantes, pessoas com habilidades especiais, gente que sonha melhorar as suas vidas, que se sobrepõe a obstáculos, histórias humanas".
Segundo a fonte, a intenção continua a ser a mesma de outras edições: "trazer aos ecrãs venezuelanos de cinema parte das diversas manifestações culturais, idiomáticas, formas de vida, histórias e personagens que conformam o continente europeu".
O festival, que está na sua décima edição, terá lugar em salas comerciais e independentes, reunindo 14 longas-metragens e, além de Portugal, participam a Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália, Países Baixos e Polónia, para assinalar o Ano Europeu dos Cidadãos.
Num comunicado de imprensa, a organização pormenoriza que o filme de João Nuno Pinto contém "um olhar irónico sobre Portugal contemporâneo, através do tema da imigração ilegal", numa história com "Lisa, uma jovem russa casada com o português Vítor, um burlão sem talento".
O filme, de 2010, com uma duração de 105 minutos, foi escrito por João Nuno Pinto, Luísa Costa Gomes e Melanie Dimantas e interpretado por Fernando Luis, Chulpan Khamatova, Maria Barranco, Mikhail Evlanov e Raúl Solnado.
Além de Caracas, será ainda exibido em várias regiões venezuelanas, entre elas a ilha de Margarita, Valência, Barquisimeto e Cidade Bolívar.
É patrocinado pela Embaixada de Portugal em Caracas, com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e do Instituto de Cinema e Audiovisual de Portugal.
Uma mulher polaca quer fazer sexo com 100 mil homens. Ania Lisewska, de 21 anos, está disposta a correr o mundo, por diversão e para entrar para o livro dos recordes, revela o Jornal de Notícias.
Para bater este recorde, Ania precisava de fazer sexo com 30 homens por dia, durante 10 anos para chegar aos 100 mil desejados. No seu site, www.anialisewska.pl, a jovem polaca procura candidatos.
A maratona de sexo que já teve o tiro de partida, no mês passado, em Varsóvia. "Vou visitar todas as cidades da Polónia. Quando terminar, vou viajar pelo Mundo", disse Ania Lisewska, que tem no site a agenda das jornadas de sexo, com data e local.
"Quero homens da Polónia, da Europa e de todo o Mundo. Adoro sexo, diversão e homens", continua Lisewska.
A Google revelou o seu plano secreto de enviar balões para o espaço, com o objetivo ambicioso de levar Internet aos dois terços da população mundial que não têm acesso à web.
Cientistas do gigante tecnológico lançaram 30 balões cheios de hélio, voando 20 quilómetros acima de Christchurch, na Nova Zelândia, e levando antenas ligadas a estações em terra, afirma a empresa em comunicado.
Ainda na sua fase inicial, o "Projeto Loon" espera poder vir a lançar milhares de balões, para fornecer Internet a partes remotas do mundo, permitindo que mais de quatro mil milhões de pessoas sem acesso fiquem on-line.
"Balões, transportados pelo vento até altitudes duas vezes superiores às atingidas por aviões comerciais, podem levar a Internet até ao solo, a velocidades semelhantes ou superiores às das atuais redes 3G ou mais rápida”, disse a Google em comunicado.
Embora reconhecendo que ainda "é muito cedo”, a Google considera possível que “um anel de balões, voando ao redor do mundo em ventos estratosféricos, possa ser uma maneira de fornecer acesso à Internet em zonas rurais, remotas e carentes, ou ajudar após desastres, quando as infraestruturas de comunicação existentes são afetadas”.
O sistema funciona por estações terrestres ligadas a infraestruturas da internet local e emitindo sinais para os balões, que são autoalimentados por painéis solares.
Os balões são então capazes de se comunicar uns com os outros, formando uma rede de malha no céu.
Os utilizadores em terra têm antenas de Internet, que colocam num lado da casa, que podem enviar e receber os sinais dos balões que passam em cima.
Cerca de 50 pessoas foram escolhidas para participar no teste experimental de hoje e conseguiram ligação à Internet.
O objetivo final da empresa é ter um anel de balões circundando a Terra, de forma a garantir que ninguém no mundo fique sem acesso à Internet.
“A ideia pode soar um pouco louca – e isso é parte da razão para o projeto se chamar “Loon Project” – mas tem na sua base ciência muito sólida”, acrescenta a Google, sublinhando, contudo, tratar-se de uma tecnologia altamente experimental, pelo que ainda há “um longo caminho a percorrer”.
Os ilustradores portugueses André Carrilho (na foto), André da Loba e João Fazenda foram distinguidos este ano pela revista norte-americana 3x3, considerada a mais importante publicação internacional dedicada à ilustração contemporânea.
