Os sindicatos e a direção da Swissport chegaram a um acordo que deverá pôr termo à greve do pessoal de assistência em terra (handling) que começou no domingo no aeroporto de Bruxelas.
“Este acordo não é o ideal mas está a dar passos na direção certa”, afirmou um representante dos sindicatos no final de mais uma ronda de seis horas de negociações com o ministro de Trabalho.
Na terça-feira, as duas partes separaram-se sem ter chegado a qualquer acordo, depois de 17 horas de discussão.
O compromisso hoje assinado ao início da noite, sob a supervisão de um mediador social, “cria a possibilidade de negociar, até ao fim de setembro”, novos acordos coletivos de trabalho para resolver os problemas de fundo, acrescentou Erwin De Deyne, porta-voz dos sindicatos dos trabalhadores.
Metade das empresas que operam em Bruxelas – entre as quais a Brussels Airlines e a Lufthansa – utilizam os serviços da Swissport, uma empresa mundial de serviços de assistência em terra nos aeroportos que em 2012 comprou a subsidiária da Sabena, uma empresa belga que faliu em 2001.
Desde a mudança de gestão, os funcionários da empresa queixam-se de falta de mão-de-obra. De acordo com os sindicatos, os aviões são por vezes descarregados por apenas dois funcionários quando deveriam sê-lo por, pelo menos, o dobro de trabalhadores.
A Organização do PCP na Bélgica convida a Comunidade Portuguesa a participar numa Comemoração da Revolução Portuguesa, dia 25 de Abril, às 18:30 na Place Fernado Pessoa, em Bruxelas, onde se irá distribuir cravos, com a participação da deputada do PCP no Parlamento Europeu, Inês Zuber.
Segue-se um convívio na Associação "Os Belenenses" onde irá haver uma pequena exposição de antigos cartazes do 25 de Abril e músicas da Revolução se farão soar.
A organização pede a todos os possíveis participantes que confirem a sua presença por e-mail (
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) ou para o telefone 0478324475.
Depois da Alemanha, agora é a vez da Bélgica proactivamente anunciar a abertura de 8.000 vagas de emprego para portugueses. Segundo Gert de Buck, responsável pelo recrutamento internacional da agência de emprego da comunidade flamenga da Bélgica, 3.000 destas vagas são para engenheiros.
“Mas, se juntarmos os profissionais do sector da Ciência & Tecnologia, as vagas chegam às oito mil”, explicou o responsável ao Diário Económico.
Para muitos destes empregos, basta dominar o inglês. Mas convém saber – ou aprender posteriormente – o flamengo. Ludo Froyen, reitor da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica da Lovaina, dá o exemplo: “Em muitas das empresas de Investigação & Desenvolvimento (I&D), o inglês é a língua comum”, explica. “Na IMICOR, que tem um centro de I&D com mais de 300 engenheiros de várias nacionalidades, todos falam inglês. Todos os relatórios são feitos em inglês”.
Segundo Froyen, os candidatos podem contar com um “salário limpo de €1.800 a €2.000 no início de carreira, mais extras: carro, telemóvel e computador”.
Tal como a Alemanha, também a Bélgica está com dificuldades em preencher todas as vagas no sector das engenharias e tecnologias. Por isso decidiu começar a contratar em países onde há diplomados desempregados: Portugal, Espanha e Grécia.
Para se candidatar a estes lugares pode enviar o seu currículo para
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Pode também contactar diretamente as dezenas de empregas belgas que virão a Portugal, a 10 e 11 de Maio, para participar na Feira do Emprego para engenheiros. A feira realiza-se no ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) e é organizada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. Para além das empresas belgas, estarão presentes companhias da Noruega, Suécia, Reino Unido e Dinamarca.
Veja também as ofertas de emprego no portal da Associação Europeia dos Estudantes de Tecnologia (BEST), em www.best.eu.org
Segundo Gert de Buck, a Bélgica precisa de 30% mais engenheiros a curto prazo. Recentemente, uma empresa daquele País deslocalizou-se para a China porque não conseguia encontrar suficientes engenheiros naquele País.
