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A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) vai finalizar, na próxima semana, as audições a agentes do setor do cinema, com o objetivo de concluir o processo de regulamentação da lei, revelou hoje à agência Lusa fonte oficial.
De acordo com o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, que esteve hoje na inauguração da representação oficial de Angola, na 55.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, já foram realizadas duas rondas de audições a agentes do setor, mas, por motivos de agenda, alguns ficaram por ouvir.
"Do nosso lado, o documento está preparado, mas queremos ainda ouvir estas entidades antes de avançar para a proposta legislativa, que irá a Conselho de Ministros", acrescentou o secretário de Estado.
Em março último, Jorge Barreto Xavier tinha declarado aos deputados, no parlamento, em Lisboa, que a regulamentação que se encontra em falta na Lei do Cinema, que entrou em vigor no início deste ano, iria ser concluída em maio.
"Queríamos concluir [a regulamentação], até ao final de maio, mas queremos ainda ouvir agentes importantes do setor do audiovisual e do cinema, nomeadamente a Zon, a PT [Portugal Telecom], as televisões e outros membros do Governo que estão ligados a esta área", justificou o secretário de Estado da Cultura.
Embora vá exigir mais tempo do que o estimado, "o processo de regulamentação da Lei do Cinema está em fase de finalização", acrescentou o responsável pela tutela, acrescentando que "não afeta em nada o decurso dos atuais concursos", no setor.
O Partido Socialista, o maior partido da oposição, por seu lado, sublinhou o facto positivo da reabertura dos concursos este ano.
[ O futuro da língua portuguesa ] [ Quando navegar na costa do Porto, também pode navegar na net ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quinta, 30 Maio 2013 21:39 ) |
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Portugal
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Os cibernautas que se encontrem na costa marítima entre o Porto e a Póvoa de Varzim até cinco milhas náuticas vão poder aceder a Internet gratuita e de banda larga em 2014, garantiu à Lusa o coordenador do projeto.
“O objetivo do projeto é estender a cobertura da rede Porto Digital, que neste momento existe na cidade do Porto, até cinco milhas náuticas para dentro do mar”, disse, em entrevista à Lusa, Rui Campos, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e investigador no laboratório INESC Tecnologia e Ciência, entidade responsável pelo projeto inovador.
Segundo Rui Campos, o acesso à Internet de forma gratuita a quem esteja até cinco milhas náuticas da linha de costa entre as cidades do Porto e Póvoa de Varzim, será possível “ao longo do ano de 2014”.
O projeto-piloto está a ser testado com comunicações wireless (sem fios) de banda larga entre o Edifício Transparente, localizado na Foz do Porto, e entre barcos de pesca de sardinha, da Cooperativa Propeixe, do porto de Matosinhos.
Na base do projeto-piloto está uma “tecnologia inovadora”, designada “JANUS”, que transforma os barcos de pesca em pontos de transmissão de Internet para outros barcos.
“Pela primeira vez, pescadores, turistas ou qualquer pessoa localizada até cinco milhas da costa vão ter acesso gratuito à Internet wireless e de banda larga”, acrescenta o coordenador do projeto.
O acesso à Internet no mar, hoje em dia, é feito via satélite, uma tecnologia que acarreta custos muito elevados, ou então tem que ser feito muito próximo de terra, novamente através de tecnologias pagas, explica Rui Campos.
O INESC Tecnologia e Ciência é a designação do Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto e agrupa cerca de 230 Doutorados, entre 769 Investigadores.
O projeto digital vai ser oficializado através de um protocolo celebrado na próxima sexta-feira pelas 11:00, entre o INESC Tecnologia e Ciência e a Associação Porto Digital.
O protocolo é assinado no âmbito da terceira edição do Fórum do Mar e na presença do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.
[ Há meia centena de lobos no Alto Minho ] [ Curtas-metragens revelam nova visão da esclerose múltipla ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:24 ) |
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Portugal
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O Alto Minho contará atualmente com seis alcateias, metade destas frágeis, e cerca de 50 lobos, o que leva um investigador a defender uma maior aposta em medidas de proteção do gado.
"Os proprietários pecuários, muitas vezes, já estão um pouco desabituados do lobo, não aplicam as medidas de minimização mais convenientes e isso acaba por resultar num impacto de predação bastante grande", explicou hoje à Lusa o investigador Francisco Álvares.
Aquele biólogo integra o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e há cerca de 20 anos que monitoriza a presença do lobo na região do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).
No distrito de Viana do Castelo, acrescentou, existirão nesta altura três alcateias estáveis, na zona do PNPG e cada uma com dez a doze indivíduos, distribuídas entre as serras do Soajo e de Castro Laboreiro.
Acrescem outras três alcateias, estas "mais frágeis" e com apenas cerca de cinco indivíduos cada, na zona mais próxima o litoral, entre Paredes de Coura e a serra dArga.
"Mas estas muito mais instáveis e sujeitas à forte perseguição humana, sem uma reprodução regular", sublinhou o investigador.
Com estes números, mais do que o "necessário" pagamento "atempado" das indemnizações compensatórias dos ataques do lobo a animais de criação, previstas na lei e recorrentemente alvo de críticas das populações devido ao atraso, Francisco Álvares defende um investimento em medidas preventivas e no reforço da reintrodução de presas silvestres como o corso e javali.
Com a utilização de cães de gado e cercas elétricas, assim como a presença física de pastores, garante ser possível "diminuir os prejuízos" destes ataques e evitar o pagamento de indemnizações por parte do Estado, que anualmente ascendem a mais de 700 mil euros.
"Por estranho que pareça, há rebanhos sem pastores e isso é algo que não é normal", acrescentou Francisco Álvares, à margem de um colóquio sobre a presença do Lobo no Alto Minho, realizado hoje em Arcos de Valdevez.
