Futebol Falado
Sexta, 08 Março 2013 18:03   
A descer o nível
Futebol Falado

Clique para ampliar O Benfica ganhou uma vantagem curta na eliminatória da Liga Europa, depois de uma partida mal disputada e com pouco ritmo. Os encarnados mostraram pouca intensidade, não tiveram o volume ofensivo habitual, enquanto do outro se viu um Bordéus quiçá intimidado com o poderio do Benfica e que nao soube explorar as deficiências dos encarnados. O Bordéus ainda incomodou Artur. O brasileiro voltou a estar seguro, mas tal como os encarnados, num ritmo de jogo bastante lento e sem grande critério. Jorge Jesus voltou a apostar em Roderick no meio campo, ao lado de Carlos
Martins, com Rodrigo a fazer dupla de ataque com Cardozo.

O Bordéus entrou com uma atitude positiva na partida, ao contrário dos encarnados, que não conseguiam sair para o ataque com qualidade. Os franceses testaram a atenção de Artur, com vários remates de fora da área (Obraniak em destaque), enquanto o polaco teve uma boa situação para criar perigo, após entrar na área com a bola controlada. O Benfica deu um primeiro sinal de perigo, com um remate de Rodrigo, após cruzamento de Cardozo, e o Bordéus respondeu no minuto seguinte, com Obraniak a conseguir isolar-se, num lance resolvido por Artur com muita sorte, pois deixou a bola escapar para fora, por entre as suas pernas.

O jogo estava bastante morno, quando o Benfica chegou ao golo. Ola John recebe um cruzamento da esquerda com o peito, a bola sobra para Rodrigo, que desfere um remate forte contra a trave, que foi desviada para a baliza pelo guarda-redes francês.. O 1-0 animou os encarnados, que quase chegaram ao segundo golo. Pouco tempo depois Cardozo rematou para defesa de Carrasso.

Passado esse momento, o Bordéus voltou novamente ao controlo do jogo, com várias aproximações
à baliza de Artur mas Luisão ia chegando e sobrando. O segundo tempo começou novamente com grande lentidão de parte-a-parte, agora com os encarnados a controlarem os acontecimentos. A melhor ocasião de golo para o Benfica chegou com uma incursão de Melgarejo pelo ataque. P paraguaio, em desequilíbrio, acabou por nem rematar, nem fazer a assistência para Rodrigo, que estava sozinho ao segundo poste. O Bordéus respondeu de imediato, com Traoré a aparecer perigosamente em zona de remate, após cruzamento de Belay. Os momentos finais de jogo foram marcados por um ascendente dos franceses, com mais dois lances perigosos remate de Traoré para fora e de Khalfallah para defesa de
Artur.

Será necessario um Benfica bem melhor para levar de vencida esta eliminatória em Bordéus.

Paulo Gomes
Treinador

[ Liga Europa: Benfica consegue vantagem mínima frente ao Bordéus ]

[ Juve e PSG seguem em frente na Champions ]

[ Morreu o ex-presidente do Sporting João Rocha ]

Actualizado em ( Sexta, 08 Março 2013 18:03 )
 
Terça, 15 Janeiro 2013 23:10   
Promessas não cumpridas
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Clique para ampliar Nunca nos últimos anos o Benfica se apresentou tão favorito num jogo com o FC Porto como no clássico de domingo.

O Benfica termina a primeira volta em casa como começou o campeonato, com um empate a dois que lhe sabe a pouco.

O Porto conquistou a posse de bola a meio campo com demasiada facilidade, Matic com boa exibição e um golo fabuloso não chegou para as encomendas sem a ajuda de Enzo Perez que esteve algo apagado. A maior motivação dos portistas conseguiu esconder algumas possíveis carências, tais como a falta de maturidade e experiência nestes classicos de alguns jogadores, nomeadamente Mangala (melhor em campo), Alex Sandro ou Danilo.

Jackson mete respeito e Lucho continua a ser de classe mundial. Moutinho de bom nível e um Varela no seu melhor chegaram para esconder as fragilidades com que este Porto se apresentou na Luz superando assim a ausência de James Rodriguez que tem sido até agora o grande mentor de futebol dos Dragões.

Esperava-se com toda a legitimidade muito mais deste Benfica que nunca foi fiel aos seus príncipios e que tarda em se afirmar nestes duelos entre Águias e Dragões. A boa forma dos encarnados fazia prometer que seria desta que iriam abafar o Porto na Luz tendo para isso Jesus apostado em Lima e Cardoso de início, mas em menos de um quarto de hora o jogo teve 4 golos, e sempre com o Porto em vantagem.

Elogios para o Benfica que soube sempre reagir e responder à altura e voltar ao jogo, mesmo depois da estranha oferta de Artur que deixou o resultado num 1-2. No fundo, golos mais por erros do adversário que por jogadas arquitetadas.

A segunda parte trouxe um jogo mais calmo e calculista, destaque apenas para a falha incrível de
Cardoso na cara de Helton.

No que concerne à sempre polémica arbitragem desta vez João Ferreira não teve grande influência no resultado, mas a entrada assassina de Maxi Pereira não poderia ter escapado a um cartão vermelho direto.

Tudo igual na frente e a prometer muita luta pelo título máximo do futebol português.

Paulo Gomes
Treinador

[ Benfica em Coimbra e derby minhoto "animam" Taça de Portugal ]

[ Pinto da Costa: Benfica deveria ter terminado com nove ]

[ Junta-te ao BOMDIA no Facebook e ganha prémios ]

Actualizado em ( Terça, 15 Janeiro 2013 23:10 )
 
Sábado, 01 Dezembro 2012 17:40   
Escolhas infelizes: Porto fora da Taça
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Clique para ampliar O F.C. Porto perdeu, desta vez 2 a 1, num resultado correto e justo, principalmente depois da expulsão de Castro e depois de da equipa do S.C. Braga conseguir estar ao nível, e acabar sendo superior, ao campeão nacional.

O F.C. Porto, com demasiadas alterações, poupando Lucho, Moutinho, Varela, Alex Sandro, Helton e Jackson Martinez, jogou descaracterizado e não conseguiu impor o seu habitual jogo ofensivo. Marcando de bola parada por intermédio de Mangala não criou oportunidades de golo na primeira metade.

Vítor Pereira na segunda parte foi infeliz nas substituições, trocando Miguel Lopes por Danilo, pois este já tinha um cartão amarelo.

Já com Castro não teve a mesma perceção e preferiu trocar Fernando por Lucho, perdendo aí de vez o meio campo numa altura onde o Braga o estava a subir de rendimento. A partir desse momento, a 20 minutos dos 90, o Braga controlou o jogo, chegando assim ao empate num lance infeliz de Danilo.

Castro é expulso após o segundo amarelo e o Braga faz o segundo golo por intermédio de Éder, numa falha da defesa portista.

Não se compreende a troca de jogadores e a poupança dos mesmos num jogo de elevada importância para o clube estando já o Porto qualificado para a proxima fase da Champions.

Em segundo lugar, este jogo disputava-se poucos dias depois de o Braga ter sido derrotado para o campeonato nos instantes finais da partida, algo que provoca sempre um sabor amargo e a vontade de querer retificar numa próxima oportunidade.

A importância do banco ficou mais do que evidente, mas apenas não por mérito de José Peseiro.

Paulo Gomes
Treinador

 

[ Braga acaba com invencibilidade dos dragões ]

[ Sporting termina 1° trimestre da época com 7 milhões de euros de prejuízo ]

[ Benfica com prejuízo consolidado de 11,7 ME em 2011-2012 ]

 

 

 

 

Actualizado em ( Sábado, 01 Dezembro 2012 18:05 )
 
Quinta, 25 Outubro 2012 22:03   
FC Porto único a vencer na Liga dos Campeões
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Clique para ampliar O jogo estava complicado mas dois golos do atacante colombiano Jackson Martínez ajudaram o FC Porto a derrotar o Dynamo Kiev por 3-2 na quarta-feira, deixando o clube português na liderança do Grupo A da Liga dos Campeões, com 100 por cento de aproveitamento e bastando apenas mais um ponto para garantir o apuramento para a próxima fase.