Portugal é o terceiro país de origem de trabalhadores estrangeiros na Bélgica (22.084), segundo dados da inspeção do trabalho deste país revelados hoje pelo jornal Le Soir.
A Polónia é onde os patrões belgas mais contratam pessoas (70.000), seguida da Roménia (28.160) e de Portugal (22.084), segundo dados oficiais da Inspeção Social, para trabalhar nas obras, matadouros e na condução de camiões.
A Eslováquia (12.568), Hungria (10.311) e Bulgária (5.443) seguem-se na tabela das contratações.
Segundo disse ao Le Soir Raf Knuts, mestre de obras na empresa de construção civil Kumpen – que tem importantes adjudicações em Bruxelas -, os polacos e romenos são contratados para os trabalhos pesados, enquanto os portugueses são procurados para os acabamentos.
Em regra, as empresas belgas contratam através de firmas no país de origem, vindo os trabalhadores em regime de destacamento.
Nomeada em abril deste ano pela Presidente do Instituto Camões, com funções a partir de 1 de setembro, Carina Gaspar, uma luxotuga, é a adjunta de coordenação do ensino português no estrangeiro, com missão na Bélgica e na Holanda.
Numa entrevista ao periódico LusoJornal, a coordenadora faz um balanço positivo do início do ano escolar apesar de uma professora ter chegado mais tarde à Bélgica. A rede tem 8 professores,
apesar de um deles, o que leciona em Arlon, depender, por questões de proximidade, da Coordenação
do ensino no Luxemburgo.
Carina Gaspar está em Bruxelas há apenas 3 meses para gerir uma rede com 44 cursos, em 16 escolas, implicando mais de 750 alunos. A maior parte está em Bruxelas, “mas também temos cursos noutras cidades da Bélgica” garantiu.
Carina Sofia Gonçalves Lopes Brito Gaspar nasceu a 22 de maio de 1981, na Covilhã, e foi professora de Língua e Cultura Portuguesas, na rede de ensino de português do Luxemburgo, desde 2006.
“Conheço bem o ensino de português no estrangeiro porque dei aulas durante seis anos no Luxemburgo”, disse ao LusoJornal. “Por isso nada do que aqui descubro, é novo para mim”. Até porque Carina Gaspar, para além de coordenar a rede de 7 professores na Bélgica e 5 na Holanda, leciona também 12 horas por semana.
Todos os cursos de português são paralelos - os chamados ELCO - “mas o objetivo é de tentar ver se conseguimos que o máximo de cursos possam ser integrados no ensino belga”. Outra das batalhas de Carina Gaspar é o aumento de alunos inscritos. “Temos de motivar os pais que devem valorizar a língua portuguesa. Esta é uma língua com vitalidade comercial, que se fala em todo o mundo. Se não
forem os pais a motivarem os filhos para aprenderem português, quem o fará?”
Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Bruxelas para reivindicar “um sistema fiscal mais justo” e denunciar as grandes fortunas, sobretudo de franceses, que “aproveitam o sistema belga".
Entre oito a dez mil pessoas, segundo os organizadores, responderam ao apelo da FGTB (Federação Geral dos Trabalhadores Belgas), um dos dois grandes sindicatos do país, próximo do PS.
O lugar escolhido para a manifestação social é inédito. No lugar de grandes praças no centro da capital, a FGTB escolheu Ixelles, um bairro luxuoso localizado ao sul, que “abriga infelizmente pessoas com grandes fortunas que fogem aos impostos”, explicou à agência noticiosa francesa AFP Anne Demelenne, secretária-geral do sindicato.
“Esta escolha é simbólica”, acrescentou a líder sindical.
Muitos franceses vivem neste bairro, próximo da comuna de Uccle, onde o milionário Bernard Arnaut adquiriu um apartamento recentemente.
“Nós não visamos absolutamente os franceses em geral. São cerca de 200 mil na Bélgica e somente dois a cinco mil possuem fortunas. Nós tornamos alvos essas pessoas que se servem da Bélgica para evitar de pagar os impostos na França”, sublinhou Anne Demelenne.
O debate sobre os detalhes do regime fiscal belga foi lançado depois do anúncio, no fim de semana passado, do milionário Bernard Arnault, que declarou a intenção de pedir a cidadania belga, no momento em que o Governo francês planeia taxar em 75 por cento os grandes rendimentos.