O evento pretendia sensibilizar a população para o tema, sobretudo face à "complexa relação" mantida no terreno entre o Homem e aquela espécie, e foi organizado pela Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico (ACHLI), tendo reunido mais de meia centena de pessoas, nomeadamente presidentes de Juntas de Freguesia da região.
Segundo dados avançados à Lusa, em março último, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), durante o ano de 2012 foram contabilizados oficialmente 58 animais atacados por lobos só nos concelhos de Paredes de Coura e Arcos de Valdevez.
Em todo o continente nacional, o Lobo Ibérico, espécie protegida em Portugal desde 1988 e considerada em risco de extinção desde 1990, contará com 63 alcateias e 300 indivíduos.
No entanto, recorda Francisco Álvares, estes números têm perto de dez anos e durante este período, à exceção do programa de monitorização no Alto Minho, não foi realizado qualquer censo nacional à presença do lobo em Portugal.
Na PNPG, uma das principais áreas de concentração da espécie em Portugal, menos de 10% dos criadores de gado registaram ataques dos lobos nos últimos anos, indicam os dados mais recentes divulgados neste colóquio.
[ Governo quer controlar alojamento turístico clandestino ] [ Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:15 ) |
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O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reiterou que "este é o momento para o investimento" e considerou que a estabilização financeira é imprescindível, mas não é suficiente.
Vítor Gaspar falava no almoço de empresários organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Lusa-Espanhola, onde foram atribuídos os prémios de melhor gestor espanhol ao presidente do BBVA, António Charro, e de melhor empresário português ao presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo, relativos ao período 2011-2012.
O ministro, que fez uma introdução descontraída, pedindo "simpatia pelas difíceis semanas" que tem vivido "como adepto do Benfica", sublinhou que iria fazer um discurso breve, nomeadamente porque vinha de uma sessão de mais de três horas na Assembleia da República.
Lembrou que a sétima avaliação "foi concluída com sucesso em termos de acordo" entre Portugal e a troika, composta pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE).
A formalização "está neste momento a aguardar a decisão e a reunião" do conselho de administração do FMI e do Eurogrupo, no Luxemburgo, no dia 20 de junho.
"Mas não existem grandes dúvidas de que esse exercício não passa de uma formalidade muito importante que abre a porta para uma decisão favorável para o prolongamento das maturidades dos empréstimos oficiais europeus e esse resultado é, por sua vez, crucial para a nossa estratégia de financiamento do IGCP no mercado dos valores do Tesouro", disse o ministro.
Vítor Gaspar reiterou que "este é o momento do investimento", sublinhando que a melhoria das condições de financiamento "é importante para economia portuguesa, para as empresas", para Portugal como destino competitivo, para a criação de emprego, de investimento.
"É por isso importante assegurar o financiamento regular da economia portuguesa, é por isso que a estabilidade financeira é imprescindível, mas não é suficiente", afirmou.
Vítor Gaspar classificou de "pilar decisivo" nesta fase o plano de crescimento, emprego e fomento industrial que foi apresentado há algumas semanas pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.
"Precisamos de passar da fase de estabilização financeira e consolidação orçamental como prioridades absolutas para uma fase de recuperação económica, de investimento".
Apontou o crédito fiscal extraordinário como uma das medidas catalisadoras para incentivar o investimento e destacou a inovação o empreendedorismo como uma aposta a seguir para tornar o país competitivo e capaz de captar investimento externo.
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:11 ) |
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O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, disse que o Governo está a preparar medidas para assegurar "maior transparência e igualdade" no setor turístico, entre as quais o reforço da fiscalização do alojamento clandestino.
"Precisamos de fazer alguma coisa no sentido de termos maior transparência no mercado e de condições de igualdade nos agentes do setor da hotelaria e do alojamento", disse à agência Lusa Adolfo Mesquita Nunes, à margem do debate "Como levar o turismo de mar a bom porto" promovido pelo Diário de Notícias, em Lagos.
A revelação de que o Governo estava a preparar medidas para o setor turístico, surgiu após Adolfo Mesquita Nunes ter sido questionado, por uma pessoa da assistência, sobre a proliferação e o combate ao alojamento clandestino.
"Dentro de 15 dias serão reveladas medidas de combate ao alojamento clandestino, que pode e deve ser mais fiscalizado", respondeu o governante.
Questionado pela agência Lusa, o secretário de Estado do Turismo escusou-se a especificar quais as medidas em preparação pelo Governo, remetendo a revelação para as próximas semanas.
"Estamos a trabalhar para isso, e em concreto o que iremos decidir saber-se-á daqui a 15 dias, três semanas", disse o governante.
Medidas de fiscalização ativas e firmes para combater e esbater o fenómeno que envolve a exploração turística ilegal do chamado alojamento paralelo no Algarve, têm sido exigidas desde há vários anos pelos hoteleiros da região.
Para a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) este tipo de alojamento, constituído por apartamentos e moradias particulares de propriedade privada, concorre de forma desleal com a oferta legalizada, "porque não paga impostos e não cumpre os requisitos mínimos de segurança".
Os hoteleiros exigem que as entidades com a competência da fiscalização, atuem de forma enérgica, adequada e competente, até porque a legislação em vigor permite registar oficialmente o alojamento paralelo localizado nas áreas das diferentes autarquias, não sendo aceitável a continuação da sua prática ilegal.
[ Recessão portuguesa em 2013 será mais profunda que o previsto ] [ Estocolmo: Polícia que disparou sobre português é suspeito de homicídio ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 19:06 ) |
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) espera que a economia portuguesa tenha uma recessão mais profunda este ano, de 2,7% do PIB, e que cresça menos em 2014 que o esperado pelo Governo e pela ‘troika’.