Baixando muito o rendimento após estar a vencer foi dando força a uma equipa que talvez não a tivesse. Os ucranianos empataram por duas vezes, mas não conseguiram evitar o golo da vitória a 12 minutos do fim com Martínez a finalizar uma bela assistência de Lucho Gonzalez.

Silvestre Varela colocou o FC Porto à frente num grande remate após assistência de Lucho, mas cinco minutos depois, Oleh Gusyev, empatou de cabeça num canto, onde por norma o campeão português não costuma sofrer golos.

A equipa da casa voltou a comandar o marcador 10 minutos antes do intervalo, com Martínez a facturar de novo (primeiros dois golos na Champions) e o nigeriano Ideye Brown empatou de novamente, antes de o colombiano garantir mais 3 pontos para o líder FC Porto, que soma 9 no total. Em segundo lugar no grupo, com 6 pontos, está o Paris St Germain, que derrotou fora de casa o Dinamo Zagreb por 2 x 0.

«Águias» continuam sem ganhar e complicam apuramento

Com 11 estrangeiros na equipa inicial e uma exibição bastante cinzenta, o Benfica perdeu na Rússia contra uma uma formação no mínimo acessível.

Rafael Carioca e Ari foram os jogadores que trabalharam mais e aguentaram bem a força ofensiva do Benfica. Ananidze com todo o talento, assim com Jurado, desiquilibraram na primeira parte e o resultado poderia ter sido mais alargado. Os encarnados nunca conseguiram incomodar verdadeiramente o Spartak mas um golo caído do céu apontado por Lima ainda deu alguma esperança.

A meio da primeira parte, e graças a duas "ofertas" da defesa do Spartak, o Benfica poderia ter empatado. Primeiro por Salvio que, isolado, atirou ao lado, e depois foi Lima a demorar no remate e a permitir o corte adversário.

O Benfica entrou na segunda parte mais acutilante e a tentar pressionar mais à frente mas esteve longe de criar constantemente situações de perigo e de construção ofensiva.

Resumindo: último lugar do grupo, três jogos, duas derrotas e um empate. Há que vencer nas receções a Spartak e Celtic para o apuramento ser viável.

Brasileiro Alan vai do êxtase à frustração em Old Trafford

O Braga esteve perto de conseguir uma vitória histórica ao estar a vencer por 2 a 0 no estádio Old Trafford. Mas o Manchester mostrou sua força e conseguiu virar o resultado, ganhando por 3 a 2.
Mesmo jogando em Inglaterra, o Braga não se intimidou e marcou duas vezes em apenas 20 minutos ao Manchester. Os dois golos foram do brasileiro naturalizado português Alan que com 33 anos viveu a sua noite de glória.

Mas, apesar do susto inicial, o Manchester United conseguiu reagir. Para isso, utilizou uma velha arma do futebol inglês: os cruzamentos para a área. Ainda no primeiro tempo, o avançado mexicano Chicharito Hernandez aproveitou um cruzamento na área cinco minutos após o segundo golo do Braga e faturou.

Já na segunda parte, o Manchester United voltou a marcar chegando ao empate, quando o central Evans aproveitou a marcação de um canto. Depois, já aos 30, Chicharito Hernandez recebeu novo cruzamento na área e cabeceou para garantir a vitória da equipa inglesa. Fantastico jogo do Braga contra o colosso United não é para todas as equipas , faltou pelo menos um ponto.

Agora, após três rodadas disputadas, o Manchester United lidera com nove pontos. A segunda posição é dos romenos do Cluj, que chegaram aos quatro pontos após empatar nesta terça-feira com o lanterna Galatasaray por 1 a 1, em Istambul, na Turquia. E o Braga segue com três.

Paulo Gomes
Treinador

[ Sporting de Braga quase fez história em Manchester ]

[ FC Porto escapou por pouco ao traumatismo ucraniano ]

[ Sporting perde em Genk e compromete Liga Europa ]

Actualizado em ( Quinta, 25 Outubro 2012 22:03 )
 
Quinta, 04 Outubro 2012 18:47   
Braga e Porto cumpriram, Benfica teve tarefa difícil
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Clique para ampliar A segunda jornada da Champions foi marcada pelo facto de os encarnados jogarem em casa diante do Barcelona. 64.000 pessoas lotaram as bancadas do estádio da Luz. Um ambiente adequado ao acontecimento.

Jorge Jesus apostou em reforçar o meio-campo com Bruno César a fazer dupla com Enzo Pérez no “miolo”, abdicando assim de jogar com os habituais dois avançados. No Barcelona, Puyol ocupou o lugar de Alex Song no onze, e Cesc Fábregas foi aposta em detrimento de Iniesta.

Foi uma partida em que o Barcelona dominou ao seu estilo. O Benfica fez um jogo em esforço para preencher os espaços e andar sempre atrás da linha da bola, cometendo alguns erros comprometedores que acabaram por não se traduzir em golos. Um Benfica a jogar com precaução mas sem medos perante um Barça fiel à sua filosofia.

Resultado lógico, 0-2 , com a equipa catalã a impor o seu estilo registando, à meia hora de jogo, 71 por cento de posse de bola, contra 29 do Benfica. Benfica que tinha conseguido fazer 73 passes quando o Barça já ia para lá dos 260. E continuava a somar “tiki taka tiki taka”.

No Braga, Leandro Salino, Ismaily, Rúben Micael e Ruben Amorim foram as novidades do onze inicial e apagaram a má imagem da derrota com o Cluj, deixando os bracarenses mais descansados para a difícil jornada dupla com o Manchester United.

O triunfo em Istambul sobre o Galatasaray por 0-2, com um golo de Rúben Micael na primeira parte e outro de Alan nos descontos, elevou para sete os jogos da equipa bracarense sem perder. Os minhotos retificaram o desaire da primeira ronda, diante do Cluj, e reentram na discussão pelo apuramento no grupo H, começando a ser definitivamente uma equipa respeitada e conhecida na Europa do futebol.

O FC Porto, com um golo no fim da partida, derrubou esta quarta-feira o favorito Paris Saint-Germain, então invicto esta temporada, e disparou na liderança do Grupo A da Liga dos Campeões.
Jogando em casa, os portistas tiveram um duelo equilibrado com o PSG. Sendo mesmo um pouco superiores na primeira parte do jogo, principalmente por conta das jogadas de João Moutinho criando algumas ocasiões para marcar, enquanto que o PSG teve apenas uma por intermédio de Ibrahimovic. Com alguma dificuldade para manter o ritmo na segunda metade, quando os franceses cresceram em campo e quase abriram a marcar, o Porto procurou ainda um último “pressing” e foi roubando algumas bolas perigosas para o último reduto francês.

O FCP viria a coroar o domínio na partida com um soberbo golo de James ,rematando em arco , vencendo por 1 a 0 e mantendo assim o aproveitamento de 100% nesta fase de grupos. O Porto soma agora seis pontos, contra três do PSG, grande favorito por conta dos reforços que conseguiu no início da temporada, como o atacante Ibrahimovic e o brasileiro Thiago Silva.

Paulo Gomes
Treinador

[ Paulo Bento: Não vale a pena ir tão longe para empatar ]

[ Neto: A novidade na seleção portuguesa ]

[ Champions: Ronaldo faz segundo hat-trick numa semana ]

Actualizado em ( Quinta, 04 Outubro 2012 18:47 )
 
Sábado, 08 Setembro 2012 13:34   
Pobre
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Clique para ampliar Portugal não mostrou porque é a quarta melhor seleção do mundo para a FIFA. A seleção portuguesa venceu mas entrou muito mal no jogo, algo apáticos e sem chama entraram a perder devido a um golo do luso-descendente Daniel da Mota, num movimento onde João Pereira careceu de falta de agressividade no lance e assistiu com complacência ao golo luxemburguês.

