|
Portugal
|
|
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou a apreensão de mais de 20.000 doses individuais de cocaína no Aeroporto de Lisboa, tendo também detido uma mulher.
Segundo um comunicado divulgado pelo comando metropolitano de Lisboa da PSP, a substância era transportada por uma mulher de 41 anos que viajava num voo proveniente de São Paulo, Brasil, com destino à Guiné-Bissau.
Um elemento da empresa de segurança do aeroporto, colocado na zona de controlo por raio-x na área das partidas do Aeroporto Internacional de Lisboa, informou os agentes da PSP de que uma passageira tinha em sua posse diversas embalagens de um produto suspeito de ser estupefaciente, dissimuladas na zona da cintura e pernas.
Depois de analisada a substância, confirmou-se que se tratava de cocaína suficiente para a preparação de 20.355 doses individuais.
Além da droga, foi também apreendido dinheiro em moeda estrangeira, nomeadamente escudos de Cabo Verde, francos da República Centro Africana, dalesis do Gâmbia, kwanzas de Angola e dólares Americanos.
A mulher, que já tem antecedentes por crimes idênticos, será presente a tribunal para interrogatório judicial e aplicação da medida de coação.
[ O filho da condessa que foi morto com 27 facadas ] [ Polícia já tem suspeito de incêndios de carros ] [ Caixa no vermelho no primeiro trimestre de 2013 ]
|
| Actualizado em ( Terça, 07 Maio 2013 23:15 ) |
|
|
Portugal
|
|
O BES teve prejuízos de 62 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que compara com os quase 12 milhões de euros de lucro registados no mesmo período de 2012.
Segundo refere o banco em comunicado, "a recessão económica, traduzida em decréscimos do Produto Interno Bruto (PIB) em dez trimestres consecutivos dificultou a geração de receitas pelo aumento das insolvências e do desemprego e agravou os custos com imparidades".
O banco destaca, nomeadamente, a queda de 14,2 por cento do produto bancário para 453,7 milhões de euros e o reforço das provisões em 25,9 por cento para 240,1 milhões de euros.
[ Caixa no vermelho no primeiro trimestre de 2013 ] [ Brasileiro à frente da Organização Mundial do Comércio ] [ Cavaco apoia entrada da Turquia na União Europeia ]
|
| Actualizado em ( Terça, 07 Maio 2013 22:56 ) |
|
|
Portugal
|
|
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve prejuízos de 36,4 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que compara com os lucros de 8,8 milhões de euros registados no mesmo período de 2012.
A queda da margem financeira, penalizada pelas baixas taxas Euribor, as imparidades (perdas) com crédito e o aumento dos custos são os fatores a que o banco público atribui o resultado negativo registado entre janeiro e março.
A CGD fechou os primeiros três meses do ano com uma queda de 46,8% na margem financeira alargada face ao período homólogo para 207,9 milhões de euros, o que o banco liderado por José de Matos justifica com os níveis "historicamente baixos das taxas Euribor".
Já a margem complementar cresceu 8,6% para 270 milhões de euros devido quer aos resultados de operações financeiras, que se fixaram em 100,5 milhões de euros (um valor líquido dos ganhos com as operações de recompra de divida própria), quer ao crescimento de 7,1% das comissões liquidas para 126,1 milhões de euros.
Quanto aos custos operativos do grupo, estes cresceram 10%. Depois de vários períodos de queda, a CGD refere que este aumento se deve sobretudo à reposição dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores do banco, cujos efeitos contabilísticos foram condensados neste trimestre.
Os custos com pessoal do banco, face há um ano atrás, subiram 20,4% para 250.921 milhões de euros.
Nas imparidades, é de relevo o valor de 147,3 milhões de euros nas imparidades (perdas) do crédito líquidas de reversões, um valor significativo, mas que, ainda assim, fica abaixo dos 240,2 milhões de euros de março de 2012.
O banco público fechou também o primeiro trimestre deste ano com uma queda de 5,5% do crédito bruto a clientes face a março de 2012 para 78.305 milhões de euros, com a Caixa a destacar que na atividade doméstica o valor de crédito às empresas é quase o mesmo do final do ano passado, o que leva o banco a cumprir "o objetivo estratégico de continuar a contribuir ativamente para o financiamento da economia".
Ainda em março, o rácio de crédito vencido a mais de 90 dias ficou em 5,6%, um agravamento face aos 4% de março de 2012 e aos 5,3% de dezembro último. Também o rácio de crédito e risco passou de 7,4% em março de 2012 e 9,4% no final de 2012 para 9,5% em março de 2013.
Do lado dos depósitos, estes fixaram-se em 65.329 milhões de euros em março, mais 0,5% do que há um ano, mas menos 0,3% do que em dezembro de 2012. Só na atividade em Portugal, a CGD destaca que os depósitos de particulares subiram 1,4% face a março de 2012.
[ Brasileiro à frente da Organização Mundial do Comércio ] [ RTP e TVI não se entendem ] [ Empresas levam petiscos portugueses à China ]
|
| Actualizado em ( Terça, 07 Maio 2013 22:54 ) |
|
|
Portugal
|
|
O Tribunal de Braga marcou para quinta-feira o debate instrutório do caso do homicídio de um aristocrata daquela cidade, vítima de 27 facadas infligidas pelo afilhado, em outubro de 2012.