Os manifestantes agitavam cartazes com fotos de Arnault, mas também da rainha da Inglaterra, da milionária francesa Liliane Bettencourt ou do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, tendo como legenda: “Eu quero ser belga”.
“Exigimos que os ganhos financeiros sejam tributados ao mesmo nível que os rendimentos do trabalho, na ordem de 28 por cento”, indicou Anne Demelenne.
O espetáculo "Amo-te", dos coreógrafos e intérpretes portugueses Flávio Rodrigues e Joana Castro vai ser apresentado no Festival Les Repérages, na Bélgica, a 24 de março, revelou hoje à agência Lusa uma fonte ligada à organização.
A escolha foi feita por Isabel Barros, coreógrafa e diretora do Balleteatro, companhia com sede no Porto, que integra o conselho artístico do Encontro Internacional de Coreografia Les Repérages, organizado pela Danse a Lille, em França.
O certame dedicado à dança decorre entre 22 e 24 de março, no primeiro dia em Lille, no segundo em Roubaix, cidades francesas, e o terceiro e último dia, em Charleroi, na Bélgica, explicou à Lusa Tiago Oliveira, responsável pela área da produção do Balleteatro.
"Em cada edição é escolhido um coreógrafo residente em Portugal que irá apresentar o seu trabalho. É uma oportunidade importante para os criadores portugueses se mostrarem lá fora", sublinhou.
A peça coreográfica “Amo-te” em Português, estreada no Festival Imaginarius 2011, vai ser depois também apresentada no dia 17 de abril no auditório do Balleteatro, no Porto.
"Amo-te" resultou do interesse dos criadores de trabalhar em torno da ideia de relação, sobretudo a nível amoroso, e nas suas caraterísticas, na atualidade e no passado, levando em conta as questões da identidade cultural, da comunicação, da aproximação, do confronto e da dependência.
O Festival Les Repérages conta com um conselho artístico de 15 países, e cada estrutura parceira escolhe um coreógrafo, ou companhia, à exceção da França, que escolhe três, numa parceria entre Danse à Lille e o Centre National de Danse de Paris.
Les Repérages tem como objetivo trocar experiências entre artistas da dança contemporânea internacional, e funciona como um trampolim para jovens coreógrafos, organizando igualmente residências artísticas de verão.
O Balleteatro, enquanto parceiro do festival, organizou duas residências no Porto, em 2002 e em 2007, nas quais estiveram envolvidos, além dos artistas internacionais, artistas residentes em Portugal.
Se se encontra em Bruxelas durante a Feira do Livro, pode descobrir os trabalhos da escritora de origem portuguesa Dulce Rodrigues, no domingo, dia 4 de Março, entre as 10-12 horas.
Dulce Rodrigues estará no stand 244, a convite do Service du Livre Luxembourgeois onde aparesenta os seus trabalhos, vocacionados sobretudo para as crianças.
Além dos seus livros em francês, estão disponíveis também alguns dos livros em português e inglês.
O operário português António Nunes ainda estava vivo, quando foi abandonado à morte numa rua pouco frequentada de Bruxelas, depois de ter sido vítima de um ataque cardíaco e caído quando trabalhava no tecto de um andar em obras.
O corpo do imigrante português de 49 anos foi encontrado a 11 de Novembro no parque Raspall. A investigação revelou posteriormente que o falecido não só tinha residência legal em Bruxelas, como tinha trabalhado legalmente durante 12 anos, ao fim dos quais, desempregado, acabou por aceitar trabalho a negro.
Quando do acidente, em vez de ser assistido pelos colegas, foi transportado pelo patrão, Vítor Narciso, e pelo seu fornecedor de mão-de-obra, um tal Carlos da Silva, na furgoneta de serviço e abandonado na rua Gambier, em Uccle, no parque Raspall, distante do local do acidente, o nº 368 da Calçada de Neerstalle, para evitar que se associasse o falecido ao estaleiro onde trabalhava.
Interrogado pelo jornal belga "La Dernière Heure", Vítor Narciso reconhece ter cometido "uma enorme parvoíce", afirmando no entanto que o operário já estava morto, quando o transportaram.