Cristiano Ronaldo e Postiga assinaram a reviravolta, certo que a vitória não tem discussão mas pede-se mais aos comandados de Paulo Bento, sobretudo quando se defronta uma equipa de amadores (apenas 3 jogadores do Luxemburgo atuam em campeonatos profissionais).

Portugal reagiu, a partir daí, tal como lhe competia e começou a atacar a baliza de Joubert, que se cotou com uma exibição para mais tarde recordar. Cristiano Ronaldo, esse mesmo que tem andado depressivo, foi o melhor da seleção da quinas, honra lhe seja feita. Ele que sempre criticamos quando não joga o que sabe e pode assinou a igualdade no primeiro de três remates ao poste. Os outros dois ocorreram ainda no primeiro tempo.

Ao intervalo, Paulo Bento - e certamente os 7000 mil Portugueses presentes no Josy Barthel - não estava contente e lançou Silvestre Varela, que ajudou a seleção portuguesa a atravessar a melhor fase do jogo. Trouxe velocidade, facilidade em fazer circular a bola e a criação de lances de perigo.

Aos 53 minutos, Portugal passa para a frente do marcador com João Moutinho, com mestria a isolar Postiga. O avançado português a actuar em Espanha faz assim o 21.º golo ao serviço da equipa nacional. Estava aberto o caminho para mais golos mas tal não aconteceu.

A seleção portuguesa criou ocasiões suficientes para golear, mas foi sempre displicente na hora de finalizar. Cristiano Ronaldo, Postiga e companhia desperdiçaram inúmeras ocasiões para "matar" o jogo e foram várias vezes vítimas da armadilha do fora-de-jogo dos luxemburgueses. Portugal não mostrou porque é a quarta melhor seleção do mundo para a FIFA.

Os visitados ainda tiveram ocasiões para chegar ao empate, mas Rui Patrício chegou para resolver os problemas.

Destaque para a forma como a seleção “amadora” luxemburguesa se preparou para este jogo, tendo entrado em estágio duas semanas para se preparar especificamente para o encontro, provando que se levarem o futebol de uma forma séria podem, dentro de alguns anos, disputar o resultado com qualquer equipa.

Paulo Gomes
Treinador

PS - Foi uma vergonha a seleção não se ter despedido do público.

[ O terceiro golo português ]

[ Paulo Bento quer mudar o que nos vai no sangue (vídeo) ]

[ Gostas de desporto? Então o BOMDIA quer falar contigo ]

Actualizado em ( Sábado, 08 Setembro 2012 16:54 )
 
Quarta, 01 Agosto 2012 03:03   
Nova época, novos sonhos
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Clique para ampliar A pré-temporada já começou e muitos dos clubes começam já a afinar as máquinas para o arranque das devidas competições.

Sabendo que a crise europeia está a influenciar os negócios entre clubes, as equipas vão trabalhando numa perspectiva não muito límpida do que vão ser os rostos finais dos seus planteis, culpa da lei de transferencias. Não pode haver forma de um treinador trabalhar concretamente e com uma análise correta do que irá ser o futuro da sua equipa sem saber se o jogador A, B ou C irá sair ou continuar a fazer parte do seu grupo.

Partindo do princípio que apenas vejo duas formas para uma equipa crescer - ou cresce a lutar contra as fragilidades, ou cresce a trabalhar as forças - porventura restará ainda trabalho bastante difícil para os treinadores das diversas equipas portuguesas que ainda alimentam a ambição de fazer algum encaixe financeiro, por muito baixo que seja.

Prevejo um campeonato novamente equilibrado, onde apenas uma das quatro equipas da dianteira trocou de treinador, o Braga, e onde Porto e Benfica irão lutar “mano a mano” por mais um título no futebol português.

Quanto ao Sporting irá, de uma forma lógica, tentar inverter o caminho dos últimos anos e procurar chegar-se mais perto dessa luta tendo para isso recrutado alguns jogadores de qualidade, nomeadamente o holandês Boulahrouz que irá líderar a defensiva leonina. Labyad, Pranjic e Marcos Rojo são outras boas aquisições leoninas. Naturalmente algumas dúvidas ainda pairam, concretamente no caso de Rui Patrício que tem mercado de qualidade e poderá ainda sair.

No caso do FC Porto as incertezas continuam: de referir a já muito falada possível saída de Hulk! Ou a de João Moutinho e Rolando. Como é hábito os campeões nacionais estarão já prevenidos para essas possíveis lacunas estando já a integrar os jovens Atsu, Kelvin e Iturbe, e contratando Jackson Martinez de quem os adeptos esperam ser o novo goleador.

Quanto aos encarnados, fizeram regressar Carlos Martins, uma mais valia certamente, e Enzo Perez, mas continuam basicamente com o mesmo núcleo duro da temporada passada restando saber se Witsel e Gaitan saem ou ficam. Ola John o grande investimento para a nova temporada será ou não aquilo que o sócios pretendem?

O Sporting de Braga parte de novo como "outsider", deixando sair Nuno Gomes mas acrescentando ao seu já valioso plantel o guarda-redes Beto e o médio Ruben Micael, ambos internacionais portugueses de excelente qualidade e que irão dar ainda mais experiência ao plantel bracarense.

De notar que, apesar das dificuldades financeiras de todos os clubes, o esforço para contratar e reforçar em qualidade foi ainda maior. Naturalmente que os melhores jogadores auferem mais euros, ou seja, o nível não será o mesmo mas com a qualidade dos treinadores portugueses e o profissionalismo e competência de todos os que trabalham diariamente para que o jogo das suas equipas seja cada vez mais de qualidade superior promete que iremos ter certamente uma liga muito interessante.

Paulo Gomes
Treinador

[ Apresentação da equipa sportinguista com uma vitória ]

[ FC Porto perde torneio nas grandes penalidades ]

[ Benfica repete goleada ao Real frente ao Gil Vicente ]

Actualizado em ( Quarta, 01 Agosto 2012 03:03 )
 
Sexta, 22 Junho 2012 18:19   
De classe mundial
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Clique para ampliar A cada jogo que passa, a influência de Cristiano Ronaldo no Euro 2012 cresce e um dos supremos talentos do planeta arrastou a sua equipa para a semifinal com uma das performances individuais mais fascinantes da competição até agora.

A República Checa, sólida, mas nada mais que isso, teve de dar lugar a um adversário mais forte que atingiu assim a quarta semi-final na sua história, onde se vai encontrar o vencedor entre a França e a Espanha.

A partir do que vimos até agora é provável que haja um derby ibérico.

Em Varsóvia, a equipe de todos nós confirmou o bom momento mostrado até agora: um coletivo forte, quer fisicamente quer tecnicamente; um meio campo em forma e eficaz com notáveis exibições de Veloso, Meireles e Moutinho; um ataque com o dinamite CR7, bem assistido por Nani e desta vez com Hugo Almeida que entrou ao intervalo para o lugar de Postiga lesionado.

Entre os checos, com Bilek a ser forçado a desistir de Rosciky e dar espaço para a frente a um Darida frágil, o único a incomodar foi Jiracek, enquanto Cech teve que fazer várias vezes jus à sua fama.

Com o jogo repartido a meio campo ambas as equipas jogaram na expetativa com os checos mais ativos na partida através de Jiracek, mas com Ronaldo sempre a responder. Apenas o atacante do Real jogou a tempo inteiro e teve duas chances claras de marcar: aos 33 explorou um erro na defesa e rematou, mas errou à esquerda de Cech, aos 45 depois de se libertar, com um pontapé de bicicleta bem executado mas ao lado.

Chegava ao fim a primeira parte com muitos passes errados onde Portugal só conseguiu assumir algum jogo a partir dos 25.