Gaspar Roby, um dos quatro filhos da condessa de Infias, Braga, 69 anos, foi assassinado na noite de 26 de outubro, alegadamente na sequência de uma discussão com o afilhado, no apartamento onde viviam.
Segundo o processo, a discussão fatal terá resultado do facto de o afilhado, de 20 anos, ter recebido 80 euros de uns biscates que fizera e não querer partilhar o dinheiro com a família, na altura a viver em grandes dificuldades financeiras.
O arguido tinha sido acolhido, com dois anos de idade, por Gaspar Roby e mulher, tendo a partir daí sempre vivido com eles.
Cerca de dois anos antes do crime, diz ainda o processo, o jovem “meteu-se na droga e no álcool”, uma situação que deu origem a frequentes discussões familiares.
A 26 de outubro, após mais uma discussão, o jovem foi à cozinha buscar uma faca e matou o padrinho, telefonando de seguida à polícia, a confessar o crime.
Está acusado pelo Ministério Público de homicídio qualificado, mas a defesa decidiu pedir a instrução do processo, tendo entretanto já requerido a realização de exames psiquiátricos e psicológicos ao arguido.
[ Polícia norte-americana descobriu 3 mulheres desaparecidas há vários anos ] [ Polícia já tem suspeito de incêndios de carros ] [ Estudantes a viverem em palacetes lisboetas ]
|
| Actualizado em ( Terça, 07 Maio 2013 22:46 ) |
|
|
Portugal
|
|
A ministra do Mar, Assunção Cristas, assegurou que nunca pedirá em Bruxelas apoios para o abate da frota pesqueira em Portugal, assumindo uma posição contrária à do setor das pescas sobre esta matéria.
"Não há consenso com o setor quanto aos abates. Não defenderei em Bruxelas abates puros e simples", afirmou a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, numa audição na comissão parlamentar de Agricultura e Mar. A ministra admitiu que o setor defende o abate de barcos, com o argumento de que "há embarcações que já só têm matrícula", mas garantiu que sempre disse "que não veicula esta posição".
"Tudo o que fizer agora para alienar capacidade de pesca vai ter consequências no futuro", referiu.
Assunção Cristas disse concordar com abates "para modernização", mas sublinhou: "Dinheiro para deixar de ter determinado número no nosso registo, não contem comigo".
Questionada pelo deputado do Partido Ecologista “Os Verdes”, José Luís Ferreira, sobre que cortes se preveem no seu ministério, face à intenção do Governo de reduzir em 10% a despesa em todos os ministérios, a governante adiantou que os cortes ocorrerão sobretudo nos consumos intermédios.
"Estamos a trabalhar no sentido de manter tudo o que é relevante e muito relevante no ministério e conseguir fazer um esforço de compressão da despesa que possa não estar na primeira linha, como os consumos intermédios do próprio ministério", disse.
Em resposta ao deputado do PCP João Ramos sobre o pagamento da taxa de segurança alimentar pelo setor da distribuição, Assunção Cristas disse esperar publicar "muito rapidamente" uma portaria interpretativa, de forma a que "venham a pagar esta taxa, que é estruturante".
A governante comentou terem existido "alguns desconfortos do setor", que alegou "não ser totalmente claro sobre o que se entendia de área alimentar", o que justificou a falta de pagamento desta taxa.
"Preparámos uma portaria interpretativa - dos ministérios da Agricultura e das Finanças - para esclarecer. Está apenas a aguardar assinatura final e publicação", referiu.
[ A emigração portuguesa é diferente de país para país ] [ RTP e TVI não se entendem ] [ Empresas levam petiscos portugueses à China ]
|
| Actualizado em ( Terça, 07 Maio 2013 22:25 ) |
|
|
Portugal
|
|
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realiza entre sábado e domingo, em Vila Real, o festival de robótica “Micromouse Portuguese Contest” que coloca em competição, num labirinto, pequenos robôs.
O professor António Valente, do Departamento de Engenharias, disse hoje à agência Lusa que, até ao momento, estão inscritos neste concurso 13 concorrentes que se repartem por quatro equipas.
O objetivo deste concurso internacional, segundo o investigador, é desenvolver, a nível nacional e europeu, esta modalidade da robótica. A iniciativa visa ainda mostrar a importância da robótica nas suas diferentes áreas de aplicação.
Os pequenos robôs, os “micromouses”, vão tentar resolver um labirinto e ganha quem for mais rápido.
O labirinto é composto por uma matriz de 16 por 16 células, cada uma formada por um quadrado de 18 centímetros com paredes com cinco centímetros de altura.
Este género de concursos é muito comum na Ásia, já há também alguns eventos do género nos Estados Unidos da América e um em Inglaterra.
O festival inclui ainda a realização de um workshop, no qual os concorrentes vão explicar e mostrar como foram construídos os robôs.
Na academia transmontana foram também preparados robôs que vão participar na competição.