A publicação 3x3 premeia anualmente, com um grande prémio, medalhas de ouro, prata e bronze, aqueles que considera ser os melhores ilustradores a nível internacional, tendo já distinguido, em anos anteriores, autores portugueses como Gonçalo Viana, Marta Madureira e André Letria.
Este ano, o caricaturista André Carrilho conquistou cinco distinções, incluindo uma medalha de ouro, nas categorias de cartoon/banda desenhada, animação, editorial e retratos.
André Carrilho, 38 anos, é o mais internacional dos ilustradores e caricaturistas portugueses da atualidade, colaborando como várias publicações estrangeiras, entre as quais a Vanity Fair, New Yorker, Los Angeles Magazine. É ainda autor de curtas-metragens de animação.
Além de Carrilho, a 3x3 Magazine atribuiu também uma medalha de ouro a André da Loba, na categoria "animação", e uma medalha de bronze a João Fazenda, na categoria "livros".
André da Loba, que vive em Nova Iorque, onde estudou ilustração, foi considerado um dos 200 melhores ilustradores de todo o mundo pelo Lurzers Archive e é colaborador regular do diário New York Times.
Ilustrou várias obras, algumas para a infância, como "Elefante em loja de porcelana", de Adélia Carvalho, e "Pensamientras", com texto de Eugénio Roda, e constrói ilustrações com volume, como uma extensão do que já faz no papel.
João Fazenda, que se divide entre Londres e Lisboa, soma vários prémios internacionais, reparte-se entre o desenho de imprensa, a ilustração para a infância, a banda desenhada e, mais recentemente, o cinema de animação.
O trabalho de todos os premiados deste ano será publicado numa edição da revista 3x3, no inverno.
O grande prémio deste ano foi atribuído a Chris Thornley, do Reino Unido.
Uma das diferenças anatómicas mais notáveis entre vertebrados é o tamanho relativo do seu pescoço, tronco e cauda. Isto pode ser ilustrado através da comparação dos corpos de uma cobra típica e de um lagarto de cauda comprida. Ambos são muito longos e à primeira vista semelhantes. No entanto, a maior parte do corpo da cobra é um tronco preenchido com os órgãos dos sistemas digestivo, excretor e reprodutor, ao passo que a maior parte do corpo do lagarto é uma cauda muscular. Estes planos corporais tão diferentes são geneticamente determinados durante o desenvolvimento embrionário. Na última edição da revista Developmental Cell, Moisés Mallo e o seu grupo do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Portugal, mostrou que a transição da formação do tronco para a cauda está intrinsecamente relacionada com a indução da formação das pernas e da cloaca embrionária, e que esta transição é coordenada por uma cascata genética desencadeada pelo factor de sinalização Gdf11. Este trabalho pode contribuir para um melhor conhecimento de alguns síndromes congénitos humanos, que apresentam malformações na parte inferior do corpo.
O corpo é formado progressivamente, durante o desenvolvimento embrionário, começando na cabeça e terminando na cauda. Este processo depende da atividade de um grupo de células (conhecidas como progenitores axiais) que se localizam na ponta mais posterior do embrião e que produzem novos tecidos à medida que este cresce. Depois da cabeça e do pescoço se formarem, estes progenitores começam a formar o tronco, o que implica a produção coordenada da maioria dos órgãos vitais do animal. Mas num determinado momento, o programa do desenvolvimento muda e começam a ser formados os tecidos da cauda, em vez do tronco. E esta mudança ocorre ao mesmo tempo que o embrião forma a cloaca (abertura final dos tratos digestivo, reprodutivo e urinário) e as pernas (mais genericamente denominado membro posterior).
Moisés Mallo e o seu grupo descobriram que a formação da cloaca e das pernas é uma componente intrínseca desta transição do tronco para a cauda e identificaram vários dos reguladores chave deste processo. Estes investigadores descobriram que a sinalização pelo factor Gdf11 está no topo da hierarquia genética que regula a transição da formação do tronco para a cauda. A equipa de Moisés Mallo, mostrou que se o Gdf11 é geneticamente inativado no ratinho, os animais têm troncos maiores e as pernas localizam-se mais longe dos braços (ou membros anteriores) do que em ratinhos normais. Quando na experiência complementar, forçaram a ativação precoce do Gdf11, o resultado foi o oposto: troncos extremamente reduzidos e os membros posteriores localizados imediatamente a seguir aos membros anteriores. “Ficámos de queixo caído quando vimos estes embriões pela primeira vez, porque nunca antes tinham sido observadas alterações tão grandes na posição das pernas”, diz Moisés Mallo.