De acordo com o relatório ‘Economic Outlook’ hoje divulgado (com as perspetivas globais da instituição, publicado duas vezes por ano), a organização espera que a recessão seja maior em 0,4 pontos percentuais face à última estimativa do Governo e da ‘troika’ (composta pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) que previam um recuo de 2,3%.
A organização espera também que a economia cresça menos que o esperado em 2014, mesmo após a queda mais profunda este ano, também aqui menos 0,4 pontos percentuais que na estimativa da ‘troika’ e do Governo. A OCDE espera um crescimento marginal na ordem dos 0,2%, enquanto o Governo, no Documento de Estratégia Orçamental apresentado no mês passado, previa um crescimento de 0,6%.
Para esta queda deverão contribuir as perspetivas mais negativas da organização para a procura interna, onde a OCDE espera uma contração de 5,1% este ano (contra 4,1% da previsão do Governo) e de -1,5% em 2014 (contra -0,1% esperados pelo Governo).
A organização espera também um quadro muito mais negativo para o investimento, esperando uma contração de 10,6% este ano (contra 7,6% esperados pelo Governo) e de 0,7% em 2014 (Governo espera -0,1%).
Este cenário mais pessimista surge apesar de a OCDE esperar um crescimento das exportações mais expressivo que o esperado pelo Governo, mais 0,6 pontos percentuais este ano para 1,4% e igual valor em 2014, para 5,1%.
Já as expectativas quanto à taxa de desemprego são praticamente iguais ao que o Governo espera desde o final do mês passado, atingindo os 18,2% este ano e 18,6% no próximo ano, mais 0,1 pontos percentuais que na projeção do executivo.
[ Um retrato da imigração no feminino ] [ Grupo de cidadãos lança petição para renegociar a dívida ] [ É possível tratar melhor as depressões ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 15:03 ) |
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A presidente do Comité Português para a UNICEF, Madalena Marçal Grilo, adiantou que aquela organização vai divulgar um estudo sobre o impacto que a crise está a ter nas crianças em Portugal.
“Será um contributo da nossa parte para manifestarmos preocupação de uma situação que põe em risco muitas crianças do nosso país”, afirmou, à margem de uma iniciativa promovida em Felgueiras pela autarquia local.
Madalena Marçal Grilo explicou que o estudo está a ser desenvolvido por uma universidade portuguesa e o seu relatório será divulgado publicamente até ao final deste ano.
A representante da UNICEF lembrou que o aumento do desemprego no país, que “está afetar imensas famílias”, reflete-se nas crianças, “sob ponto de vista material, psicológico e ambiente familiar”.
“Vamos ter um relatório sobre a situação das crianças portuguesas, porque quisemos conhecer bem o que se está a passar”, assinalou, em declarações à Agência Lusa.
A presidente do Comité da UNICEF em Portugal insistiu que a organização está preocupada com a situação das crianças no país, o que tem motivado vários apelos no sentido de as entidades governamentais estarem atentas ao problema.
Madalena Marçal Grilo explicou que a UNICEF, nos países industrializados, como Portugal, não está vocacionada “para estar no terreno”, dedicando-se mais à sensibilização e ao encaminhamento das situações sinalizadas para as entidades que têm meios para intervir.
“Somos, às vezes, contactados e procuramos encaminhar para as instituições que podem dar resposta e alertar para a necessidade de proteção das crianças”, explicou.
A responsável lembrou que, apesar da situação por que passa o país, há outras regiões do mundo que, na ótica da UNICEF, merecem prioridade em termos de programas. Além disso, frisou, Portugal tem mais recursos para acorrer aos problemas do que os países subdesenvolvidos.
Admitiu, no entanto, que, no seio da organização, há cada vez mais preocupação para os sinais de pobreza que se observa nos países industrializados.
Apesar disso, evidenciou os progressos que Portugal tem apresentado nas últimas décadas na forma como trata as crianças, sobretudo nos domínios da saúde e educação.
Madalena Marçal Grilo participou hoje na cerimónia de abertura do concurso “Pinta”, da Câmara de Felgueiras, no âmbito do qual milhares de alunos do concelho, dos vários graus de ensino, elaboram pinturas sobre um determinado tema, este ano a água.
[ Cada vez mais franceses estudam a língua portuguesa ] [ É possível tratar melhor as depressões ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 01:54 ) |
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Portugal
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O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal adiantou hoje à Lusa que aquela região e o Algarve, a partir do próximo verão, vão estar ligados, em rede, para promoção recíproca dos dois destinos.
“No próxima época balnear todas as atividades do norte estarão disponíveis, em termos de informação, na Região de Turismo do Algarve. Da mesma forma, teremos cá toda a informação do Algarve, através das nossas plataformas interativas”, explicou Melchior Moreira, revelando haver acordo entre as duas entidades regionais de turismo.
Para aquele responsável, o acordo entre as duas regiões permite “claramente alavancar e promover os dois destinos”.
“É com ações como esta, utilizando as ferramentas na área tecnológica, que nós crescemos”, sublinhou.
Melchior Moreira inaugurou, em Penafiel, a quinta Loja Interativa de turismo do Porto e Norte de Portugal, um equipamento que permite, 24 horas por dia, o acesso, por via digital, à informação turística de cada concelho e região, além de outros serviços.
O projeto prevê a concretização de 52 lojas no norte do país, estando já a ser preparada uma segunda fase para aumentar a oferta de serviços, incluindo uma loja online com todos os produtos tradicionais do território.