A robótica faz parte de unidades curriculares do curso de Engenharia Eletrotécnica e Computadores da UTAD, mas foi em 2006 que, por iniciativa de dois alunos, se começaram a desenvolver robôs para participar em concursos.
Em 2008, a universidade desenvolveu o "MicroSys", que venceu o concurso Micro-Rato desse ano.
Atualmente o grupo de robótica já tem cerca de 20 alunos, desde o primeiro ano até ao mestrado.
Em preparação está já um robô para condução autónoma que vai participar no Festival Nacional de Robótica e, depois do “Micromouse Portuguese Contest”, o próximo desafio será, segundo António Valente, criar pequenos helicópteros de quatro motores.
A ideia é estar "sempre a inovar e a motivar" os alunos, que despendem do seu tempo livre para se dedicarem a este trabalho.
[ Passo importante na luta contra o cancro ] [ Estreia na realização de filmes aos 76 anos (vídeo) ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Segunda, 06 Maio 2013 22:35 ) |
|
|
Portugal
|
|
O Sporting de Braga iniciou a campanha de troca de um bilhete por um alimento para o jogo com o Nacional, no sábado, da 29.ª jornada da I Liga de futebol.
O clube bracarense, quarto classificado da I Liga, quer repetir ou ultrapassar as nove toneladas de alimentos recolhidas na época passada, na receção ao Rio Ave, produtos depois doados a instituições sociais do concelho.
A oferta de um alimento dará direito a um bilhete para o jogo com o Nacional, o último em casa na temporada 2012/13, e que, previsivelmente, terá muitos espetadores nas bancadas.
Segundo explica o Sporting de Braga no seu sítio oficial na internet, "o propósito principal é fazer chegar mais ajuda a mais pessoas" e "reunir o máximo de bens alimentares em prol de quem precisa".
Na terça-feira, alguns jogadores vão estar presentes na loja do clube no centro da cidade para contribuírem para esta campanha.
[ Hamm Benfica sonha com a Europa ] [ Sporting perde em Paços de Ferreira que se aproxima da Champions ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Segunda, 06 Maio 2013 22:01 ) |
|
| Segunda, 06 Maio 2013 21:59 |
|
| RTP e TVI não se entendem
|
|
Portugal
|
|
A Comissão de Análise e Estudos de Meios (CAEM) lamentou a decisão da RTP e da TVI de deixarem de ser suas associadas, esperando que “possam reconsiderar, a breve trecho”.
No dia em que a RTP anunciou que entregou um pedido para sair da CAEM, a direção da entidade reguladora disse “lamentar a posição assumida pela Media Capital (TVI, MCR e MCD) e pela RTP, no sentido da sua exoneração da qualidade de associados, esperando que estes associados possam reconsiderar a sua decisão, a breve trecho, reintegrando a autorregulação do mercado”.
A CAEM explica que a deliberação da direção de rejeitar a auditoria ao sistema de medição de audiências televisivas pedida pelas duas estações televisivas, que está na origem da contestação, foi ratificada “por 85% dos votos, em assembleia geral, com a presença da totalidade dos associados da CAEM”.
Em comunicado, a RTP disse hoje que entregou "uma carta com a sua exoneração de associada", sendo que "tal decisão, que foi ponderada com toda a atenção, resulta da constatação de que a CAEM se tornou incapaz de cumprir, no atual enquadramento, o fim para que foi criada na sua função autorregulatória e na capacidade de agregar todos os interesses do mercado".
Já na semana passada, a TVI lamentou “profundamente” a decisão da CAEM que inviabilizou um pedido de auditoria da RTP e da TVI e rejeitou os recursos destas estações sobre a medição de audiências televisivas.
“A TVI lamenta profundamente as decisões tomadas pela Assembleia-Geral da CAEM, no sentido de inviabilizar um pedido de auditoria ao serviço de audimetria prestado pela GfK, pedido esse formulado pela RTP e pela TVI”, refere a estação privada em comunicado.
Assinala também não compreender “as razões que levaram a esta decisão da CAEM, quando a TVI e a RTP estavam dispostas a suportar os custos com esta auditoria e de aceitar os seus resultados, quaisquer que eles fossem”.
[ Portagens: Dispositivos eletrónicos espanhóis usados em Portugal ] [ Empresas levam petiscos portugueses à China ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Segunda, 06 Maio 2013 21:59 ) |
|
|
Portugal
|
|
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, revelou hoje que os dispositivos eletrónicos de pagamento de portagens espanhóis vão poder ser utilizados nas autoestradas portuguesas antes do verão.
"Temos feito um esforço muito grande com o Governo espanhol no sentido de dar a conhecer em Espanha aquelas que são as soluções de pagamento [de portagens] em Portugal. Vamos ter, antes do período de verão, soluções de interoperabilidade, quando os dispositivos eletrónicos de Espanha puderem ser automaticamente utilizados em Portugal", disse.
Sérgio Silva Monteiro adiantou que, desta forma, Portugal deu resposta a uma preocupação do Governo Espanhol, que considerou que "não era uma boa solução" a alternativa do sistema de cartões, que permite que durante um dia, uma semana ou um mês, se possa circular livremente nas autoestradas que antes não tinham cobrança de portagens - ex-Scut (Sem Custos para o Utilizador).