Os investigadores identificaram também algumas das peças essenciais envolvidas na execução deste programa iniciado pelo Gdf11, que termina a formação do tronco e começa a da cauda. Destas peças, uma das mais interessantes é o gene Isl1 (Islet 1). Gdf11 ativa este gene especificamente num subgrupo dos progenitores axiais, responsável por formar os órgãos internos no tronco. A consequência da ativação de Isl1 é que estes progenitores são forçados a formar a cloaca e os membros posteriores em vez de órgãos. Isto indica que as pernas dos vertebrados são, na verdade, a consequência da forma como o Isl1 consegue parar este grupo de progenitores de fazer os órgãos internos, os quais não são necessários na cauda.
Este trabalho do grupo de Moisés Mallo dá ainda uma mensagem adicional: o programa genético que regula a transição da formação do tronco para a cauda tem que ser coordenado na perfeição no tempo e no espaço porque alterações no mesmo podem levar a um largo espectro de malformações na parte inferior do corpo, afetando tipicamente a coluna vertebral e os tratos digestivo, urinário e reprodutor.
Estas malformações reproduzem de perto as características clínicas de algumas patologias humanas como o Síndrome da Regressão Caudal ou a Disgenesia Vertebral Segmentar, o que indica que poderão ter origem em alterações na transição da formação do tronco para a cauda, durante o desenvolvimento embrionário.
Segundo Moisés Mallo: “O que nós descobrimos pode ser importante não só para entender os mecanismos que geram uma tão grande diversidade anatómica dos vertebrados, mas pode também dar pistas relevantes para entendermos alguns destes síndromes humanos congénitos.”
Este estudo foi desenvolvido no IGC e foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal).
Três portugueses foram detidos no sul França em duas operações distintas e estão a ser investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, após terem sido surpreendidos com três milhões de euros em dinheiro.
Um homem e uma mulher, ambos portugueses de origem angolana, foram detidos na noite de quarta-feira quando a polícia descobriu, no veículo em que seguiam, dois milhões de euros em notas de 500.
Os suspeitos, que foram interpelados junto às portagens de Arles, entre Marselha e Montpellier, afirmaram ser agentes imobiliários que deveriam deslocar-se a Itália por conta de um dignitário angolano, disse fonte próxima da investigação.
O terceiro suspeito foi detido na quinta-feira na portagem de Saint-Jean-de-Védas, perto de Montpellier, numa outra operação, na posse de um milhão de euros.
Os três estão detidos e a ser interrogados no quadro de dois inquéritos por branqueamento de capitais.
Para já, os inspetores estão a interrogar os suspeitos sobre eventuais atividades "de branqueamento de dinheiro sujo ou de compra de droga", informaram fontes próximas do caso, citadas pela AFP.
Os dois casos poderão ser agregados numa mesma investigação judiciária, caso os inspetores encontrem ligações entre eles, precisou outra fonte próxima da investigação.
Um cozinheiro nigeriano de 29 anos, a trabalhar numa embarcação, sobreviveu 60 horas no fundo do Atlântico quando o barco afundou. "Foi um milagre", disse Harrison Okene, depois de ser salvo pelas equipas de merguhadores. Durante dois dias e meio, escapou à morte graças a uma bolha de ar. Os restantes 11 companheiros morreram todos.
Tudo se passou em finais de Maio, mas a história só agora veio contada nos media mundiais graças à agência Reuters. Harrison Okene era cozinheiro num navio rebocador que estava ao serviço de uma companhia petrolífera a 30 km da costa da Nigéria. A 26 de Maio, um temporal no Atlântico, com ondas gigantes, levou o barco a virar-se.
Seriam 4h50, segundo o cozinheiro, que estava numa pequena casa de banho no momento em que o navio começou a afundar-se. Dos 12 tripulantes, dez foram encontrados mortos, um continua desaparecido e Harrison foi salvo por dois mergulhadores sul-africanos, a 28 de Maio.
"Estava esfomeado, mas principalmente tinha sede. A água salgada levou-me a pele da língua", recorda o sobrevivente, que classifica como um "milagre" o facto de ter escapado com vida. Quando se apercebeu que a água estava a invadir o interior do barco, Harrison forçou a porta de ferro da casa de banho e tentou escapar para um compartimento adjacente, onde três colegas foram levados pela água. "Estava ali, na água, no meio da escuridão total, a pensar que seria o fim. Sempre à espera que a água enchesse o compartimento, o que acabou por não acontecer", descreve.
Sem conseguir chegar a uma saída, Harrison deixou-se ir com a corrente através de um corredor estreito até chegar a outra casa de banho, junto à cabine de um dos responsáveis do navio Jacson-4, que estava a trabalhar junto a uma plataforma da petrolífera Chevron. Foi nessa altura que Harrison sentiu o barco a aterrar no fundo do oceano. Para sua surpresa, acrescenta a Reuters, ele continuava vivo.