A loja que abriu há cerca de meio ano no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, foi visitada, segundo Melchior Moreira, por mais de 350.000 pessoas, sendo que 150.000 interagiram com os equipamentos eletrónicos de informação existentes.
“Num momento de crise, o Porto e o Norte estão a dar o exemplo, com um projeto inovador em termos nacionais”, disse, mostrando-se esperançado que o projeto seja replicado em todo o território nacional.
Melchior Moreira disse acreditar que a região vai continuar a crescer em termos turísticos, recordando que, no primeiro trimestre, o Porto e norte de Portugal cresceram 4,5% acima da média nacional.
“Quando vivemos dificuldades financeiras em todo o país, percebemos que temos aqui um filão para combater a crise”, afirmou.
No último ano, acrescentou, a região teve mais de quatro milhões de turistas, um número que poderá ser ultrapassado este ano.
“Temos condições para obter bons resultados para a economia regional e para o crescimento da marca Portugal”, acentuou, concluindo:
“A minha expectativa é extremamente alta, porque estamos a criar um conjunto de ferramentas que dão, de uma forma rápida, a montra do turismo regional em termos nacionais e mundiais”.
A Loja Interativa de Penafiel situa-se no centro histórico da cidade e foi construída de raiz no âmbito do projeto de reabilitação urbana.
O presidente da Câmara, Alberto Santos, acredita que o equipamento vai acelerar o crescimento turístico de Penafiel.
Em 2012, disse, mais de 100.000 turistas estiveram alojados nas principais unidades hoteleiras do concelho.
[ Grupo de cidadãos lança petição para renegociar a dívida ] [ Universidade de Coimbra lança novo portal de emprego ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 01:52 ) |
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Portugal
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A Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida (IAC) lança esta quarta-feira uma campanha para promover o debate sobre a dívida portuguesa e recolher assinaturas para uma petição à Assembleia da República exigindo a renegociação urgente da dívida.
"Vamos iniciar esta campanha para chamar a atenção para a necessidade urgente de renegociar a dívida nacional e para isso vamos também iniciar a recolha de assinaturas para uma petição dirigida à Assembleia da República nesse sentido", disse à agência Lusa o economista José Castro Caldas, um dos promotores da IAC.
A IAC surgiu no final de 2011, após a realização de uma convenção em Lisboa e depois disso um grupo de economistas envolvidos na iniciativa, entre os quais Castro Caldas, elaborou um relatório sobre a dívida pública.
Manuel Carvalho da Silva, José Reis, Boaventura de Sousa Santos, Catarina Martins e Vasco Lourenço são algumas das personalidades académicas, politicas e sindicais que integram esta iniciativa.
A campanha que vai ser lançada em Lisboa tem como lema "Pobreza Não Paga a Dívida, Renegociação já!" e vai incluir a realização de debates nos próximos meses sobre este tema.
Até setembro, vão ser recolhidas as assinaturas de apoio à petição, que "será entregue na Assembleia da República quando se reiniciarem os trabalho parlamentares".
A IAC defende num manifesto de apoio à campanha que "o Estado português tem de preparar-se para renegociar" a divida e, se necessário, "declarar uma moratória".
Na petição a entregar na Assembleia da República a Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida apela "à preparação da renegociação garantindo competência, isenção, rigor, escrutínio público e participação cidadã em todo o processo".
José Castro Caldas disse à agência Lusa que o problema da dívida não se resolve com um alongamento dos prazos de pagamento.
"Portugal precisa de cortar na divida e nos seus juros", afirmou o economista e investigador social, acrescentando que quanto mais tempo passa mais de deterioram as condições para pagar.
"A renegociação tem de ser feita antes que se chegue a um ponto de rotura social, que todos queremos evitar", defendeu.
[ Governo confirma que homem morto na Suécia é emigrante português ] [ Universidade de Coimbra lança novo portal de emprego ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quarta, 29 Maio 2013 01:45 ) |
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A Secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, defendeu hoje que a "competitividade fiscal" é um eixo da estratégia do governo e um "poderoso recurso" para o estímulo do crescimento económico e emprego.
"A estratégia do governo tem-se consolidado primeiro com a aprovação de medidas que facilitam o seu acesso a financiamento, como linhas de crédito a juros mais baixos, e agora pela promoção do investimento, um elemento fundamental para o crescimento económico", disse numa conferência no Barreiro.
"Um dos eixos fundamentais desta estratégia é a competitividade fiscal", disse, acrescentando que a política fiscal constitui um "poderoso recurso para fomento do crescimento, da competitividade e do emprego".
A par da referência a algumas medidas já anunciadas pelo governo, como a reforma do IRC para 2014, regime de IVA de Caixa, crédito fiscal extraordinário ao investimento, Maria Luís Albuquerque lembrou o compromisso do governo em implementar um sistema de tributação direta das empresas mais moderno, estável e competitivo.
"As regras de tributação direta das empresas são consideradas internacionalmente como especialmente relevantes para promover o investimento, a competitividade e a internacionalização das empresas", acrescentou.
A Secretária de Estado do Tesouro falava aos jornalistas na abertura do I Fórum Baía do Tejo, no Barreiro, sobre "Reindustrialização: Um Caminho Para o Futuro da Economia Portuguesa".
A conferência deverá contar com as participações do diretor geral da Autoeuropa, António de Melo Pires, do presidente da AIP - Associação Industrial Portuguesa José Eduardo Carvalho, do presidente da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, e do vice-presidente da Comissão Executiva do Millennium BCP.
O Presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo, Jacinto Pereira, defendeu a necessidade de se encontrar um "modelo de desenvolvimento sustentável sob a égide de um processo de reindustrialização" e de uma reconversão dos territórios que já albergaram outras indústrias.