O secretário de Estado falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração da estação ferroviária de Agualva-Cacém, em Sintra.
Na quinta-feira que antecedeu o fim de semana prolongado de Páscoa, dezenas de veículos, na sua maioria espanhóis, acumularam-se na fronteira junto à Ponte Internacional do Guadiana, no Algarve, junto aos sistemas de compra de títulos para circular na ex-Scut, num cenário semelhante ao do ano passado.
Na ocasião, ouvidos pela Lusa, alguns turistas espanhóis mostraram-se desagradados com a espera para pagar as portagens eletrónicas, classificando o cenário como "caótico" e "terceiro-mundista" e prometendo não regressar de férias a Portugal.
O presidente do Turismo do Algarve, Desidério Silva, defendeu em abril a isenção do pagamento de portagens na Via do Infante (A22) durante os períodos de maior movimento turístico, como férias da Páscoa e fins de semana, de forma a evitar a perda de turistas espanhóis.
Hoje, o secretário de Estado dos Transportes recusou a possibilidade de se suspender os pagamentos nessa via.
"Seria estranho se um Governo que defendeu desde o primeiro momento o princípio do utilizador pagador, e tem uma infraestrutura para pagar, suspendesse a cobrança de portagens onerando os contribuintes. O dinheiro tem de vir de algum sítio. Se não vem dos utilizadores das autoestradas, vem dos impostos de todos e eu acho que disso os portugueses estão completamente fartos", afirmou.
[ Evereste ou Qomolangma? Uma montanha de problemas linguísticos ] [ Polícia já tem suspeito de incêndios de carros ] [ Polícia espanhola apanhou 52 toneladas de haxixe em Córdoba ]
|
| Actualizado em ( Segunda, 06 Maio 2013 15:07 ) |
|
|
Portugal
|
|
Pelo menos quatro viaturas foram incendiadas na madrugada desta segunda-feira na zona da Graça, em Lisboa, disse Lusa fonte do Regimento de Sapadores de Bombeiros.
De acordo com a mesma fonte, os incêndios ocorreram entre as 04:00 e as 06:30 em várias ruas daquele bairro da capital. Na Calçada do Monte arderam duas viaturas, na Calçada da Graça outra e na Travessa do Terreiro do Trigo uma outra.
Além dos carros, foram ainda registados esta madrugada, no mesmo bairro, fogos num posto de transformação da EDP, situado na Rua das Escolas Gerais, e numa papeleira e num vidrão, na Rua de Sapadores.
A PSP de Lisboa referiu, cerca das 09:00, já ter identificado o suspeito dos incêndios.
De acordo com fonte daquela força policial, trata-se de um homem com cerca de 50 anos, que não pôde ser detido porque “não estava nos locais onde ocorreram os incêndios e não foi apanhado em flagrante delito”.
[ Empresas levam petiscos portugueses à China ] [ Polícia espanhola apanhou 52 toneladas de haxixe em Córdoba ] [ CASA organiza formações em limpeza ecológica ]
|
| Actualizado em ( Segunda, 06 Maio 2013 12:33 ) |
|
|
Portugal
|
|
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse domingo não concordar com a nova contribuição sobre pensões e adiantou que o Governo vai negociar com a troika para encontrar medidas de redução da despesa do Estado equivalentes.
"O primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar", afirmou o líder centrista.
O presidente centrista e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros falava numa conferência de imprensa na sede do CDS-PP sobre as medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"O acordo [do Governo] foi o de procurar medidas suplementares sobretudo na despesa do Estado consigo próprio para permitir, como diz a carta do primeiro-ministro à ‘troika, apresentar medidas de valor superior, ganhar margem de manobra e procurar que o resultado final seja mais justo e mais equilibrado", declarou Paulo Portas, já em resposta às perguntas dos jornalistas.
Paulo Portas referiu que nesse acordo de procurar medidas suplementares, "que foi, e bem, assumido pelo primeiro-ministro", e na negociação com a ‘troika, o Governo tem "de invocar a credibilidade de Portugal por já ter feito o esforço que fez e cumprido objetivos que excederam os de outros".
"Sim, Portugal tem de cumprir um resultado, mas tem de preservar para si, entre nós, os que conhecemos bem o país, a escolha das medidas para atingir esse objetivo", advogou.
Na sua intervenção, de quase 40 minutos, o presidente democrata-cristão e líder do segundo partido da coligação disse não aceitar este "duplo fator de sustentabilidade", que diz ser a nova contribuição anunciada, e garantiu que fará "tudo" para que na negociação "se poupe quem deve ser poupado e não se carregue quem não merece".
Portas considerou que esta contribuição adicional para os pensionistas é "problemática" e tem efeitos sociais nefastos num país "em que grande parte da pobreza está nos mais velhos" e onde há "avós a ajudar os filhos e a cuidar dos netos".
"Não quero que em Portugal se verifique uma espécie de cisma grisalho, que afetaria mais de três milhões de pensionistas, uns da Segurança Social, outros da Caixa Geral de Aposentações, quero, queremos todos no Governo, uma sociedade que não descarte os mais velhos, quero, queremos todos no Governo, um ajustamento que não prejudique sobretudo os que não têm voz", enfatizou.