Vestindo apenas cuecas, o cozinheiro ficou aí um dia, segurando-se ao lavatório virado ao contrário para manter a cabeça fora de água. Depois, encheu-se de coragem e abriu a porta para o quarto, onde começou a desfazer os painéis da parede na esperança de poder usar um deles como jangada, prossegue a Reuters, que o entrevistou na terra natal dele, Warri, uma cidade no delta do Níger.
"Estava muito escuro. Não via nada mas sentia que não estava ali sozinho, que havia ali corpos de companheiros mortos. Apareceram peixes que começaram a comê-los. Conseguia ouvi-los. Foi um horror."
A Chevron enviou uma equipa de resgate para o local do acidente e, a 28 de Maio, Okene ouviu um martelo a bater contra o casco. Eram mergulhadores. "Ouvi: bum, bum bum. Mergulhei e encontrei um cantil, com o qual comecei a bater no interior do casco na esperança de que me ouvissem". E ouviram-no.
A equipa de resgate forçou a entrada no barco afundado, e de repente Harrison viu a luz de uma tocha a passar no corredor junto ao quarto. "Reentrei na água e dei um toque com a mão no mergulhador. Acenei-lhe quando ele se virou. Ele estava chocado".
Equiparam-no com uma máscara e botija de oxigénio, vestiram-lhe um fato de mergulho para o tirarem dali. Às 19h32 desse dia, voltou à superfície. A empresa para a qual trabalhava diz que o navio estava a 30 metros de profundidade. Ele acha que estava no fundo do Atlântico.
Apesar de a história dele ter acabado bem, Harrison não se livrou ainda das angústias. "Quando estou em casa, às vezes parece que a cama em que durmo se está a afundar. Dou um salto e grito." Diz que não sabe se algum dia regressa ao mar. "Não sei o que impediu a água de encher aquele quarto. Eu só chamava por Deus. Ele salvou-me. Foi um milagre".
Um café em Sidney, na Austrália, está a atrair novos clientes graças a uma promoção caricata. Durante o mês de junho, o Metro St. James permite que os clientes paguem o seu café com beijos. Veja o vídeo.
O Metro St. James, um café australiano com estilo francês, está a ser popularizado pela iniciativa "Pay With a Kiss" ("Paga com beijos"). A iniciativa criada pelo estabelecimento está em vigor durante o mês de junho e, em apenas uma semana, o número de clientes aumentou 10%.
Durante as 9 e as 11 horas, qualquer casal pode pagar os cafés com um beijo apaixonado, como vem descrito no cartão do estabelecimento. Cada café tem o valor aproximado de 2,5 euros, pelo que, no caso de um casal, a poupança pode atingir os 5 euros.
A campanha já atraiu "centenas de pessoas e o movimento tem vindo a crescer", referiu o gerente do café, Philippe Valet. De forma a divulgar a ideia, o café apostou em publicar um vídeo promocional em que alguns casais optam pela alternativa romântica. O vídeo, publicado no final do mês passado, parece cumprir o seu propósito, contabilizando já mais de 440 mil visualizações.
Segundo o gerente, o valor do prejuízo supera os 700 euros. Mas esse não é o foco do momento: "Nós somos franceses e o romance é algo que temos orgulho". Para Valet, trazer um pouco de amor para a vida das pessoas está entre os objetivos da campanha.
O êxito dos dois livros da série "Tomás Noronha", principal personagem dos romances "A Fórmula de Deus" e "O Último Segredo", escritos por José Rodrigues dos Santos, é uma surpresa em França, onde alguns críticos até colocaram o jornalista e escritor "na linha de Umberto Eco e Dan Brown".
"La Formule de Dieu", editado em França em 2012, já vendeu 80 mil exemplares e, reflexo do sucesso, acaba de ser editado também em livro de bolso. "A Fómula de Deus" já vendeu dois milhões de exemplares no mundo inteiro. "A forma entusiástica como os franceses acolheram este romance foi de facto extraordinária", afirmou José Rodrigues dos Santos ao jornal Expresso.
Quanto a "LUltime Secret du Christ", foi editado em França há um mês e tudo indica que deverá ser igualmente um sucesso de vendas. Com efeito, a edição francesa de "O Último Segredo" entrou já nos tops das livrarias FNAC e das revistas "Le Nouvel Observateur" e "Le Point", onde acompanha "La Formule de Dieu".
Os dois romances estão simultaneamente nos tops. "Creio que é a primeira vez que um autor português põe dois romances ao mesmo tempo nos tops em França", comenta oescritos e jornalista.