Na segunda metade, os checos já apareceram menos incisivos e Portugal aumentou o seu ritmo de jogo entrando muito forte. Logo no primeiro minuto Hugo Almeida, de cabeça, falha o golo. Aos 5 Ronaldo mais uma vez acerta no poste esquerdo de Cech com um grande pontapé livre.

Portugal aumentou a pressão e conseguiu outras boas chances com Nani, Almeida, Moutinho (melhor em campo ), mas Cech sempre se opôs. Finalmente Ronaldo acabou por resolver tudo aos 35: Nani lançou Moutinho, que cruza com precisão, e na pequena área CR7 ganha a Gebre Selassie e de cabeça mete a bola nas redes, finalmente!

Já está na frente da lista dos melhores marcadores tem quatro bolas nos postes e já marcou 69 golos na atual época desportiva. De salientar o meio campo português onde Veloso e Meireles estiveram em grande nível assim como a dupla de centrais e um Fábio Coentrão inesgotável .

Agora venham as “meias” e, como diz o capitão, a “ilusão continua”.

Vamos Portugal!
Eu acredito!

Paulo Gomes
Treinador

[ Euro2012: Meias-finais com novo onze ]

[ Paulo Bento quer descansar para depois ir até à final ]

[ Porque é que toda a gente gosta do BOMDIA? (vídeo) ]

Actualizado em ( Sexta, 22 Junho 2012 18:19 )
 
Terça, 19 Junho 2012 02:16   
Sai um Ronaldo à Real Madrid
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Clique para ampliar O Portugal-Holanda foi a melhor exibição individual e coletiva do Europeu até agora.

Ronaldo colocou Portugal no quartos do Europeu com uma notável exibição acompanhada por um coletivo muito forte, em que Moutinho fez papel príncipal no municiamento do astro português. A subcampeã do mundo Holanda foi um desastre, cai com 0 pontos e com uma imagem bastante pálida do seu real valor.

E pergunto eu: e se isto tem acontecido a Portugal? Seríamos crucificados certamente.

Cristiano criticado por meio mundo. Diziam estar em má forma com problemas pessoais, etc. Deu a resposta certa no local certo e à hora certa. Os seus golos incendiaram Portugal e deixam-no em bom plano, se assim continuar, para ganhar a sua segunda Bola de Ouro.

O melhor jogo até agora, e o mais conseguido, vem no seguimento dos bons 15 minutos frente à Alemanha e do jogo contra a Dinamarca; mas desta vez em 90 minutos e com excelentes oportunidades para construir um resultado histórico.

Após o golo da Holanda por Van der Vaart que assinou o 0-1, fomos à procura do prejuízo e digamos que até foi bom sofrer o golo cedo. Obrigou-nos a reagir e a ir à procura do nosso melhor futebol.

Nas costas da defesa da Holanda estava a mina a explorar, principalmente por Cristiano e Nani.

Portugal fabricou ocasiões de todas as formas (Ronaldo, Postiga, Meireles), até Jõao Pereira encontrar CR7 numa diagonal curta e fazer o empate. Desta vez não ia falhar.

A organização portuguesa esteve perfeita. Às vezes é dificil entender como temos de andar sempre com a máquina de calcular atrás, como não somos candidatos a ganhar uma competição internacional deste nível.

Van Marwijk trocou Van Persie para a esquerda e colocou Snejder no meio, Robben foi para a esquerda mas o descontrole dos holandeses era total. Cristiano e Coentrão quase fabricavam o 2-1 e a Holanda começou a perder as estribeiras.

Cristiano decidiu fazer ainda mais quatro fantásticas arrancadas que derreteram o que restava da defesa holandesa. Na primeira, assistiu Coentrão. De seguida mais uma jogada fabulosa, com un sprint e um passe de morte para Nani, que falhou diante de Stekelenburg. E finalmente, marca um golaço onde senta o defesa. No último contra-ataque dispara ao poste.

Portugal converteu a Holanda e seus craques numa caricatura com um vendaval de bom futebol.

Venham os checos...

Vamos Portugal!
Eu acredito!

Paulo Gomes
Treinador

[ Obrigado Portugal! ]

[ Portugal e Ronaldo em destaque na imprensa internacional ]

[ Porque é que toda a gente gosta do BOMDIA? (vídeo) ]

Actualizado em ( Terça, 19 Junho 2012 02:16 )
 
Quinta, 14 Junho 2012 13:33   
Queremos mais!
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Clique para ampliar No minuto 87, quando já nos víamos “fora” do Euro2012, eis que surge o remate seco de Varela a rasgar a baliza de Andersen para a vitória portuguesa. Cristiano caiu no relvado, meio a rezar meio a chorar, dando graças a Deus.

O avançado do Porto emendou a tarde desastrada de Ronaldo em frente ao golo marcando e descansando toda uma nação. Portugal sofreu muito, mais uma vez. E sofremos porque falhou quem nunca falha é verdade: Cristiano Ronaldo. A ansiedade a precipitação e muita pressão que é notória nos ombros dele levaram-no a falhar por duas vezes na cara de Anderson. Está claramente a jogar inquieto, sente que a responsabilidade está toda sobre ele e não é o mesmo do Real quer se queira ou não.

Certo que o ambiente é diferente e a equipa também, mas na seleção nacional Ronaldo ainda não se libertou e quando isso acontecer certamente que vai resolver.

Paulo Bento mexeu bem no ataque mais uma vez Oliveira e Varela, mas ía sendo tarde...

A diferença do início do jogo para com o da Alemaha é que desta vez Portugal foi de mais a menos. Começámos muito pressionantes, tentando e conseguindo (excepção aos 7 primeiros minutos) colocar a Dinamarca no seu meio campo. Com esforço de toda a equipa, Coentrao em bom plano, Nani e Moutinho também, Portugal impôs a sua autoridade chegando ao primeiro golo pelo grande Pepe (maravilhosa a forma como sente a camisola das quinas) com um cabeceamento indefensável.

Um golo que nos deu mais confiança e a partir daí continuamos a carregar com as arrancadas de Cristiano a fazem estragos na defesa dinamarquesa. Postiga fez o gosto ao pé em grande assistência de Nani, bela exibição do extremo do Manchester United.

Reacção da Dinamarca. Antes do intervalo os centrais esqueceram Bendtner; Pepe e Alves em conjunto com Rui Patricio, permitiram a redução da vantagem.

Depois do intervalo a equipa apareceu receosa errando muitos passes. Portugal foi perdendo gás estranhamente. Ronaldo ora defendia ora não e fomos deixando Coentrão exposto demais e vezes demais. E foi por esse lado que a Dinamarca chegou ao golo do empate: cruzamento da direita e novamente Bendtner esquecido na área e de cabeça.

Nuvem negra sobre Portugal. Começãmos de novo a tentar e a conseguir atacar e a criar situações tal como contra a Alemanha. Então emergiu Varela, atento a un cruzamento de Fabio Coentão, falha e ainda bem o remate com o pé esquerdo mas na rotação faz um grande golo: o da vitória lusa.

Vamos Portugal!
Eu acredito!

Paulo Gomes
Treinador

[ Paulo Gomes: Falta solidariedade entre portugueses ]

[ Grupo de Portugal no Euro2012: Tudo é possível ]

[ Porque é que toda a gente gosta do BOMDIA? (vídeo) ]

Actualizado em ( Quinta, 14 Junho 2012 13:33 )
 
Domingo, 10 Junho 2012 11:47   
Alemanha–Portugal: Orgulho em quinze minutos
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Clique para ampliar Ao sair derrotado do jogo contra os alemães por 1-0, os portugueses deixaram-nos mais uma vez com um travo amargo.

Portugal entrou no Euro 2012 com uma exibição a duas velocidades. Sim, sabíamos que os alemães são sempre favoritos, mas o “respeito” que tivemos em relação a eles fez-nos perder 75 minutos.