A autópsia revelou no entanto que António Coelho não teve morte imediata, tendo sobrevivido entre 15 e 30 minutos depois da queda.
Depois de ter abandonado o operário à morte, o patrão tentou comprar o silêncio da viúva, oferecendo-lhe 10 000 euros em troca de não dizer nada à Polícia, proposta que terá formulado também ao intermediário.
Os dois implicados neste macabro incidente terão de comparecer em justiça por não assistência a pessoa em perigo, ocultação de cadáver, sendo ainda acusados de infracção à legislação de trabalho.
O comissário europeu do Comércio, o belga Karel de Gucht, está a ser investigado pela Inspeção Especial dos Impostos da Bélgica acerca da compra de uma segunda residência em Itália.
A Inspeção Especial, uma secção das Finanças belgas que tem por missão “combater a fraude fiscal grave e organizada”, tem em seu poder desde segunda-feira os extratos bancários do comissário e da mulher, segundo o diário De Standaard.
A compra da casa, na Toscânia, está a ser avaliada há vários meses pelas finanças belgas.
Os extratos bancários do casal De Gucht foram fornecidos ao fisco pelos próprios bancos, depois de o comissário ter recusado fornecer esses dados, disse o jornal.
Em dezembro, De Gucht, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica entre 2004 e 2009, recorreu a um tribunal de primeira instância para impedir o acesso às contas.
O comissário pediu ao tribunal que enviasse o processo para o Tribunal Constitucional com o argumento de que a lei belga de 2011 sobre levantamento do segredo bancário, aprovada pelo partido liberal flamengo, a que pertence, “vai longe demais”. O tribunal recusou o pedido.
Karel de Gucht recorreu da decisão, processo que ainda corre mas que não tem efeitos suspensivos. Se o comissário acabar por ganhar o recurso, o fisco não poderá utilizar os dados bancários.
“É uma questão privada do comissário De Gucht, por isso não vamos fazer comentários”, afirmou hoje um porta-voz da Comissão Europeia, Alejandro Ulzurrun.
“Todos os princípios que dizem respeito à integridade e à declaração de interesses dos comissários mantêm-se válidos. Não há exceções”, acrescentou.
Pouco antes de o fado ser considerado património imaterial da Humanidade, a Unesco seleccionou para o mesmo título o ritual de Louvain, ou Leuven, da Bélgica e o teatro de sombras da China.
O ritual das classes de idade de Louvain é um curioso rito de passagem da vida do homem, centrado nos dez anos que antecedem os 50 anos de idade.
Todos os homens da região de Louvain nascidos no mesmo ano participam, juntos, a uma série de actividades em grupo e estão organizados numa espécie de associação que organiza os eventos.
Descubra no vídeo mais pormenores sobre esta curiosa tradição.
O julgamento do caso do livro "Tintin no Congo" começou esta sexta-feira em Bruxelas. Em discussão está a mensagem alegadamente "racista" da banda desenhada, que tem em Tintin o actor principal. O processo desenrola-se no país natal do autor onde o herói de banda desenhada é um símbolo nacional.
O queixoso, Bienvenu Mbutu Mondondo, considera que a obra de banda desenhada de Georges Remi, mais conhecido como Hergé (1907-1983) "faz a apologia da colonização" e constitui "um insulto à população negra",conforme declarou antes da audiência, citado pela agência de notícias Efe.
A acusação apresentou os seus argumentos na primeira instância do Tribunal Cível de Bruxelas. A audição da outra parte vai ter lugar dentro de duas semanas. A editora Casterman e a Moulinsart, sociedade gestora dos direitos de Tintin, são assim chamadas a depor.
Espera-se que a sentença do processo aberto pelo cidadão congolês, que reclama a proibição da obra ou a introdução de uma mensagem acerca do conteúdo, seja conhecida em meados de Novembro.
A primeira edição de "Tintin no Congo" data de 1931, quando o país africano era uma colónia belga, e descreve os naturais como "idiotas, incivilizados e incapazes de falar correctamente", alegou o advogado de acusação, Ahmed LHedim, na intervenção perante o tribunal.