"Tomás Noronha parece que assumiu vida própria: os leitores questionam-me amiúde sobre pormenores da vida dele, como se fosse uma pessoa real, o que é desconcertante. Já só falta pedirem-me o número de telefone dele!", exclama o escritor em declarações ao Expresso.
Ambos os livros de José Rodrigues dos Santos foram editados pela HC Editions e traduzidos por Carlos Batista, tradutor também de livros de António Lobo Antunes e igualmente escritor, autor designadamente de "Poulailler" (Galinheiro, editado em França pela Albin Michel).
A associaçãos dos troféus francófonos, organismo que anualmente premeia os melhores filmes de língua francesa acaba de anunciar os dez finalistas que podem receber no final do mês o prémio máximo da francofonia na Sétima Arte.
"Doudege Wénkel", a produção luxemburguesa que foi um imenso êxito de bilheteira (22.000 entradas no Grão-Ducado), é agora candidato a um dos Trophées Francophones.
O filme escrito por Frédéric Zeimet e Christophe Wagner é candidato na categoria do melhor argumento.
Os Trophées Francophones têm por objetivo principal promover o cinema dos países francófonos.
As pessoas com QI alto são mais propensas a trabalhar melhor à noite, enquanto que os menos inteligentes acordam cedo e funcionam melhor durante o dia, segundo os pesquisadores da Escola de Economia de Londres.
Outros estudos encontraram uma ligação entre o período vespertino com tirar notas boas na escola, diz a pesquisa, republicada pelo site WiR7 Notícias.
No entanto, as pessoas que ficam acordadas até tarde são menos confiáveis e mais propensas a sofrer de depressão e vícios diversos, quando comparado com aqueles que dormem e acordam cedo.
Maquinistas do serviço ferroviário de Roslagsbanan, em Estocolmo, na Suécia, encontraram uma forma invulgar de contornar a proibição de vestir calções: para se manterem frescos nas altas temperaturas a bordo, os profissionais usam saia.
Mais de uma dúzia de maquinistas (masculinos) estão a usar a peça de roupa de senhora para fazer face às elevadas temperaturas nos comboios, que podem atingir os 35 graus no verão, sublinhou Martin Åkersten, um dos «encalorados».
As normas da empresa estipulam que os funcionários não podem usar calções, mas calças e saias são «aceitáveis», pelo que a empresa não repreendeu a decisão dos trabalhadores.
«Dizer mais alguma coisa seria discriminatório», referiu Thomas Hedenius, responsável de Comunicação da Arriva, que emprega os maquinistas, ao jornal local Mitti.
Hedenius explicou que os regulamentos são afixados para que os funcionários tenham «um ar apresentável e limpo», acrescentando que os calções dão um aspeto «mais relaxado» do que uma saia.
Já está agendada para setembro uma reunião onde se discutirá o problema de indumentária, segundo o jornal The Telegraph.
O ator John Malkovich socorreu um homem que estava a sangrar numa rua de Toronto e salvou-lhe a vida quando tirou o cachecol e lhe fez um garrote para impedir que se esvaísse em sangue.
De acordo com o jornal CBC Toronto News, o ator estava a andar quando ouviu um grito de socorro. Jim Walpole, um homem, de 77 anos, estava com um corte no pescoço e a mulher, Marilyn, estava a pedir ajuda.
Malkovich ajudou o casal e segundo contou a mulher "tal como um médico", ao usar o cachecol para fazer pressão na ferida e parar o sangue. O homem foi levado para o hospital, onde recebeu 10 pontos e teve alta logo de seguida.
"Ele foi maravilhoso. Eu perguntei-lhe o nome e ele disse, John. Não perguntei o apelido porque achei que nunca me iria lembrar...", disse a mulher.
O Tribunal da Relação do Porto baixou para 2 anos e 5 meses de prisão a pena de um homem que publicou na Internet fotos e vídeos da amante em poses e atos de cariz sexual.
Segundo acórdão a que a Lusa hoje teve acesso, a pena fica suspensa por igual período, desde que o arguido não contacte a vítima nem se aproxime da sua casa e lhe pague uma indemnização de 5.400 euros, em prestações mensais de 150.
Na primeira instância, no Tribunal Judicial de Ovar, o arguido tinha sido condenado a 3 anos de prisão, com pena igualmente suspensa.
Segundo o tribunal, o arguido manteve aquela relação durante cerca de quatro anos.
Durante essa relação, o casal realizou fotografias e vídeos de nus e de cariz sexual.
Em agosto de 2011, a vítima, atualmente com 22 anos, acabou com a relação mas o arguido “reagiu mal”, passando a contactá-la insistentemente por telefone, ameaçando que se ela não retomasse o relacionamento divulgaria na Internet as fotos e os vídeos íntimos.