O presidente do CDS-PP referiu ainda que, "perante a pressão para antecipar cortes de salários e pensões", esteve "entre os que aconselharam o primeiro-ministro a resolver o problema exigindo ao Estado mais redução na sua despesa de funcionamento, em vez de pedir mais impostos a uma sociedade já sufocada fiscalmente".
"Não sendo essa opção suficiente, o meu parecer foi o de que era melhor que o Governo pedisse à sociedade mais esforço mas, em contrapartida, não reduzisse mais o rendimento disponível dos trabalhadores e dos reformados", adiantou, acrescentando que "em 2013 não haverá no essencial novas reduções do poder de compra e isso é, no contexto possível, positivo".
[ Portugal está à beira da tragédia social, diz Seguro ] [ Cesário: Portugal precisa de uma revolução cultural ] [ Reding denuncia contradição entre governantes e cidadãos ]
|
| Actualizado em ( Domingo, 05 Maio 2013 22:51 ) |
|
|
Portugal
|
|
O lema “viver como um rei em Lisboa” é utilizado por ‘senhorios’ para captar estudantes, apesar de os promotores reconhecerem que a crise fez baixar os preços e a procura.
Seis imóveis, num total de 68 quartos, é a oferta do Erasmus Palace que surgiu pela mão de dois sócios, que se apresentam como empreendedores na área do imobiliário há mais de dez anos.
“Ambos estudámos e trabalhámos vários anos no estrangeiro e por isso é algo que sempre quisemos fazer, em termos de projeto individual”, explicou um dos responsáveis da empresa, Miguel Melo Ramos, à agência Lusa.
A procura tem diminuído “claramente”, por serem “menos os estrangeiros a receber bolsas dos seus países de origem e menos estudantes nacionais com capacidade financeira para pagar os seus estudos”, notou.
O mesmo responsável indicou que os europeus estão com menos poder de compra e relativamente a estudantes de outros países como os Estados Unidos da América (EUA) e Brasil sente-se a diferença cambial.
“Em 2013 baixámos os preços em mais de 20% em média e com os custos fixos (eletricidade, água, gás) a subir é necessária uma gestão altamente profissional”, afirmou.
A maioria dos ocupantes destas residências são portugueses, espanhóis, polacos, italianos e alemães.
O mercado tem respondido “bem” a este projeto, “apesar de existir uma oferta bastante alargada e pouco profissional”.
“O volume de negócios atual nesta área específica do negócio ronda os 100.000 euros ano”, indicou ainda Miguel Melo Ramos, referindo que os preços rondam os 300 euros por quarto, com despesas incluídas.
No mercado universitário, Miguel Melo Ramos apontou a ausência de ‘players’ (agentes) profissionais e defendeu que a oferta informal “não tem grande interesse para o estudante, pois não são ambientes propícios” para o que pretendem.
“Não se sentem integrados, nem à vontade para viver a experiência de ‘viver sozinhos’ e, por outro lado, não sentem o apoio dos serviços complementares”, justificou.
Este empresário referiu que os estudantes “já não querem aquela tradicional situação de viver em casa de uma senhora, num quarto arrendado com serventia de cozinha e casa de banho”.
A empresa procura um parceiro com um imóvel de grande dimensão do Porto e que esteja disponível para investir na sua recuperação.
Estas residências estão sob a responsabilidade de uma empresa de gestão e rentabilização de imóveis para proprietários (Aroma Urbano), nos quais se incluem residências de estudantes.
O plano atual é desenvolver uma residência para os ‘incubados’ da STARTUP Lisboa, que agrega várias empresas e foi desenvolvida através do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa.
A Aroma Urbano pretende alojar os estrangeiros e as pessoas provenientes de fora de Lisboa.
“Estamos igualmente a desenvolver residências para clubes de futebol na região da grande Lisboa”, anunciou Miguel Melo Ramos.
[ O cacilheiro que vai de Lisboa a Veneza ] [ Estudante morre baleado no recinto da Queima das Fitas do Porto ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Domingo, 05 Maio 2013 16:05 ) |
|
|
Portugal
|
|
O secretário-geral do PS, António José Seguro, avisou, em Melgaço, que Portugal está "à beira de uma tragédia social", defendendo a necessidade de "abandonar" a atual política de austeridade.
"Se há uma política que não atinge nenhum objetivo, que põe a economia a cair e o desemprego a subir, não era a altura de parar com essa política?”, questionou o líder socialista.
António José Seguro defendeu a necessidade “de mudar para combater o desemprego, que é o principal flagelo do país".
"É fundamental que nós percebamos que estamos à beira de uma tragédia social. Cada vez que há um anúncio de mais cortes temos mais desemprego e menos economia. É necessário que nós mudemos e abandonemos a política da austeridade, que nada resolve e agrava os nossos problemas, para uma política de apoio ao emprego e ao crescimento", disse.