[ Drogas para aliviar sofrimento aumentam devido à crise ] [ Ações da Benfica SAD desvalorizam 11,3% depois da derrota no Jamor ] [ Alemanha lança programa de crédito para empresas do sul da Europa ]
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| Actualizado em ( Terça, 28 Maio 2013 15:02 ) |
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Um homem de 85 anos morreu hoje num acidente com um trator na freguesia de Carvoeiro, em Viana do Castelo, disse à Lusa fonte da GNR.
"O acidente resultou do despiste do trator e a vítima era o condutor e único ocupante", disse a mesa fonte.
O alerta para o acidente, no lugar de Vacaria, aconteceu pelas 10:39 e o homem ainda foi transportado em estado grave para o hospital de Viana do Castelo por elementos da delegação de Neiva da Cruz Vermelha Portuguesa, mas acabou por falecer já naquela unidade.
Para o local do acidente foi ainda mobilizado um meio de desencarceramento dos bombeiros municipais de Viana do Castelo.
[ Vinho do Porto de 2011 vai ser uma referência ] [ Venezuela: Empresários lusos querem saber com quem falar em Portugal ] [ Alemanha lança programa de crédito para empresas do sul da Europa ]
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| Actualizado em ( Terça, 28 Maio 2013 01:50 ) |
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O escritor moçambicano Mia Couto, que venceu o Prémio Camões, considera necessário que se questione o sistema mundial e que o único caminho para que tal aconteça é a insubordinação, primeiro, em termos do espírito.
"As pessoas, acho que todas, se compenetraram, principalmente nos últimos anos, que isto não é uma crise localizada, não é uma falha, nem é um erro de um certo sistema, mas que é o próprio sistema que tem que ser radicalmente questionado", afirmou à agência Lusa Mia Couto, pouco tempo depois de saber que tinha vencido a 25.ª edição do Prémio Camões.
"Ou nós vamos melhorar a miséria, ou nós vamos resolver o mundo, a nossa vida e a nossa esperança. Portanto, acho que não há outro caminho que não seja a insubordinação", realçou.
"Não digo insubordinação como se ela, por si mesmo, trouxesse as respostas automaticamente. Mas tem que haver uma insubordinação, primeiro, em termos do espírito, em termos daquilo que nós temos que não aceitar deste mundo e da explicação que se dá do mundo", explicou o escritor moçambicano.
"Acho que essa é a primeira grande insubordinação. Não falo exatamente em ir fazer manifestações para a rua, mas acho que é preciso estarmos disponíveis para pensar que é preciso encontrar outro caminho", acrescentou.
Mia Couto admitiu hoje à Lusa que ficou surpreendido por ter vencido o Prémio Camões, tendo ficado "muito feliz" com esta distinção.
O júri da 25.ª edição decidiu, hoje, premiar Mia Couto pela “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e pela profunda humanidade”.
A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, disse à Lusa José Carlos Vasconcelos, membro do júri.
O Prémio Camões foi criado por Portugal e pelo Brasil e atribuído pela primeira vez em 1989, distinguindo o escritor Miguel Torga.
É a segunda vez que é escolhido um escritor de Moçambique, depois de José Craveirinha, em 1991.
[ Universidade de Coimbra lança novo portal de emprego ] [ Os americanos que gostam de fado por ser triste (vídeo) ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Terça, 28 Maio 2013 01:36 ) |
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A Universidade de Coimbra (UC) lança, na quarta-feira, um novo portal de emprego destinado a estudantes e diplomados da instituição, que vai estar integrado numa rede internacional que está presente em 11 países ibero-americanos.
De acordo com uma nota da UC, o novo portal, disponível em http://emprego.uc.pt, irá possuir ofertas de emprego de "empresas interessadas em quem estudou ou estuda" naquela universidade e outras colocadas na rede "Trabalhando", estrutura internacional que oferece mensalmente cerca de 200 mil oportunidades de emprego.
"É uma janela de informação que se abre para os atuais e antigos estudantes da UC, permitindo que possíveis empregadores conheçam a sua formação e o seu currículo, e que potenciais diplomados e estudantes conheçam ofertas de trabalho e de estágio não curricular", afirma, na nota, Madalena Alarcão, vice-reitora da UC.
Já Ana Serzedelo, diretora da Unidade de Negócio da rede "Trabalhando" - surgida em 1999, no Chile, e atualmente presente, para além de Portugal, na Argentina, Brasil, Espanha, Peru, Colômbia, Venezuela, Porto Rico, Uruguai e México - considerou o acordo a firmar com o novo portal universitário "um passo muito importante" na intenção da empresa em dinamizar o mercado de recém-licenciados.
"Temos muito orgulho em contar com a Universidade de Coimbra, não só pelo seu prestígio e dimensão, mas também pelo exemplo que dá em lançar um portal de emprego para toda a Universidade, centralizando os serviços de empregabilidade de todas as faculdades", argumentou.
Segundo o documento, a rede "Trabalhando" recebe por mês 195 mil oportunidades de emprego e 4,1 milhões de candidaturas, possuindo mais de oito milhões de currículos “online” e 600 mil empresas utilizadoras.
[ Precisa de trabalho? Procura empregados? Consulte o site emprego.lu ] [ Nasceu o portal português do emprego no Luxemburgo ]
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| Actualizado em ( Segunda, 27 Maio 2013 19:49 ) |
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Portugal
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O ano de 2011 poderá vir a ser o da maior declaração vintage de sempre no vinho do Porto, dado o caráter excecional da produção na Região Demarcada do Douro.
Algumas companhias já avançaram com a declaração: A Sogrape declarou 2011 como ano vintage ainda em março e várias outras empresas seguiram-lhe o exemplo em abril e já este mês, tais como a Taylors, de David Guimaraens, a Sogevinus, o grupo Symington ou a Real Companhia Velha.