Uma vez, ameaçou que a mataria.
A vítima não acedeu e aquele material foi mesmo publicado na Internet, nomeadamente no Facebook e no Youtube, em perfis falsos que criou em nome da vítima.
O tribunal condenou-o pelos crimes de ameaça agravado, perturbação da vida privada, devassa da vida privada e falsidade informática.
Optou, no entanto, por pena suspensa, nomeadamente por o arguido “ter estado, ao longo de toda a sua vida, sempre familiar, social e profissionalmente bem integrado” e não ter antecedentes criminais.
Na primeira instância, o arguido tinha sido condenado por um outro crime de ameaça, por causa de algumas mensagens enviada à vítima, mas a Relação considerou que o teor das mesmas não é suficiente para a condenação.
A Relação baixou ainda para seis meses de prisão a pena parcelar para o crime de ameaça agravado, que o Tribunal de Ovar tinha fixado em 2 anos.
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, defendeu que o Porto "tem obrigação" de homenagear Manoel de Oliveira e avançou com a ideia de "criação de um lobby" que conduza à atribuição de um "Óscar honorário" ao cineasta.
Na inauguração da avenida Manoel de Oliveira, Menezes defendeu que a região do Porto está "obrigada" a prestar homenagem a Manoel de Oliveira através de uma "enorme manifestação popular".
"Ele [Manoel de Oliveira] nunca teve a homenagem popular que merece. Em dezembro [data em que o realizador, natural do Porto, cumpre 105 anos de vida] espero que existam condições para fazer uma enorme manifestação popular. Numa grande praça do Porto, com um enorme bolo oferecido pelas confeitarias do Porto, com os excedentes de vinho do Porto das nossas caves, dezenas de milhares de pessoas que estimam Manoel de Oliveira devem juntar-se e homenageá-lo, promovendo, também, a região", disse o presidente da autarquia de Gaia.
Luís Filipe Menezes disse, ainda, que a Academia Europeia de Cinema "deve ajudar o Porto, os portugueses, mas sobretudo os portuenses" a fazerem lobby para que, "no próximo ano" o cineasta Manoel de Oliveira receba um "Óscar honorário em Hollywood".
"Temos obrigação de fazer esse lobby em nome da polivalência e do amor à vida deste homem e pelo seu trabalho e nome que deu à cultura portuguesa", concluiu o autarca.
Estas declarações foram proferidas por Menezes na presença do filho de Manoel de Oliveira, Casimiro de Oliveira, que também marcou presença na inauguração da Avenida que tem, a partir de hoje, o nome do seu pai.
Esta nova via de Vila Nova de Gaia vai, de acordo com o presidente da câmara, "redesenhar a cidade" através de uma "dupla lógica" que se centra na criação de "vias urbanas e suburbanas mais organizadas com vista à criação da cidade do futuro".
A nova avenida Manoel de Oliveira une a via Rosa Mota e a rotunda Engenheiro Edgar Cardoso (Devesas) e "integra-se na construção da terceira fase da circular do Centro Histórico".
O ator António Fonseca declama o poema épico “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, na próxima segunda-feira, durante todo o dia, no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, anunciou esta sala.
A apresentação integral de “Os Lusíadas” é um projeto de António Fonseca, que data de 2008, quando começou a decorar os dez cantos que constituem o poema de Camões.
Defende o ator que "Os Lusíadas", de “uma oralidade viva, [têm] um sabor da palavra gostosa que é própria dos bardos, dos aedos [declamadores de epopeias, na Grécia Antiga], dos jograis, dos Antónios Aleixos que nos restam”.
“É um livro para ser entoado por recitadores e não analisado por gramáticos”, remata o ator, num comunicado enviado à Lusa.
A primeira apresentação da integral de "Os Lusíadas" aconteceu no ano passado, em Guimarães, no âmbito da Capital Europeia da Cultura, precisamente no dia 10 de junho, que a tradição assinala como tendo sido quando Luís Vaz de Camões faleceu, no ano de 1580, contaria então 55 anos.
António Fonseca voltou a recitar “Os Lusíadas” na íntegra, em março passado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e volta a fazê-lo, na próxima segunda-feira, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, a partir das 10:00.
“De hora a hora, é dito um canto, com 10 minutos de intervalo, entre cada um. Entre o canto terceiro e quarto haverá uma hora para almoçar e, entre o canto nono e o décimo, duas horas e meia para jantar; pelas 23:30, um grupo de dez atores diz o décimo canto", juntando-se a António Fonseca, explicou à Lusa fonte do Teatro Municipal. Este grupo é constituído por Almeno Gonçalves, Carlos Malvarez, João Vicente, Natália Luiza, Marta Dias, Raquel Castro, Rita Durão, Sofia Marques, Tónan Quito e Vítor Andrade.