De visita a Melgaço, onde foi recebido no salão nobre da Câmara Municipal por dezenas de pessoas, António José Seguro sublinhou o défice de 1.250 milhões de euros provocado pela escalada do desemprego, entre contribuições que deixaram de entrar nos cofres públicos e a atribuição de novos subsídios de desemprego.
"Para combater o desemprego o PS tem as suas propostas. Para uma política de austeridade, não contem com o PS", disse o líder socialista, a propósito dos apelos do Governo ao consenso, mas sublinhou defender uma política de "rigor" nas contas públicas.
"Não tenho uma varinha mágica mas tenho propostas", apontou.
[ Cesário: Portugal precisa de uma revolução cultural ] [ Reding denuncia contradição entre governantes e cidadãos ] [ Passos anuncia mais austeridade sob fortes críticas da oposição ]
|
| Actualizado em ( Domingo, 05 Maio 2013 15:57 ) |
|
|
Portugal
|
|
O reitor da Universidade do Porto (UP) considerou que o assassinato de um estudante daquela academia foi um ato de "violência injustificável” e revelou sentimentos de “revolta” e “indignação” pelas circunstâncias em que o jovem foi baleado.
“Se o falecimento de um jovem é sempre motivo de pesar e consternação, as circunstâncias desta morte levantam sentimentos de revolta e indignação face à trágica consequência de um ato de violência injustificável, que nunca deveria fazer parte de uma sociedade civilizada e humanista”, disse à Lusa o reitor da Universidade do Porto (UP), Marques dos Santos.
O reitor lamentou “profundamente a perda de Marlon Correia”, estudante de 24 anos de idade que frequentava a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e que foi baleado hoje de madrugada, quando se encontrava ao serviço da Federação Académica do Porto (FAP), no recinto da Queima das Fitas do Porto.
“A Universidade do Porto teve já oportunidade de transmitir as suas condolências à família enlutada, estendendo-as ainda a toda a comunidade da Faculdade de Desporto e da FAP”, indicou o reitor.
Por estar ausente do país, o reitor da UP não vai poder participar nas cerimónias fúnebres, mas já designou um vice-reitor para representar a Universidade do Porto naquele momento, adiantou à Lusa fonte das relações públicas da UP.
Em declarações à Lusa, o presidente da FAP, Rúben Alves, explicou que o estudante de Desporto que foi morto esta madrugada era um aluno contratado como “colaborador” para ajudar na Queima das Fitas do Porto de 2013 e que foi baleado no recinto da festa dos estudantes, cerca da 01:00, altura em que a organização procedia à ”contagem do dinheiro” angariado.
O estudante terá sido apanhado pelos tiros disparados “por um grupo de pessoas armadas” que tentaram assaltar a tesouraria da Queima das Fitas, mas sem sucesso, adiantou.
A FAP está a reunir esforços junto da pastoral universitária para que durante a missa da Bênção das Pastas marcada para domingo, pelas 11:00, na Avenida dos Aliados, se possa prestar homenagem ao universitário assassinado.
O presidente da FAP reiterou que a principal “prioridade” da academia do Porto neste momento é enviar os “sentimentos aos amigos e familiares” de Marlon.
O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.
Entretanto, os dois elementos de uma empresa privada de segurança que ficaram feridos na tentativa de assalto tiveram já alta hospitalar.
[ Estudante morre baleado no recinto da Queima das Fitas do Porto ] [ As novas medidas de austeridade do governo português ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Domingo, 05 Maio 2013 00:10 ) |
|
|
Portugal
|
|
Um estudante de 24 anos morreu, esta madrugada, baleado no recinto da Queima das Fitas do Porto, tendo ficado igualmente feridos dois seguranças de uma empresa privada, confirmou à agência Lusa fonte da PSP do Porto.
De acordo com o Jornal de Notícias, um estudante da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto foi abatido a tiro, na madrugada de hoje, quando tentou resistir a quatro assaltantes encapuzados e armados que irromperam na zona das bilheteiras do Queimódromo do Porto, na Estrada da Circunvalação.
À agência Lusa, fonte da PSP do Porto confirmou que a polícia foi chamada ao local cerca das 01:20, tendo encontrado nos pavilhões da Federação Académica do Porto (FAP) um estudante de 24 anos, baleado.
Foram acionados os meios de socorro, tendo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ido ao local, onde acabou por declarar o óbito do jovem Marlon Correia.
De acordo com a mesma fonte, dois seguranças de uma empresa privada ficaram igualmente feridos, tendo um deles sido transportado para o Hospital Santo António, no Porto.
A investigação é agora da competência exclusiva da Polícia Judiciária, a quem a PSP já entregou toda a informação recolhida no local.
A PSP acrescenta ainda que foi apenas chamada ao local para esta ocorrência já que o serviço de remunerado só se inicia no ‘Queimódromo’ a partir de hoje à noite.
A Queima das Fitas do Porto 2013 arranca na madrugada de domingo e termina a 12 de maio.
[ ASAE desmantela casino ilegal em Paços de Ferreira ] [ As novas medidas de austeridade do governo português ] [ Cidadãos defendem preservação da antiga sede da PIDE de Coimbra ]
|
| Actualizado em ( Sábado, 04 Maio 2013 18:13 ) |
|
|
Portugal
|
|
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou hoje o desmantelamento, "após vários meses de investigação", de um casino ilegal em Paços de Ferreira, numa operação que envolveu 25 inspetores.