Jogo muito tático nesse período, com a primeira parte a não ter momentos de grande emoção. Os alemães foram criando algumas situações de perigo, mas sem colocar à prova Rui Patrício. Falta de felicidade no lance em que Pepe aproveitou uma bola perdida na marcação de um canto e rematou à barra da baliza de Neuer.

No segundo tempo as duas equipas continuaram a jogar na expectativa, sempre à procura do erro parecendo mesmo jogarem para o empate.

A meio da segunda parte, a troca de Postiga, esgotado, por Nelson Oliveira veio dar mais frescura na frente, mas logo de seguida sofremos o golo. Cristiano Ronaldo jogou coletivamente mas pareceu algo apagado, por vezes. No entanto, o nosso capitão a partir daí quis pegar no jogo e foram dele, de Nani e Coentrão as melhores investidas na baliza alemã.

Momento do jogo: Mario Gomez, aos 72 minutos, marca, aproveitando um cruzamento feliz de Muller (a bola ressaltou no braço de João Moutinho) e, de cabeça, fez o único golo do encontro, quando já todos pensavam no empate.

Com a entrada de Varela para o lugar de Meireles, Portugal começa a desbobinar bom futebol, a classe e o talento do jogador português veio ao de cima, jogamos sem receio, encostamos os alemães às cordas e criamos algumas oportunidade, quer por Coentrão quer por Varela, também por Cristiano Ronaldo, não esquecendo o lance de Nani à barra em que quis claramente cruzar para a àrea.

Foram 15 minutos que nos deixaram “água na boca” e a pensar porque não jogamos sempre assim!?

Apesar de ter ficado um sabor amargo, ficou também uma expectativa positiva para os próximos jogos, porque parece-me que esta equipa ainda tem muito para dar. Agora Portugal precisa forçosamente de vencer a Dinamarca e a Holanda, se quiser manter as hipóteses de passar à próxima fase.

Vamos Portugal!

Eu acredito!

Paulo Gomes, treinador

[ Não merecíamos perder, faltou-nos sorte ]

[ O resultado foi o mais importante, diz o selecionador da Alemanha ]

[ Paulo Bento: Não fomos inferiores à Alemanha ]

Actualizado em ( Domingo, 10 Junho 2012 11:47 )
 
Terça, 15 Maio 2012 00:28   
Sá Pinto, Simeone e Conte: De jogador a treinador
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Clique para ampliar Conte, Diego Simeone e Sá Pinto, três treinadores que revolucionaram os clubes que já tinham representado como jogadores: Mística?

Antonio Conte, Sá Pinto e Diego Simeone têm mais coisas em comum do que se possa pensar. Todos originários de países latinos, jovens, apresentam praticamente a mesma idade (Sá Pinto é o mais novo, com 39 anos, enquanto que os outros dois têm 42), e os três assumiram esta temporada (no início ou no desenrolar da mesma), o comando técnico de clubes pelos quais já haviam vestido a camisola, como jogadores.

Outro aspecto a salientar é o facto de, como jogadores profissionais, além de se caracterizarem pela raça e garra com que jogavam, este trio ter também sido campeão nacional, em cada um dos respectivos conjuntos. Conhecedores dos clubes como poucos, portanto.

Vejamos mais em pormenor.

Sá Pinto assumiu o comando técnico da equipa principal de Alvalade em Fevereiro. Era na altura um Sporting perdido, sem chama, sem fio de jogo, que se encontrava no quinto lugar do campeonato, com perspectivas de ficar em sexto e de ser triturado (como muitos comentadores afirmaram) na Liga Europa.

Com o novo treinador, a equipa leonina ganhou claramente outra dimensão. Termina o campeonato a lutar pelo terceiro lugar a duas jornadas do fim, realiza uma excelente campanha na Liga Europa (apenas eliminada nas meias finais, após afastar equipas como o City da competição) e pode ainda vencer a final da Taça de Portugal.

Verificou-se acima de tudo, outra atitude, outra garra, outra motivação. Será caso para perguntar se as coisas poderiam ter sido diferentes caso Sá Pinto tivesse iniciado a época como treinador. Em termos pontuais parece que sim, já que o clube leonino foi o segundo que mais pontuou desde que o ex-avançado assumiu a função.

Em termos de futuro, parece claro que desde que tenha matéria-prima para tal (os leões precisam de fazer vários ajustes neste defeso e o técnico leonino merece ser recompensado com jogadores de outra qualidade) não é pela falta de qualidade técnica, táctica e de liderança a partir do banco que o Sporting vai deixar de alcançar os seus objectivos.

Já Antonio Conte, foi nomeado técnico principal da Juventus no início da presente temporada. Uma "Vecchia Signora" a tentar voltar ao seu posto, após várias épocas aquém das expectativas. Ex-jogador dos "bianconeri" (carreira recheada de títulos, dos quais se destacam 5 ligas italianas e uma Liga dos Campeões), Conte, injectou sangue novo para que a Juventus voltasse ao sucesso e principalmente deu coesão (equipa menos batida da Liga), afastou vaidades (nos últimos anos a Juve apresentou sempre bons plantéis, mas muitos jogadores não dignificavam a camisola) e emprestou a sua liderança desde o banco. Conte conquistou até ao momento o campeonato, podendo ainda alcançar a dobradinha, pois irá defrontar o Nápoles na final da Taça de Itália.

Por fim, Diego Simeone, foi eleito substituto de Gregorio Manzano, já a época ia avançada. Encontrou um Atlético de Madrid em claro mau momento (de resultados e anímico). Conhecedor profundo do clube (actuou quatro temporadas e meia, no total, com a camisola dos "colchoneros", tendo alcançado uma histórica dobradinha), recuperou os jogadores e a sua confiança, colocando neste momento o Atlético a disputar a última vaga de acesso ao "play-off" da Liga dos Campeões (algo muito distante quando chegou), bem como conquistou ainda esta semana a Liga Europa.

Estamos perante um claro benefício para as respectivas equipas, a chegada destes três treinadores ao comando técnico das mesmas. Os excelentes resultados, abrem ainda boas perspectivas de futuro, assegurando a tranquilidade necessária, para uma boa planificação da próxima temporada. Poderemos inclusivamente estar perante o princípio de um fenómeno que era muito habitual antigamente (os jogadores da casa passavam a treinadores), facto que com o tempo se perdeu.

Na sua opinião, o principal mérito nas mudanças destas três equipas é dos seus 3 treinadores? Depois de já ter batido alguns recordes recentes do clube leonino (quinta presença numa meia-final europeia) conseguirá Sá Pinto levar o Sporting ao título na próxima época? Caso tivesse iniciado a temporada, poderia Simeone ter colocado o Atlético no terceiro lugar de La Liga (considerando os 2 primeiros lugares inacessíveis a qualquer outro conjunto neste momento)? Dará outra motivação ao jogador, estar a ser treinado por alguém que já foi um símbolo do clube? Até que ponto este fenómeno "jogadores da casa passarem a treinadores" poderá evoluir nos próximos tempos?

Francisco Soares
Trader Profissional
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[ Liga dos Campeões: FC Porto é cabeça de série ]

[ City é campeão 44 anos depois (vídeo) ]

[ Porque é que toda a gente gosta do BOMDIA? (vídeo) ]

Actualizado em ( Terça, 15 Maio 2012 00:28 )
 
Segunda, 30 Abril 2012 08:56   
A 11 metros da linha de golo
Futebol Falado

Clique para ampliar Foram duas noites fantásticas de Liga dos Campeões, e dois resultados que poderiam ter sido muito diferentes, se não fossem as figuras dessas partidas terem sido os guarda-redes.

Este é o resumo do confronto do Barcelona contra o Chelsea no Camp Nou, e da subsequente derrota do Real Madrid com o Bayern de Munique nos penâltis no Santiago Barnabeu.

À partida, ambas as equipas espanholas eram favoritas a chegar a final, enquanto os seus adversários não tinham nada a mais a perder, visto quer o Chelsea quer o Bayern já estarem arredados dos títulos dos seus países.