A declamação do poema épico, que conta a viagem marítima de Vasco da Gama, em 1492, de Lisboa a Calecut, evocando vários episódios da História de Portugal e imaginando uma trama mitológica clássica, é acompanhada por um ambiente musical criado por Fernando Mota.
Em comunicado enviado à Lusa, o ator afirma que, “para nós portugueses, ‘Os Lusíadas’ são a maneira maior de contarmos um tempo de diversas formas, inscrito nos nossos cromossomas”.
O ator salienta que o poema realça a forma como os portugueses dos séculos XV e XVI contribuíram para alterar a “mundivisão ocidental”.
Neste período, “as paredes se romperam e os mares muito maiores que o Mediterrâneo, entraram de enxurrada num mundo que estava cartografado havia mais de mil anos”.
Para António Fonseca, “Os Lusíadas”, publicados em 1569, são também “uma súmula do saber que resistiu ao tempo e que continua a resistir: os factos são históricos, ou ‘poético-históricos’, mas as suas profundas motivações são de todos os tempos”.
Neste sentido, o ator sublinha “a precisão e agudeza e, às vezes, crueza, com que Camões as formula, embrulhadas nos processos poéticos, que podem deixar-nos o resto da vida a meditar”.
Justificando a leitura da obra épica de Camões, o ator afirma: “A catadupa de mudanças políticas, sociais e, sobretudo, económicas a que vimos assistindo, exige-nos o reforço da nossa identidade individual e coletiva, das âncoras de cumplicidade que temos de ir buscar mais longe, fora da efemeridade do presente”.
“Verifico frequentemente, no contacto com as pessoas, que a obra de Camões tem esse condão”, frisa.
A obra é também, segundo o ator, “objeto de estudo e, nessa qualidade, de amor, ódio, admiração e de memória coletiva”.
O realizador João Salaviza iniciará em julho a rodagem da primeira longa-metragem, intitulada "Montanha", cuja escolha do elenco está a ser finalizada, disse à agência Lusa a produtora Maria João Mayer.
O filme será rodado em Lisboa entre finais de julho e setembro, conta com co-produção da Alemanha e de França, com um orçamento de cerca de 1,3 milhões de euros e apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual e da RTP.
"Montanha" contará a história de Bruno, "um jovem rapaz que carrega os últimos vestígios da infância, ao mesmo tempo que encara com receio a chegada precoce da idade adulta", descreve a produtora Filmes do Tejo em comunicado.
João Salaviza, 29 anos, avança agora para a primeira longa-metragem, com uma temática - a transição para a maturidade - que já tinha sido aflorada em "Rafa", a curta-metragem premiada em 2012 com o Urso de Ouro em Berlim.
Este filme surgiu depois de João Salaviza ter feito "Cerro Negro", no âmbito do programa da Gulbenkian "Próximo Futuro", e "Arena", Palma de Ouro em 2009, no Festival de Cannes. Estes filmes podem ser vistos no âmbito da Quinzena de Cinema Português a decorrer no Luxemburgo.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, disse em Paris que é importante que os franceses conheçam a nova geração de criadores portugueses e que percebam "que depois da Amália continua a haver Fado".
António Costa foi recebido quarta-feira na Câmara de Paris, no lançamento oficial do programa cultural "Chantiers dEurope", dedicado a Lisboa, num ano em que se assinalam os 15 anos de amizade entre as duas cidades.
O presidente da Câmara lisboeta realçou a importância desta programação cultural dedicada a Lisboa em Paris, que dá a conhecer uma nova geração de artistas.
"É importante que conheçam também as novas criações e percebam que depois da Amália continua a haver fado, depois de Vieira da Silva continua a haver pintores e que depois do Fernando Pessoa continua a haver escritores", disse António Costa aos jornalistas, realçando uma "vontade comum das cidades trabalharem em conjunto".
António Costa acrescentou que "neste momento de crise da Europa é muito importante ativar estas redes e relembrar que a Europa antes de ser uma moeda é, sobretudo, uma cultura".
O pacto de amizade entre Paris e Lisboa nasceu em 1998, no mesmo ano em que Lisboa recebeu a exposição mundial "Expo 98".
No entanto, Hermano Sanches Ruivo, conselheiro na Câmara de Paris, disse que o pacto de amizade foi repensado em 2008.
"Desde 2008 foi estabelecido um plano, tanto em troca de funcionários, com em áreas que não sãs as habituais", com especial cuidado para "a questão do ensino das línguas", sem esquecer "a ligação ao nível da cidadania" devido à vasta comunidade portuguesa em Paris, explicou Hermano Sanches Ruivo.