"A história inclui diálogos e imagens de acordo com a ideologia da época, na qual era dominante a ideia de superioridade do homem branco, para justificar o colonialismo", acrescentou o advogado.
Na sequência da demissão da coordenadora pedagógica para o ensino de português no Benelux, Maria José Meira, os docentes da Bélgica queixam-se de "confusão total" nos horários para o ano que agora começa. "O problema é que os horários foram feitos no Luxemburgo onde não conhecem os nossos problemas", disse ao BOMDIA fonte ligada aos professores de língua portuguesa.
Entretanto, fontes do Instituto Camões (IC) em Portugal confirmaram ao BOMDIA haver problemas com os horários do ensino de português na Bélgica, mas que "o problema está a ser resolvido graças ao trabalho dos dois docentes de apoio pedagógico" em Bruxelas.
Maria José Machado, do IC, confirmou ainda que uma "reunião terá lugar este sábado para resolver os problemas restantes".
Na sequência da demissão da coordenadora pedagógica do ensino de língua portuguesa no Luxemburgo, Bélgica e Holanda, Maria José Meira, a nossa fonte no IC disse ainda que os docente de apoio pedagógico estão a trabalhar para que o início das aulas se faça sem difuldades em todo o Benelux.
O novo responsável pelo ensino de português no Benelux deverá ser conhecido nas próximas semanas.
A fadista Célia Leiria estreia-se hoje nos palcos belgas apresentando-se com António Rocha, acompanhados pelo agrupamento especializado em música antiga, o Huelgas Ensemble, dirigido por Paul van Nevel.
O concerto intitulado “Lágrimas de Lisboa”, realiza-se no Zuiderpershuis, em Antuérpia, no âmbito do Festival Laus Polyphoniae que começou no sábado passado, e retoma o título do disco que Paul van Nevel gravou com o Huelgas Ensemble, António Rocha e Beatriz da Conceição, "Tears of Lisbon", editado pela Sony Vivarte.
“Lágrimas de Lisboa” inclui a interpretação de um poema de António Rocha, “Espera sem fim”, com música de um anónimo português do século XVI, além de vários fados.
Ao Huelgas Ensemble, neste concerto, juntam-se Pedro Amendoeira, em guitarra portuguesa, e Miguel Ramos, em viola.
Em declarações à Lusa, António Rocha, que já participou em vários concertos além de ter gravado com o Huelgas Ensemble, afirmou “que é uma experiência interessante, tanto mais pelo grande fascínio do maestro belga pelo fado de Lisboa”.
Célia Leiria está atualmente a trabalhar naquele que será o seu álbum de estreia a editar antes do final do ano.
O Festival Laus Polyphoniae deste ano é dedicado à música portuguesa antiga, realizando-se também hoje, pelas 11:00 locais, um concerto extra no Elzenveld, com o harpista Andrew Lawrence-King com peças da obra de Manuel Rodrigues Coelho, “Flores de Música”, impressa em 1620 por Pedro Craesbeeck, um tipógrafo de Antuérpia radicado em Lisboa.
O programa de quinta-feira abre às 13:00 com o Ludovice Ensemble, com a interpretação das sete “sinfonias” de Leonora Duarte (1610-1678), uma judia de origem portuguesa nascida em Antuérpia. O concerto tem lugar na igreja de Santo Agostinho, onde às 21:00 os Cappella Mediterranea & Ensemble Clematis tocam peças de música profana de Mateo Romero, um dos compositores favoritos de D. João IV, que restaurou a independência em 1640.
À noite, na igreja de Santiago, interpretam-se peças de “cantar lontano”, de autoria de João Lourenço Rebelo que foi mestre capela do rei que abriu a última dinastia portuguesa.
O “cantar lontano” é uma prática vocal de origem renascentista, que joga com a distribuição das vozes num determinado espaço, tirando partido da sua disposição para dar relevo à representação de diferentes situações ou sentimentos.
O concerto realiza-se sob a direção artística de um dos principais investigadores atuais deste repertório, o musicólogo e regente Marco Mencoboni, diretor do Ensemble Cantar Lontano.