Um dos maiores astros destas noites europeias foi Manuel Neuer. E foi certamente por culpa dele que o Real vai ficar a ver a final na televisão.

Mas, frequentemente, o público aponta o dedo a quem falha e nunca ao mérito de quem defende, esmagando e inferiorizando aqueles que, por vezes, são os que salvam muitas situações nas partidas. Só que, naquele momento, tudo que ficou para trás fica esquecido.

E foi isso o que aconteceu com Lionel Messi, quando teve a chance de colocar o Barça em claro, na noite de terça-feira, batendo a bola na trave. Outro caso foi o de Ronaldo que bisa e falha depois um penâlti na parte crucial. Ou ainda Sergio Ramos que todos os "media" criticaram, inclusivamente com caricaturas da bola encontrada no espaço.

Em homenagem a três grandes nomes do futebol mundial - Messi, Cristiano Ronaldo e Sergio Ramos - , decidi selecionar oss cinco maiores “acidentes” em fases cruciais.

Roberto Baggio: Itália - Brasil (Mundial94)
Depois de um terrível final de 0-0 nos USA, era o senhor do rabo de cavalo divino que atirou sobre a barra com o último chuto para dar ao Brasil mais uma vitória. Lembram-se? Foi um dos melhores do torneio, Roberto Baggio, e mais tarde seria uma das estrelas do futebol mundial, mas ainda hoje toda a gente se lembra disso. Convém salientar que era a primeira final a ser decidida por penâltis, e era o momento em que definiria a carreira de Baggio, apesar de algumas das grandes coisas que ele alcançara tanto no seu clube como na seleção: Biaggio falhou um penâlti na final do Mundial.

Gareth Southgate: Inglaterra - Alemanha (Euro96)
Depois de Stuart Pearce e Chris Waddle falharem no Itália90, foi Southgate que acabou com as esperanças dos ingleses em casa frente à Alemanha nos penâltis. A Inglaterra ganhou um verdadeiro tiroteio contra a Espanha nos quartos de final, mas no momento de morte súbita contra a Alemanha, foi o defensor Southgate, que teve de enfrentar a responsabilidade de um penâlti falhado.

Ruud Van Nistelrooy: Manchester United - Arsenal (Premier League 2003-04)
Na época, os dois clubes eram os maiores do futebol Inglês, com Gunners e Red Devils a liderar a Premier League por várias temporadas. E, apesar deste jogo ter tido lugar em Setembro, revelou-se crucial na carreira do Arsenal que completou a sua temporada invencível, vencendo 26 jogos. Com o resultado em 0-0, O United sofre um penâlti polémico, pois de Patrick Vieira acabava de levar um vermelho. Van Nistelrooy, o atacante holandês que foi um dos grandes que passou pela historia do United, falha. Esse falhanço dá o titulo ao Arsenal, que acaba o jogo com festejos a gozar com o falhanço do Ruud. Penso que este não esqueceu ainda deste momento.

John Terry: Chelsea v Manchester United (Liga dos Campeões 2007-08)
Nessa noite o capitão do Chelsea queria a todo custo agradar ao "mister" Avram Grant. Era a primeira final do Chelsea, e que acabou por ser uma verdadeira desilusão. É Cristiano Ronaldo que inaugura o marcador aos 26 minutos de jogo, e mais tarde na conversão de penâltis falha o terceiro (parece que o nosso Cristiano não é dado aos penaltys da Champions). O jogo acabou empatado a uma bola e John Terry tinha o penâlti que daria a vitória na Champions nos pés e mandou a bola contra a parte exterior do poste, deixando o internacional inglês em lagrimas no chão. Nicolas Anelka teve pena do seu capitão e fez exactamente o mesmo que o seu companheiro. Dando assim a segunda taça europeia a Sir Alex Ferguson.

Asamoah Gyan - Uruguai contra Gana (Mundial 2010)
O Gana parecia destinado a ganhar um lugar nas semi-finais. O jogo estava 1-1 contra o Uruguai.
Com as esperanças africanas nos seus ombros, Asamoah Gyan desbravou a defesa do Uruguai e conseguiu um penâlti que enviaria pelo topo da barra tocando o céu noturno da Africa do Sul. Com apenas dez homens, após a expulsão do antigo atacante do Ajax Luis Suarez, o Uruguai iria ganhar por 4-2 nos penâltis. Ironicamente, Gyan que marcou o primeiro golo deste mundial pelo seu país, falharia o penâlti decisivo, mas o estrago já tinha sido feito.

Isto resume-se ao facto de que em momentos de pressão todos nós falhamos. É preciso levantar a cabeça, mas felizmente o público esquece com o tempo, e para o ano os que falharam voltarão novamente a ser os melhores do mundo.

Francisco Soares
Trader Profissional
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[ O eclipse de Saviola ]

[ A festa do FC Porto e o futuro de Vítor Pereira ]

[ Porque é que toda a gente gosta do BOMDIA? (vídeo) ]

Actualizado em ( Segunda, 30 Abril 2012 06:57 )
 
Sábado, 28 Abril 2012 23:31   
O eclipse de Saviola
Futebol Falado

Clique para ampliar Nas primeiras 12 jornadas, marcou apenas dois golos ao Paços de Ferreira, e ambos foram na sétima jornada da Liga. Entre jogos de campeonato, Champions, Taça da Liga e de Portugal apenas cumpriu um jogo completo na primeira jornada, alternando muitas vezes entre o banco e a bancada.

Prejudicado por algumas lesões e também pelo facto do ressurgimento de novas opções na cartilha de Jesus (Rodrigo e Nelson Oliveira), o argentino foi perdendo espaço ao longo da temporada, tendo sido utilizado em apenas nove encontros como titular e seis como suplente utilizado. Muito pouco para o internacional das pampas que seguiu para esta época desportiva com 26 jogos e 11 golos em 2010, e 24 jogos e 9 golos em 2011. Muito pouca utilização para um atleta de 30 anos e que acrescenta, sempre que é chamado, grande competência à equipa. Será que Saviola desaprendeu?

Apesar da fraca utilização esta temporada, o jogador do Benfica tem cinco golos marcados e ainda chegou para oferecer um golo decisivo no único troféu conquistado até agora pelos encarnados nesta época desportiva.

Enquanto durou e dura o ‘eclipse’, as relações entre Saviola e Jorge Jesus estiveram longe de ser as melhores, resultando daí alguns atritos entre ambos. Com perdas para a equipa, como se demonstra. Apesar dos recentes elogios do treinador e a olhar pela sua utilização os mesmos não têm correspondência.

As atenções viram-se agora para a continuidade ou não do argentino. Segundo o seu agent Diego Queiruga: «é muito complicado deixar um jogador destes no banco, mas é uma decisão do treinador Jorge Jesus. Contra isso nada se pode fazer, a não ser respeitar».

Paulo Gomes
Treinador

[ Gil Vicente garante manutenção na primeira liga ]

[ Braga derrotado em casa pelo Olhanense ]

[ Porque é que toda a gente gosta do BOMDIA? (vídeo) ]

Actualizado em ( Sábado, 28 Abril 2012 23:31 )
 
Segunda, 16 Abril 2012 00:05   
Ricardo Vaz Tê: O avançado que falta na seleção?
Futebol Falado

Clique para ampliar Ricardo Vaz Tê esta de volta ao auge depois de algumas temporadas encostado por ai "à direita e à esquerda” (como dizem os nossos amigos franceses).

Sam Allardyce foi um dos obreiros da chegada de umas das jovens promessas do futebol português às terras de Sua Majestade em 2003. Com apenas 17 anos, Vaz Tê estreava-se na equipa principal do Bolton; contudo, ao longo dos anos, nunca se conseguiu impor-se no plantel do Bolton (com mais de 80% dos jogos utilizado como suplente).