"Neste momento, devemos estar mais ou menos em cima do melhor ano nesse capítulo, que foi 2007", em que ocorreu a maior declaração vintage até à data, disse à agência Lusa o presidente do Instituto dos Vindos do Douro e Porto (IVDP), Manuel Cabral.
Os produtores têm de enviar as suas amostras para o instituto até 15 de junho e a Câmara dos Provadores do IVDP avalia-as, em prova cega, para determinar se o vinho possui qualidade para ser vintage.
O prazo ainda está a decorrer, mas "a probabilidade de esta ser a maior declaração universal de sempre é grande", admitiu Manuel Cabral, confirmando, assim, o vaticínio que a Lusa ouviu a um enólogo.
A declaração formal cabe à Confraria do Vinho do Porto, que o faz quando a maior parte das empresas está em sintonia quanto a essa rara classificação, que só ocorre duas ou três vezes por década.
O século XXI só teve dois anos vintage para já, 2007 e 2003, e o próximo vai ser 2011.
A influente e reconhecida crítica inglesa de vinho Jancis Robinson provou o Taylors Vargellas Vinha Velha Vintage 2011, do qual disse que "pode ser o melhor vinho feito em 2011 no mundo inteiro".
"Acho que é impossível pensar em qualquer outra região de vinho, em qualquer lugar do mundo, que tenha produzido melhores vinhos nesse ano", acrescentou, referindo-se ao Douro.
David Guimaraens, o “pai” deste Taylors Vargellas Vinha Velha Vintage 2011, considerou o comentário de Jancis Robinson "importantíssimo" para a sua empresa e também para a região.
O enólogo da casa Taylors sustenta que "a natureza" desempenha aqui um papel central e 2011 foi um ano "excecional" para o vinho do Porto.
"O inverno desse ano foi chuvoso, o que permitiu ter boas reservas subterrâneas de água para as vinhas durante o verão, que foi quente e seco e não teve grandes oscilações de calor", resumiu.
A família Symington, que explora marcas como a Grahame a Dow, por exemplo, também frisa que "o clima é o fator decisivo na criação de vinhos de exceção no Douro e a forte precipitação de inverno registada em finais de 2010 foi crucial", tendo-se-lhe seguido "uma primavera soalheira" que se revelou benéfica.
Os Symington decidiram lançar dois "supervintage" 2011: um deles é o Quinta do Vesúvio Capela, lançado pela primeira vez em 2007, e o outro chama-se Graham The Stone Terraces, é uma novidade absoluta e cada garrafa custará cerca de "130, 140 euros", de acordo com o responsável pela comunicação do grupo, Miguel Potes.
A Sogevinus, com marcas como a Calém e a Barros, concorda que 2011 teve um clima quase perfeito para o vinho, com chuva e calor "na altura certa".
O enólogo daquela empresa, Pedro Sá, referiu que "toda a gente percebeu que 2011 seria um ano extraordinário nos meses imediatamente após a vindima".
Luís Sottomayor chefia a equipa de enologia de todas as marcas de vinho do Porto da Sogrape Vinhos e afirma que "já esperava" este surto de declarações vintage.
"Já provei quase 30 vintage 2011. São muito bons", concluiu.
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| Actualizado em ( Segunda, 27 Maio 2013 00:32 ) |
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Portugal
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A cidade berço foi domingo à noite conquistada pelos adeptos dos Vitória de Guimarães para festejar a primeira Taça de Portugal do clube, por adeptos que, entre lágrimas e sorrisos, prometem ser "do vitória até morrer".
O ecrã gigante colocado no Largo do Toural foi o ponto de encontro de milhares de vimaranenses que viram juntos a final entre o clube da cidade e o Benfica e sofreram, igualmente juntos, com o golo do Benfica mas "deitaram tudo abaixo" com os dois golos que deram a vitória ao "Bitória".
Depois dos golos de Soudani, aos 79, e Ricardo, dois minutos depois, que anularam o tento inaugural do argentino Nico Gaitan, aos 30, foi só festa.
Antes do apito inicial havia esperança, "David também venceu Golias", dizia António Pinto, adepto do Vitória de Guimarães, de cachecol ao pescoço e cruz ao peito.
"Deus e o D. Afonso Henriques vão dar uma mãozinha", explicou.
Mas, a batalha final começou com um rombo nas redes vimaranenses. O relógio batia os 30 minutos e Gaitán marcou. Um silvo de desânimo ecoa na praça e depois, silêncio.
"Força "Vitória". Isto ainda não acabou. Bola pa frente", berrou-se, cantou-se, implorou-se.
E a bola foi em frente. "Os Conquistadores" avançaram e avançaram. Passaram a linha do meio-campo. Chutaram e Soudani chegou ao golo, batia o minuto 79.
"Goooolo. Ah carago! Estávamos a merecer. Ainda vamos ganhar isto", ouvia-se na praça, conhecida por ser a "sala de estar" da cidade.
Ainda se festejava o primeiro golo e eis que mais um “canhão” da “tropa” de Rui Vitória acertou no alvo, conseguindo segundo golo, por Ricardo, aos 81 minutos.
Foram três minutos que mudaram a história e puseram o Vitória de Guimarães mais perto da conquista final.
"Agora é aguentar. Não ceder. Mas também não recuar demasiado. Vamos. Vamos", pediram os adeptos na praça.
E, no Estádio Nacional, os jogadores ouviram. Foram, ganharam o jogo e conquistaram o primeiro título nacional para o Vitória.
As imagens de tristeza das bancadas benfiquistas no Jamor contrastavam com os gritos de alegria em Guimarães.