O Museu Magritte, em Bruxelas, que reúne cerca de 250 obras do pintor belga, foi obrigado a fechar por causa das fortes chuvas que assolaram a cidade e outras localidades do país.
"A água [das chuvas] infltrou-se nas salas, mas não danificou nenhuma das obras de arte", afirmou a direção do museu, referindo a existência de infiltrações no espaço museológico.
O Museu Magritte está situado junto ao palácio real, no centro de Bruxelas, e não escapou ao mau tempo que assolou o país e que causou perturbações no tráfego ferroviário e atrasos de vários voos.
Ponto turístico da cidade, o Museu Magritte ficará encerrado por tempo indeterminado, mas a direção promete devolver o valor dos bilhetes que já tinham sido vendidos para ver as obras de Magritte.
O Museu Magritte, que abriu em 2009 e recebeu cerca de 500.000 visitantes, esteve encerrado no começo deste ano para obras de remodelação.
A mostra do pintor surrealista René Magritte reúne cerca de 250 obras pertencentes aos museus belgas, legadas pela escritora belga Irène Scutenaire-Hamoir e pela esposa do artista, Georgette Magritte, assim como peças provenientes de numerosas coleções particulares e de instituições públicas e privadas.
Multidisciplinar, a coleção exposta ao público é a mais rica do mundo e reúne óleos, guaches, desenhos, esculturas e objetos pintados, cartazes, partituras musicais, fotografias e vídeos realizados pelo próprio Magritte.
O presidente da Comissão Europeia expressou hoje "tristeza" pela morte de cinco pessoas causada por uma tempestade que atingiu o festival de rock Pukkelpop, no norte da Bélgica.
"Foi com muita tristeza que soube da tempestade que se abateu sobre o festival Pukkelpop em Hasselt na quinta-feira, 18 de agosto, resultando na trágica perda de cinco pessoas e numerosos feridos", escreveu José Manuel Durão Barroso numa mensagem enviada ao primeiro-ministro interino da Bélgica, Yves Leterme.
De acordo com o último balanço oficial, cinco pessoas morreram na sequência das fortes intempéries que se abateram sobre o recinto do festival de rock Pukkelpop, ao ar livre.
A organização já anunciou o cancelamento do festival, que começou na quinta-feira e deveria terminar no sábado.
A polícia belga activou o plano de crise em Anderlecht, um dos bairros da região de Bruxelas, depois de um homem armado se ter barricado em casa e ter tomado como reféns a mulher e o filho.
As autoridades estabeleceram um perímetro de segurança em redor da casa e evacuou o bairro por razões de segurança, segundo a agência de notícias belga. De acordo com alguns testemunhos, ouviram-se detonações ou disparos, mas aparentemente ninguém ficou ferido.
A mulher e a criança, que segundo o canal de televisão público francês RTBF, conseguiram sair do apartamento, embora não se saiba ainda se conseguiram fugir ou foram libertados pelo familiar armado.
O homem continuou barricado em casa até às 21 horas quando a polícia conseguiu neutralizá-lo sem que houvesse vítimas s registar.
Filip Dujardin está em Guimarães até 18 de Julho e é o primeiro de quatro fotógrafos internacionais a olhar e retratar a cidade, dando início ao projecto “Missão Fotográfica, Paisagem Transgénica”, inserido no cluster “Arte e Arquitectura”. Com o objectivo de reflectir sobre o território do concelho de Guimarães, o fotógrafo belga vai centrar-se, sobretudo, no património histórico e arquitectónico, no rio Ave, na paisagem industrial e no caminho-de-ferro até ao Porto.
O trabalho de Dujardin assenta nos pressupostos da arquitectura moderna e desenvolve-se em formato digital, através da conjugação de fragmentos de imagens reais para criar novas construções, aparentemente funcionais, mas irreais. Nesta visita de reconhecimento, o fotógrafo vai avaliar as expressões e aspectos que marcam o território e só mais tarde regressará para completar o trabalho.
Um ângulo de visão vanguardista sobre Guimarães que, em 2012, será revelado numa exposição com a produção da TecMinho e da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho. Este projecto tem a curadoria de Pedro Bandeira e Paulo Catrica.