No seguimento da intervenção, realizada na madrugada de hoje, foi instaurado um processo-crime por jogo ilegal e foram detidos 19 homens que, aquando da intervenção, “estavam envolvidos na prática do jogo ilegal".
"Dois dos detidos integram o efetivo de forças e serviços de segurança e outros dois são menores de idade, sendo que, relativamente aos menores, o processo segue termos de forma autónoma", precisa a ASAE em comunicado.
No decurso da operação foram apreendidas fichas de poker, baralhos de cartas e diversas raspadinhas ilegais.
O processo segue agora junto do Ministério Público de Paços de Ferreira, com notificação dos detidos para comparecerem no tribunal para julgamento sumário.
A ASAE é um órgão de polícia criminal para as áreas da segurança alimentar e da fiscalização económica.
[ Passos anuncia mais austeridade sob fortes críticas da oposição ] [ Portugal quer poupar 1.446 milhões já em 2014 ] [ Juncker em Portugal: Países do sul têm sido humilhados ]
|
| Actualizado em ( Sábado, 04 Maio 2013 18:06 ) |
|
|
Portugal
|
|
O primeiro-ministro anunciou sexta-feira um pacote de medidas de cortes na despesa pública até 2015, no valor de 4,8 mil milhões de euros, criticado duramente pela oposição que acusa o Governo de atirar o país contra uma parede.
Numa declaração ao País à hora dos telejornais em que fez um novo apelo ao diálogo com partidos e parceiros sociais, Passos Coelho anunciou um pacote de medidas que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma sem penalizações para os 66 anos de idade, entre outras.
Debaixo de fogo de toda a oposição, o Governo pretende também criar uma contribuição sobre as pensões e prevê o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano e 0,25% no início de 2014.
O primeiro-ministro anunciou ainda que o executivo pretende limitar a permanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos de acesso à reforma.
Antes da comunicação ao país, segundo fonte do gabinete de São Bento, Passos Coelho informou o líder do PS das medidas que iria anunciar às 20:00. António José Seguro confirmou ter falado com o chefe do Governo e que lhe deu o seu email para lhe ser remetida a informação.
Numa carta enviada à ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) a explicar as medidas, Passos Coelho anunciou que iria, a partir de agora, iniciar um processo de “consulta pública” que envolve “partidos políticos, a sociedade civil e os parceiros sociais”.
Numa entrevista à TVI, o secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou que as novas medidas de austeridade colocam Portugal na direção errada, contra uma parede, e salientou que o primeiro-ministro nunca se referiu a criação de riqueza e combate ao desemprego.
Mais à esquerda, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, apelou aos portugueses para que exijam a demissão do Governo, para "salvar o país da destruição miserável" e admitiu suscitar a inconstitucionalidade de algumas medidas.
Pelo Bloco de Esquerda, o líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, acusou o Governo de ser “uma máquina de cortes”, considerando que as medidas de consolidação orçamental anunciadas pelo primeiro-ministro merecem o “levantamento dos partidos da oposição e do país”.
Com Paulo Portas, líder do CDS e parceiro de coligação, a prometer uma declaração para domingo, o deputado do PSD Miguel Frasquilho reconheceu que as medidas anunciadas são "duras e exigentes", mas defendeu que "são medidas deste género" que permitirão "a breve trecho" reduzir a carga fiscal.
A Educação e a Segurança Social serão os setores que mais contribuirão para a redução da despesa do Estado com as medidas setoriais que o Governo pretende implementar nos próximos anos, sendo responsáveis por mais de metade das poupanças.
Segundo uma carta enviada pelo primeiro-ministro à ‘troika’, a que a Lusa teve acesso, o Governo vai aplicar medidas setoriais que darão uma poupança de 505 milhões de euros já este ano, que sobem para 1,1 mil milhões de euros em 2014 e para 1.228 milhões de euros em 2015.
A Educação e a Segurança Social vão contribuir com mais de metade da poupança prevista neste bolo.
O setor que dará maior poupança este ano será a Segurança Social, com 221 milhões de euros, a que se segue a Educação com uma poupança de 106 milhões de euros.
[ Portugal quer poupar 1.446 milhões já em 2014 ] [ As novas medidas de austeridade do governo português ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Sábado, 04 Maio 2013 00:28 ) |
|
|
Portugal
|
|
O Governo pretende poupar 1.446 milhões de euros em 2014 com as mudanças na reforma dos sistema de pensões, nas quais se inclui o aumento da idade da reforma que passa a não ter penalizações apenas a partir dos 66 anos.
Numa carta enviada pelo primeiro-ministro à ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), a que a Lusa teve acesso, o Governo diz que espera uma poupança global de 1.446 milhões de euros em 2014 com as mudanças no sistema de pensões e que este valor sobe para 1.458 milhões de euros em 2015.