"Ganhámos. Ganhámos. Ganhámos. Vitória Olé, Olé Vitória", cantou-se, berrou-se.
"Do Vitória até morrer", foi a promessa dos adeptos, aos quais outras centenas se estão a juntar, no Toural, é o “slogan” da festa, que ainda dura no largo, na praça, pelas ruas da cidade.
"Primeiro foi o D. Afonso Henriques a correr com os Mouros. Agora fomos nós a mostrar a raça do Minho em Lisboa", voltou à conversa António Pinto.
[ Vitória levou a Taça de Portugal para Guimarães ] [ Presidente do Vitória: Feliz por termos feito história ] [ Rui Vitória chegou ao céu ]
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| Actualizado em ( Segunda, 27 Maio 2013 00:10 ) |
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Portugal
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O festival de música Optimus Primavera Sound, que decorre entre 30 de maio e 01 de junho, vai ter no seu recinto “a fast food à portuguesa”, servida por algumas das mais características casas do Porto, como a Badalhoca.
As sandes de pernil do Guedes, as francesinhas da Cufra, os biscoitos da Ribeiro ou as bifanas da Conga vão poder ser degustadas no recinto do Parque da Cidade, no evento que inaugura a temporada dos grandes festivais.
Já as famosas sandes de presunto da Badalhoca só vão poder ser consumidas no espaço VIP. Acácio Zuzarte, um dos donos da casa, disse à agência Lusa que as sandes estarão à venda a “pouco mais de 1,60 euros” e que os presuntos, oriundos da zona de Castelo Branco, vão estar expostos e pendurados “num espaço, que pretende retratar o ambiente típico de um tasco”.
José Barreiro, um dos diretores do festival, explica que “depois da primeira edição, com tantos estrangeiros, com tão bom ambiente, com tanta gente diferente”, quiseram “mostrar um bocadinho daquilo que o Porto tem de melhor” e lançaram “o desafio a algumas das casas mais típicas e mais emblemáticas do Porto no que respeita a petiscos”.
Os organizadores quiseram “uma coisa diferente, mostrando que é possível que num festival estejam além dos habituais hambúrgueres e cachorros quentes também esteja a fast food portuguesa”.
O problema deste “ovo de Colombo” é que “dá muito trabalho” segundo José Barreiro, já que teve que ser a organização a convidar negócios que são muitas vezes de cariz familiar e “a investir “para preparar estruturas para que existam todas as condições”.
Paulo Pereira, um dos responsáveis pelo restaurante Cufra, afirmou que o objetivo desta parceria é “divulgar os produtos típicos da cidade” e prepara-se para vender francesinhas com bife, a 13 euros, e tripas servidas em pratos ligeiramente mais pequenos que vão rondar os 6 euros.
Já para a Padaria Ribeiro, o grande desafio no Optimus Primavera Sound será “aprender a estar num espaço e contexto diferentes”, afirmou um dos responsáveis Vítor Brandão.
Para isso, o responsável selecionou cerca de 15 produtos "emblemáticos” da padaria Ribeiro para vender no festival a preços 20% mais caros que os habituais praticados nas lojas. Nos salgados constarão empadas de vitela e frango, pastéis de chaves, croquetes e bola de carne. Já nos doces apostaram nas embalagens de biscoitos, no pastel de nata, na tarte de amêndoa e de maracujá.
O festival que vai poder voltar a contar com os vinhos do Douro dos Douro Boys, um sucesso na edição do ano passado, terá ainda as tapas da Quinta dos Fumeiros, de Ponte de Lima e o restaurantes vegetarianos Naikité e Essência.
[ Avião da TAP avariou; passageiros ficaram mais um dia em Moscovo ] [ Portugal satisfeito com dois prémios no festival de Cannes (vídeo) ] [ Morto em distúrbios em Estocolmo era português ]
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| Actualizado em ( Domingo, 26 Maio 2013 01:08 ) |
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Portugal
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O défice orçamental das administrações públicas atingiu os 2.548 milhões de euros até abril, um aumento de 1.148 milhões de euros só em abril e mais 600 milhões que o verificado nos primeiros quatro meses de 2012.
De acordo com a síntese de execução orçamental divulgada pela Direção-Geral do Orçamento, o valor do défice que conta para os critérios estabelecidos pela ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) ter-se-á situado em 2.407 milhões de euros até ao final de abril, um valor que, segundo disse hoje o ministro das Finanças, estará 300 milhões abaixo do previsto.
Comparando com o valor apurado segundos os mesmos critérios (os da ‘troika’) para o final de março, o défice deu um salto superior a mil milhões de euros em apenas um mês.
O próximo limite trimestral a cumprir é o de fim de junho (segundo trimestre), com o défice a não poder exceder os 4.500 milhões de euros. Estes limites já estão revistos e alinhados com a meta do défice menos rígida acordada com a ‘troika’ para a totalidade do ano, que passou de 5% para 5,5% do PIB.
Em abril foi conhecida a decisão do Tribunal Constitucional relativa a quatro normas do Orçamento, cuja inconstitucionalidade obrigou o Governo a apertar o cinto aos serviços e a encontrar medidas para tapar um desvio de 1.326 milhões de euros nas contas do próprio Ministério das Finanças.
A evolução registada em abril é explicada pelo Ministério liderado por Vítor Gaspar com o aumento de despesa que resulta da reposição do pagamento do décimo terceiro mês, que teve impacto nas pensões e abonos da Caixa Geral de Aposentação e da Segurança Social, tal como as despesas com pessoal, e ainda o aumento dos gastos com subsídio de desemprego e apoio ao emprego.