Na temporada de 2007/2008, Vaz Tê até conseguiu iniciar a época a titular, mas 46 minutos depois, um jogo contra o Newcastle, fez com que não jogasse qualquer partida até meados de Março do ano seguinte.

No ano seguinte segue-se a saga negra, jogando apenas meia hora de jogo na temporada inteira, e um ano depois nem sequer apareceu. Foi dispensado do Bolton, tendo regressando ao activo na Grécia, ao serviço do Panionis.

Na Grécia apenas marcou um golo em oito partidas, mas foi o suficiente para os escoceses do Hibernian o contratarem. Infelizmente não foi grande a sua estadia: Ricardo Vaz Tê viria a ser utilizado irregularmente, apenas um golo em dez jogos e não todos a titular

Mais um ano passado, mais uma má experiência acumulada, e previa-se o pior, mais um jogador que tinha talento e que seria esquecido como tantos outros que passaram pelo futebol.

Em 2011-2012, iria treinar à experiencia, desta vez voltando a Inglaterra, para o Barnsley da segunda divisão inglesa. O português impressionou os dirigente do Barnsley, e assinou logo até ao final da temporada.

Por esta equipa modesta da liga II de Inglaterra, Vaz Tê não se fez de rogado e já deixou a sua marca de dez golos no "Championship" (incluindo um "hat-trick" frente ao Leeds) o que chamou logo a atenção ao West Ham.

O português deixou o Barnsley no 15º lugar, pouco acima da linha de água daquela divisão e assinou pelo líder do campeonato (por dois anos e meio segundo a imprensa local). Mera curiosidade é que esta equipa é comandada pelo treinador que o lançou na Premier League, Sam Allardyce.

No West Ham, Vaz Tê apenas falhou três jogos, mas já marcou 10 golos em 12 jogos, fazendo dele a sensação do momento da segunda liga inglesa, ocupando o segundo lugar dos melhores marcadores desta prova. Actualmente o West Ham aspira à subida à Premier League, e provavelmente para o ano, poderemos ver Vaz Tê nas nossas televisões de casa novamente.

A pergunta que faço aos nossos leitores esta semana seria: com uma lacuna tao grande na frente da nossa seleção, será que este avançado com 1.88 m, poderia vir a tapar esta posição tao carenciada na nossa equipa nacional? Ou mesmo estagiar para aspirar ir ao Euro 2012? Porque não?

Francisco Soares
Trader Profissional
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[ Nani confirma aspirações do United ao título inglês ]

[ Crise no Benfica ]

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Actualizado em ( Domingo, 15 Abril 2012 22:06 )
 
Sexta, 13 Abril 2012 00:36   
Crise no Benfica
Futebol Falado

Clique para ampliar Com o presidente manifestamente desiludido com Jorge Jesus a posição do técnico à frente da equipa começa a estar “tremida”.

Depois do jogo contra o Sporting, Vieira ficou mesmo triste com a exibição da equipa num jogo de muita importancia na luta pelo título com FC Porto e Sporting de Braga.

Despedir unilateralmente o técnico custaria mais de 7 milhões de euros à SAD?! Disse bem: 7 milhões, o valor da cláusula de rescisão. Dizem vozes benfiquistas que Luís Filipe Vieira perdeu a cabeça com a chantagem do treinador aquando do propalado encontro com Pinto da Costa e ofereceu ao técnico uma soma astronómica para a renovação.

Mas o descontentamento em relação às suas opções aumentou entre os dirigentes e adeptos. Há quem não entenda que após a boa actuação no jogo com o Chelsea, em Inglaterra, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, Matic não tenha entrado nas contas de Jesus para o dérbi, que apostou em dois centrais com falta de ritmo: Garay, esteve parado três semanas, e Luisão, pareceu afectado pela lesão no joelho esquerdo.

Outro factor que causa preocupação é o estado físico que os jogadores demonstraram frente ao Sporting. Estranho que nos três anos de Jesus à frente da equipa, o Benfica tenha chegado sempre ao pico de forma em Janeiro, caindo fisicamente a partir de Fevereiro. Até ao jogo (0-1) com o V. Guimarães, a equipa liderava a Liga com cinco pontos de avanço. Um mês e meio depois, está em 2º lugar, a 4 pontos do FC Porto.

Só no 1º semestre de 2012, a SAD gastou 42,7 milhões de euros e irá despender 90 milhões até ao final da época. Pode dizer-se que é muito dinheiro para tais resultados; no mínimo abaixo do esperado, e para uma equipa que vai provavelmente ganhar apenas a Taça da Liga.

As vozes de contestação não se ficam apenas contra o técnico, mas também contra o Presidente benfiquista. José Veiga afirma mesmo que Luis Filipe Vieira é o pior presidente da história do Benfica pois ”em 8 anos ganhou apenas 2 títulos de campeão” e, recorde-se, com os maiores orçamentos de sempre do futebol português.

Paulo Gomes
Treinador

[ Ranking FIFA: Portugal à frente do Brasil ]

[ Figo: O Sporting é uma orquestra afinadíssima ]

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Actualizado em ( Sexta, 13 Abril 2012 00:36 )
 
Sábado, 07 Abril 2012 01:41   
Bilbao no caminho do Sporting: Coração e talento
Futebol Falado

Clique para ampliar Depois de eliminarem Legia, Manchester City e Metalist, o Sporting tem quanto a mim o maior desafio desta Liga Europa e de toda a época.

Os leões terão pela frente o espetacular Athletic Bibao, que talvez seja uma das equipas mais apreciadas do momento nesta Liga Europa, numa meia final que promete ser dura de roer para os nossos amigos leoninos.

Esta equipa espanhola parece talhada para as competições a eliminar (está também na final da Copa do Rei), uma vez que o plantel é exclusivamente composto por bascos e não tem a profundidade suficiente para lutar por provas de regularidade. Ainda assim, consegue ter jogadores de categoria (de seleção até) tais como Llorente, Muniain, Javi Martinez, Herrera, De Marcos, entre outros, todos muito dotados tecnicamente.

Um conjunto alto com a maior parte dos seus elementos a medirem mais entre 1,80m e 1,90m, tem uma estrutura muito bem organizada num 4-3-3, com uma referencia na área (Llorente), alas rápidos e tecnicistas (Susaeta e Muniain) e um meio campo muito dinâmico, assente pelo poderio de Javi Martinez. Este jogador emprega uma intensidade e agressividade nos seus jogos notável, demonstrando grande ambição e praticando um futebol vistoso.

Para poderem explorar este Bilbao, o Sporting terá de aproveitar o principal ponto fraco que é a defesa dos “leões de San Mamés”, mesmo considerando Iraola um bom lateral direito, e um Iraizoz competente na baliza.

Um dos responsáveis por este brilharete europeu do Athletic Bilbao é, sem dúvida, Marcelo Bielsa, um dos melhores treinadores do mundo. Conseguiu juntar à qualidade de posse de bola, uma intensidade e agressividade notável. O Bilbao venceu o seu grupo, ficando a frente do PSG, eliminado o Lokomotiv, o Manchester United e o Schalke 04, com uma facilidade surpreendente tendo em conta o poderio dos adversários. Tem conseguido inclusivé melhores resultados fora de casa, apesar do ambiente terrível provocado pelos seus fervorosos adeptos (a “Catedral” é um dos palcos mais temidos do mundo).

O que poderá fazer o Sporting para travar esta armada basca? O facto de a segunda mão se disputar fora de casa poderá ter influência no desfecho da eliminatória? Deixo a resposta ao critério dos nossos leitores.

Um cumprimento a todos os leitores, uma Santa Páscoa, e um até para a semana.

Francisco Soares
Trader Profissional
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[ Fernando Santos continua à frente da seleção grega ]

[ Aos 12 anos bateu um recorde mítico do skateboard ]

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Actualizado em ( Sábado, 07 Abril 2012 01:41 )
 
Segunda, 02 Abril 2012 23:38   
Messi, o melhor de todos os tempos?
Futebol Falado

Clique para ampliar Lionel Messi escreveu há uns dias mais uma página na sua carreira: tornou-se o melhor marcador da história do Barcelona.