Destes, em 2014 espera-se que a maior fatia venha da convergência de regras da Caixa Geral de Aposentações com as da Segurança Social, que deve dar uma poupança de 740 milhões de euros por ano em 2014 e 2015.
Por sua vez, o aumento da idade da reforma deve dar uma poupança de 270 milhões de euros em 2014 e de 282 milhões de euros em 2015.
A estes valores acresce ainda a poupança estimada com o novo imposto sobre as pensões, ou “contribuição de sustentabilidade dos sistemas de pensões” como lhe chama o Governo, de 436 milhões de euros anuais em 2014 e 2015.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou numa declaração ao País um pacote de medidas que vão poupar nas despesas do Estado 4,8 mil milhões de euros, até 2015, que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma para os 66 anos de idade, entre outras medidas.
O Governo pretende também criar uma contribuição sobre as pensões e prevê o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano e 0,25 % no início de 2014.
O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo pretende limitar a permanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos de acesso à reforma.
[ As novas medidas de austeridade do governo português ] [ Juncker em Portugal: Países do sul têm sido humilhados ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Sábado, 04 Maio 2013 00:25 ) |
|
|
Portugal
|
|
O Governo estima poupar 445 milhões de euros em 2014 e 2015 só com os ajustamentos que pensa fazer nas tabelas de remunerações e de suplementos de todos os trabalhadores em funções pública.
O Governo conta ainda poupar mais 67 milhões de euros por ano com a criação de uma tabela de suplementos única.
“Precisamos de rever a tabela remuneratória em conjunto com a elaboração de uma tabela única de suplementos para aplicação aos trabalhadores em exercício de funções públicas para nivelar as remunerações com os salários praticados na economia”, afirmou Pedro Passos Coelho na sua declaração ao país na sexta à noite.
Os ministérios do Estado vão ter de cortar algumas rubricas das despesas correntes em 10% já em 2014, disse o primeiro-ministro. “Precisamos de mandatar os ministérios para proceder a reduções de encargos no mínimo de 10%, face a 2013, em despesas com aquisições de bens e serviços e outras despesas correntes”, afirmou Passos Coelho.
Desta forma, afirmou o chefe do executivo, irá ser “redobrado o esforço que já tem vindo a ser feito” em termos de contenção de despesas dos serviços da administração central.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou também que a idade de reforma sem penalizações passa para os 66 anos de idade para garantir a sustentabilidade da Segurança social. "A idade legal para a reforma mantém-se nos 65 anos, mas só aos 66 anos não haverá qualquer penalização no valor da pensão", disse Passos Coelho numa declaração ao país.
Paralelamente, o governo português quer rescindir com 30 mil funcionários públicos e vai propor que isto seja feito através de rescisões por mútuo acordo, anunciou hoje o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro defendeu que esta medida se justifica pela necessidade de redimensionar o tamanho do Estado.
O Governo quer aumentar o horário de trabalho da função pública de 35 para 40 horas semanais, anunciou o primeiro-ministro. "Precisamos de aprofundar a convergência do regime de trabalho dos funcionários públicos às regras do Código do Trabalho aplicáveis a todos os trabalhadores do setor privado, designadamente através da fixação do período normal de trabalho no regime regra das 40 horas por semana, como sucede de resto na maioria dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE)", declarou o primeiro-ministro.
"Também aqui se coloca a questão da igualdade entre todos os trabalhadores portugueses", considerou.
Em termos de segurança social, o Governo quer aumentar em 0,75 pontos percentuais a contribuição para a ADSE já este ano, e mais 0,25 pontos percentuais no início de 2014, afirmou o primeiro-ministro.
[ Comissão Europeia diz que Portugal volta a crescer em 2014 ] [ Portugal: Turismo é a área económica mais prometedora ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Sexta, 03 Maio 2013 22:42 ) |
|
|
Portugal
|
|
O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, considerou, na Madeira, que o turismo é, nas atuais circunstâncias, "a área económica que mais possibilidades de emprego e crescimento oferece".
Ao intervir na VII Conferência Anual do Turismo, organizada pela Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, dedicada ao tema "O Mar", Adolfo Mesquita Nunes lembrou que Portugal continua a ter "um bom desempenho do ponto de vista turístico, as receitas continuam a subir e, em 2012, subiram mais de cinco por cento apesar da crise".
O secretário de Estado reiterou que o "turismo é uma atividade económica muito importante", mas alertou que "tem muito mais a ganhar ao ser articulada com outras áreas económicas, das quais o mar é um exemplo”, a par das fileiras “agroalimentar, da gastronomia, da vinicultura, da cultura, do património”.
O secretário de Estado sublinhou, também, que o Governo da República aposta nas atividades náuticas como um dos eixos estratégicos do turismo nacional, para as quais prevê um crescimento para este ano na ordem dos três a quatro por cento.
O turismo de cruzeiros e o náutico associado às marinas e portos de recreio, o surf e a vela fazem parte também das apostas ao nível da exploração turística do mar.
[ Portugal é a Florida dos reformados franceses ] [ Ecofreguesias XXI vai distinguir freguesia do país com melhor prática ambiental ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
|
| Actualizado em ( Sexta, 03 Maio 2013 22:32 ) |
|
|
|