Ações como a que deram o nome de "Promenade Amália Rodrigues" a uma rua do 19.º bairro parisiense, que levaram o Théâtre de la Ville a receber uma homenagem a Zeca Afonso, ou a recepção da gala da comunidade portuguesa na Câmara Municipal de Paris, intensificam o pacto entre as cidades.
A fadista Carminho sobe hoje ao palco do Théâtre de la Ville, dentro do quadro de comemorações dos 15 anos de pacto de amizade entre Paris e Lisboa, num concerto que também faz parte do programa cultural "Chantiers dEurope".
António Costa foi recebido na Câmara de Paris pela vice-presidente da Câmara parisiense, Anne Hidalgo. Entre os presentes destacam-se o embaixador de Portugal em França, José Filipe Moraes Cabral, o Cônsul-Geral de Portugal em Paris, Pedro Loutie e o diretor do Théâtre de la Ville, Emmanuel Demarcy-Mota.
Os aparelhos para acelerar partículas permitem estudar objetos muito pequenos revelando-nos a estrutura mais íntima da matéria encontrada ao nível do núcleo dos átomos. Os aceleradores são tão importantes para a física das partículas, como os telescópios o são para a astronomia ou os microscópios para a biologia.
Em 1929, John Cockroft e Ernest Walton iniciaram, no Laboratório Cavendish em Cambridge, Inglaterra, a construção de um aparelho deste tipo. O laboratório era dirigido pelo reconhecido cientista neo-zelandês Ernest Rutherford, que considerava como problema central da física naquele momento, o conhecimento da estrutura do núcleo atómico. Para isso era preciso “partir o átomo” fazendo chocar partículas umas contra as outras, a elevadas velocidades. Para as atingir era preciso conceber uma máquina que produzisse tensões eletricas muito elevadas que serviriam para acelerar essas partículas.
Cockroft e Walton desenvolveram um aparelho que permitia produzir essas tensões (entre 600 000 e 800 000 Volt) com correntes relativamente baixas, usando um circuito multiplicador de tensão formado, sobretudo, por condensadores e díodos. As partículas assim aceleradas atingiam energias da ordem dos 600 000 eV (electrão – Volt).
Construído o acelerador, Cockroft e Walton realizaram experiências sensacionais!
Foram eles que, em 1932, provocaram as primeiras reações nucleares com partículas aceleradas artificialmente. Utilizando um tubo de descarga auxiliar, os cientistas retiraram eletrões a átomos de hidrogénio, obtendo um feixe de protões. Os protões eram depois acelerados pela alta tensão, num tubo vazio e apontados para um alvo.
O lítio foi o primeiro elemento a ser utilizado como alvo e, por isso, a ser examinado. Do choque entre o feixe de protões e uma folha de lítio resultava a absorção de protões por parte do lítio e a deteção das chamadas partículas–alfa.
Rutherford já tinha identificado partículas–alfa no início da sua carreira, como núcleos de átomos de hélio que perdem os seus eletrões e que têm quatro vezes a massa do protão. Os resultados desta experiência foram mesmo fantásticos: pela primeira vez na história provocara-se uma desintegração não–espontânea de um núcleo atómico sem recorrer à utilização de elementos radioactivos.
Cockroft e Walton foram ainda mais longe: mediram a energia cinética das partículas–alfa e confirmaram experimentalmente a famosa fórmula de Einstein, E = mc2, da equivalência entre a massa e a energia!
Os dois cientistas ganharam, pelo seu trabalho, o Prémio Nobel da Física em 1951.
Os trabalhos de Rutherford, Cockroft, Walton e de muitos outros, abriram caminho para a física das partículas e para a construção de aceleradores que já nada tem a ver com as primeiras máquinas aceleradoras de partículas concebidas nos anos trinta.
No Museu Nacional de História Natural e da Ciência existem componentes de um acelerador que chegou a Portugal em 1957 e pertenceu ao Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN). Foram adquiridos nos anos noventa, para o Museu, pelo Professor Bragança Gil. Na Jardineta do Museu está, hoje, exposto o Gerador de Cockroft–Walton (na imagem) fabricado pela empresa americana HighVoltage.
Na verdade, os aceleradores actuais são instrumentos enormes que exigem meios humanos e materiais imensos e que resultam da colaboração de vários países. Atualmente, o Large Hadron Colider (LHC), no CERN, é o maior acelerador de partículas do Mundo. Com um perímetro de27 km permite realizar colisões de partículas que atingem energias da ordem dos 7 TeV (7 x 1012 eV)!
O objectivo será o mesmo que animou Rutherford e a comunidade científica: penetrar mais fundo na natureza da matéria e descobrir os seus segredos...