É preciso lembrar que ele só tem 24 anos... e já ganhou, três bolas de ouro, três ligas dos campeões e cinco campeonatos de Espanha (e vários outros títulos)!

No jogo com o Granada (21 de março), Messi assinou mais um hat-trick, o que faz agora dele o melhor marcador na história do seu clube, com 234 golos em 314 jogos.

Números impressionantes que os seus detratores minimizam dizendo que é fácil jogar numa equipa como o Barça ou que enquanto não for campeão do mundo com a Argentina, não poderá ser como um génio ao lado de Pelé ou Zidane.

O que eu acho é que temos de perceber que, de facto, temos a sorte de ver em directo os jogos de um rapaz que é mesmo um génio com a bola nos pés, que faz coisas que só ele pode fazer e que marca golos com uma facilidade impressionante.

Um dia mais tarde, poderemos dizer aos nossos netos: "Messi era de outro mundo, pena que não o viste a jogar", tal como nos disseram os nossos pais sobre Pelé, por exemplo.

Enfim, apesar de eu ser profundamente português e orgulhoso de termos Cristiano Ronaldo, que para mim é também fantástico e que já reservou o seu lugar no panteão dos melhores da história do futebol, tenho que admitir que o baixinho argentino tem outra coisa que ninguém mais tem: acho que a palavra mais apropriada é mesmo "genialidade".

E Messi ainda tem muita coisa para ganhar porque só tem 24 anos...

Francisco Soares
Trader Profissional
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Actualizado em ( Segunda, 02 Abril 2012 23:38 )
 
Sábado, 24 Março 2012 13:50   
Futebol português no seu melhor
Futebol Falado

Clique para ampliar Estamos à porta duma guerra civil no futebol português. De um lado os grandes e, do outro, os pequenos. A causa é a televisão, ou seja, os direitos de transmissão dos jogos. Melhor dizendo, ainda, a empresa Olivedesportos e os interesses do mundo do futebol.

Tudo começou pela exigência do Benfica e com as suas ameaças de deixar a empresa distribuidora, ficando os proveitos da mesma a depender somente do FC Porto e do Sporting, pois todos sabemos que todos os outros protagonistas não dão grande negócio.

Mas, agora, tudo piorou. A Liga dos Clubes, por promessa do seu presidente, aprovou, por maioria o alargamento dos campeonatos profissionais, com o “aliciante” de não descer ninguém esta época. Alarme a tocar: onde está a verdade desportiva?

Aprovou a Liga a distribuição dos pingues televisivos por toda a gente, numa hora em que Joaquim Oliveira faz contas para entender e atender os benfiquistas, ficando à beira de um ataque de nervos ao ver entrar pela porta dentro toda a gente da bola a pedir-lhe dinheiro.

Neste período, a Federação Portuguesa de Futebol puxa dos seus galões e vem rejeitar o que a Liga decidiu.

Os mais pequenos não aceitam a anunciada derrota daquilo que decidiram e do que são seus interesses prementes, pois se assim não for a desgraça duma maioria dos clubes será um facto. o que só não vê quem não quer ou quem se diz ser grande, muito embora alguns que o dizem ser não o são. Ou como diz o velho ditado “o rei vai nú”.

Estamos perante uma situação grave. É que, cremos, nunca o tamanhão de certos clubes estará tão pressionado pelos pequenos como agora. E mais: se a corda rebentar pelo lado mais fraco, muito será abalado o futebol português, pois não haverá alargamento, mas haverá simplesmente o desaparecimento de muitos clubes.

Embora não se queira olhar para a realidade, a verdade é que há imensos clubes que já estão para além da bancarrota. Dívidas por todo o lado, profissionais de futebol sem salários há vários meses, penhoras a torto e a direito, inclusivé com o garrote do próprio Estado. A juntar a tudo isto estão as parcas assistências e a crise a ferrar todas as bolsas. De referir o triste cenário também da renúncia de alguns clubes em formar as equipas B: o FC Porto veio de imediato anunciar a desistência do projecto, seguindo-se-lhe também o Braga

O futebol português, por este andar, caminha para meia dúzia (e será muito) de clubes com futebol profissional. Todos os outros, vão-se juntar para jogar à bola no fim-de-semana.

Paulo Gomes
Treinador

[ O homem que raramente se ri ]

[ Gil Vicente na final da Taça da Liga ]

[ O BOMDIA espera por ti no Facebook ]

Actualizado em ( Sábado, 24 Março 2012 12:51 )
 
Quinta, 23 Fevereiro 2012 16:57   
Porque foi o Porto humilhado pelo Manchester?
Futebol Falado

Clique para ampliar Na primeira mão no Dragão havia grande expetativa. Mais talvez por ver as estrelas do City do que propriamente esperançados na sua equipa, os adeptos do Fc Porto encheram quase por completo o estádio.

Mais do mesmo em relação ao que tem sido o decorrer da época, com uma equipa algo pressionante na primeira parte a conseguir umas, duas ou três situações para marcar, mas não mais que isso.

O jogo foi equilibrado, o City até desiludiu, quanto a mim, por ser uma equipa algo temerosa. Talvez Mancini se tivesse lembrado que havia já perdido no Dragão por 4 a 0 orientando a Lazio de Roma e não apresentou, nem apresenta, um futebol de acordo com o nível das suas estrelas.

Como em muitas outras circunstâncias, o jogo voltou a ganhar-se ou a perder-se no banco com Vítor Pereira a reagir muito tarde ao evoluir dos acontecimentos e Mancini a fazer o que lhe competia, introduzindo no jogo Aguero que viria a destabilizar por completo o encontro. Feliz o técnico que consegue ter no terreno Balotelli, e ao seu lado, no banco, Aguero e Dzeko e ainda Tevez em “casa”.

Diria o técnico azul e branco que a equipa na segunda parte estava desgastada pelo “pressing” que fez na primeira! E não o conseguiu repetir no segundo tempo por mérito da capacidade física e técnica do adversário. De realçar que a equipa do Dragão não criou uma oportunidade de golo digna desse nome. Resultado 2-1 para a equipa de Manchester o que adivinhava muitas dificuldades para a segunda mão.

Segundo jogo, agora em Manchester. Vítor Pereira tinha dito que não ia inventar nada e também que não esperava nenhum tipo de magia. Foi um Porto com uma nuance diferente, apresentando Varela como ponta de lança e Hulk na ala. Entrou a perder aos 20 segundos, reagiu com boa posse de bola, mas a fazer lembrar as boas equipas portuguesas dos anos em que não ganhávamos a ninguém: boas trocas de bola mas apenas até a entrada da área adversária. Mais posse, é verdade, mas também é verdade que houve mais remates e cantos para fora e sem perigo.

Do outro lado estava uma equipa de betão que nunca deixou o Porto penetrar na sua defensiva ou criar algum problema e muito eficaz a sair para o contra ataque onde de cada vez criava uma situação de golo. Resultado de 4 a 0 para o City, algumas queixas de Vítor Pereira em relação à arbitragem (o árbitro intimidou os portistas com alguns amarelos) e a justificação do técnico de que nenhuma equipa merecia ter ganho.

Uma equipa que faz 2 golos fora, 4 golos em casa, tem 1 bola na barra (chapéu notavel de Aguero ) e ainda uma ou outra situação de golo isolada com Helton merece amplamente a vitória por muito que o seu futebol não seja um regalo para a vista, principalmente com os milhões que estão investidos no seu plantel.

Paulo Gomes
Treinador

[ FC Porto apresenta queixa contra adeptos do Manchester ]

[ Vítor Pereira: 4-0 foi um resultado mentiroso ]

[ O BOMDIA procura amigos ]

Actualizado em ( Quinta, 23 Fevereiro 2012 16:57 )
 


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