Nascido na Bélgica em 1971, Filip Dujardin é licenciado em fotografia pela Koninklijke Academie voor Schone Kunsten de Gent e Historiador de Arte pela Universiteit Gent. No início de 2008 expôs no “Bozar” em Bruxelas, seguindo-se uma série de exposições internacionais das quais se destaca Vero, Falso, Verosimile (exposição colectiva no Laboratório Casabela); Imaginary Architecture: Photographs of Filip Dujardin (Chazen Museum of Art, EUA).
Os trabalhos do artista, especialmente as ficções construídas a partir de fragmentos de realidade, têm sido amplamente publicados no âmbito de edições de fotografia e de arquitectura. A este nível destacam-se as revistas Casabela (Itália), AB (EUA), Scopio (Portugal) e o livro Beyond Architecture Imaginative Buildings and Fictional Cities (Berlin: Gestalten Verlag Berlin, 2009), entre outras.
A empresa de telecomunicações Belgacom adquiriu os direitos exclusivos de transmissão dos jogos de futebol dos campeonatos português e espanhol na Bélgica, através da televisão, telemóvel e computador.
De acordo com a IPTV News, os planos da empresa é transmitir todos os jogos da liga espanhola e os dois melhores encontros da liga portuguesa gratuitamente para os assinantes do serviço de IPTV, como nos ‘smarthphones’, ‘tablets’ e ‘PCs’.
Segundo a mesma fonte, a Belgacom pretende transmitir vários jogos particulares entre equipas espanholas e equipas europeias de topo, incluindo o Valência-Roma a 12 de agosto e o Real Madrid – Galatasaray a 24 de agosto.
A empresa belga, que perdeu recentemente os direitos de transmissão exclusiva do campeonato belga, aumentou em 54000 o número de clientes do serviço de IPTV no primeiro trimestre deste ano, mas registou uma redução na utlização.
Está a pensar viajar na União Europeia ou na Islândia, no Liechtenstein, na Noruega ou na Suíça? Se assim for, não se esqueça do seu CESD. O cartão pode ajudar a poupar tempo, problemas e dinheiro se adoecer ou sofrer um acidente no estrangeiro. Cerca de 185 milhões de cartões estão já em circulação, segundo os números publicados pela Comissão Europeia.
O que é o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) e que acontece se tivermos um acidente ou adoecermos num país da UE diferente do nosso?
O Cartão Europeu de Seguro de Doença facilita às pessoas seguradas num dos 27 Estados Membros da União Europeia, na Islândia, no Liechtenstein, na Noruega ou na Suíça o acesso aos serviços de saúde durante as visitas temporárias a um destes países.
O cartão garante que estes cidadãos terão o mesmo acesso ao serviço público de saúde (médicos, farmácias ou hospitais) que as pessoas asseguradas no país visitado. Se tiverem de receber tratamento num país onde os cuidados de saúde são pagos serão reembolsados nesse país ou quando voltarem a casa. A ideia é facultar às pessoas os cuidados de que necessitam para poderem continuar a estada.
Os tratamentos planificados com antecedência não são abrangidos pelo cartão, visto que requerem autorização prévia.
Para pedir um cartão precisa de estar abrangido por um sistema de segurança social estatal num dos países da UE, na Islândia, no Liechtenstein, na Noruega ou na Suíça. Cada membro da família que viaja deve possuir o seu próprio cartão.
Cada país é responsável pela produção e distribuição do cartão no seu território. Assim, para obter um cartão, deve contactar as autoridades de saúde locais. Na maior parte dos países, há várias formas de pedir o cartão: pessoalmente, por e-mail, carta, fax, telefone ou em linha. Em alguns países (SE, NO), os pedidos podem mesmo fazer-se por SMS! Na Áustria, República Checa, Itália, Suíça e, desde 2010, nos Países Baixos, o CESD é emitido automaticamente para todos os segurados.
Alguns websites oferecem um Cartão Europeu de Seguro de Doença mediante pagamento. Mas não se esqueça de que o cartão é grátis nas suas autoridades de saúde locais.
Descubra onde dirigir-se no seu país em: http://ec.europa.eu/social/main.jsp?catId=563&langId=en