O agravamento do défice acontece apesar de os impostos diretos terem aumentado 17,9% nos primeiros quatro meses de 2013 face a igual período do ano passado, num ano em que entrou em prática o “enorme” aumento de impostos, como lhe chamou o ministro das Finanças, que têm um impacto especial no IRS.
A totalidade das receitas fiscais cresceu 3,9% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2013 face ao mesmo período do ano passado.
[ Governo acredita na agricultura para aumentar exportações ] [ Combate ao branqueamento e evasão fiscal a nível europeu? ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quinta, 23 Maio 2013 22:50 ) |
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Portugal
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A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, mostrou-se convicta de que a indústria agroalimentar vai conseguir chegar aos mil milhões de euros de exportações, meta não alcançada em 2012 por "fatores externos".
"Se foram 920 milhões de euros ou mil milhões de euros, o que me interessa é que o objetivo só não foi alcançado por fatores externos e estou convicta de que essa barreira será ultrapassada este ano com o esforço de todos", afirmou Assunção Cristas.
A ministra do Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território falava durante o encerramento do I Congresso Internacional de Frutas, Legumes e Flores, onde lembrou a importância de mostrar internacionalmente a qualidade dos produtos portugueses.
"Somos um país produtor de bons produtos, de produtos de qualidade e o Governo está empenhado em mostrar os nossos produtos internacionalmente", disse.
Assunção Cristas sublinhou, contudo, que o mercado do setor agroalimentar "tem de crescer".
"O caminho vai-se fazendo, mas queremos crescer em produção, eliminar o nosso défice agroalimentar e precisamos de trabalhar no nosso mercado interno", sustentou.
O presidente da empresa promotora do setor Portugal Fresh, Manuel Évora, que presidiu também ao encerramento do congresso por si organizado, lembrou a ministra que os agricultores "esperam sempre mais".
"Reconhecemos o seu esforço e do Ministério, mas já sabe senhora inistra, os agricultores esperam sempre mais", afirmou.
Sobre a meta dos mil milhões de euros de exportação que não foi atingida no setor, Manuel Évora frisou que os últimos quatro meses de 2012 foram "um calvário".
No entanto, lembrou que nos últimos dois anos o setor tem conseguido aumentar a sua exportação em 20%, um número de "orgulho".
Manuel Évora sublinhou ainda o facto de a indústria agroalimentar representar 36% do emprego do setor agrícola.
"Temos muita mão-de-obra e muito diferenciada. Neste setor existe um elevado profissionalismo dos nossos produtores", concluiu.
[ Empresa portuguesa quer criar o melhor software de talentos de futebol ] [ Viagem numa motorizada Macal promove concelhos da Alta Estremadura ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quinta, 23 Maio 2013 22:48 ) |
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Portugal
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O Tribunal de Póvoa de Lanhoso condenou hoje a 3 anos e 4 meses de prisão, com pena suspensa, uma mulher acusada de burlar um homem em mais de 120 mil euros em troca de falsas promessas de amor.
A suspensão da pena fica sujeita ao pagamento de 40 mil euros ao arguido, em quatro prestações semestrais.
O tribunal deu como provado que o valor da burla ascendeu a pelo menos 79.709 mil euros em depósitos bancários, além de um montante "não concretamente apurado" em numerário.
No entanto, decidiu fixar a indemnização em 40 mil euros, atingindo que aquele é o montante "razoável" face à situação socioeconómica da arguida.
A arguida teve um salão de massagens em Paredes mas atualmente está desempregada, vive com uma amiga e não declara rendimentos desde, pelo menos, 2008.
O queixoso tem 57 anos e é ex-emigrante na Suíça, onde trabalhou na construção civil.
Conheceu a arguida, sete anos mais nova, através de uma agência matrimonial.
Por entre falsas promessas de amor e de uma vida a dois, a arguida disse ao queixoso que tratava de idosos e que estes lhe iriam deixar uma grande herança, mas que para isso precisava de ajuda para pagar os impostos que estavam em atraso e para pagar dívidas suas relativas a execuções.
Nas semanas seguintes, iniciaram uma relação de namoro, sendo que em todos os encontros a mulher lhe pedia quantias em dinheiro, uma situação que se manteve até setembro de 2012, quando a polícia a deteve em flagrante, na sequência de queixa apresentada pelo homem.
O queixoso já lhe tinha entregado todas as suas poupanças e esvaziado os 43 mil euros que tinha numa conta de que era cotitular com o filho.
Também já tinha pedido dinheiro emprestado a familiares e a amigos.
No total, e segundo a acusação, foram mais de 120 mil euros que "voaram" para as mãos da arguida, que entretanto até comprou um carro com o dinheiro que o "namorado" lhe ia dando.
Hoje, o tribunal decidiu dar este carro como perdido em favor do Estado, uma decisão de que a advogada do queixoso vai recorrer, considerando que a viatura lhe deveria ser entregue.
A advogada vai ainda avançar com uma ação cível para o homem ser ressarcido da diferença entre a condenação hoje fixada e o valor total da burla.
A arguida não compareceu à leitura da sentença, por alegado problema de saúde.
[ dinismoura: Um poeta português do Luxemburgo ] [ O crime que está a chocar a Inglaterra ] [ Junta-te ao BOMDIA no Facebook ]
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| Actualizado em ( Quinta, 23 Maio 2013 17:57 ) |
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Portugal
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Portugal já deu ao mundo do futebol José Mourinho e Cristiano Ronaldo, e agora a empresa de software portuguesa F3M quer criar o melhor software de gestão de talentos no futebol (‘scouting’) do mundo.
Tendo Portugal “o melhor treinador de futebol do mundo [José Mourinho], um dos dois melhores jogadores de futebol do mundo [Cristiano Ronaldo], o melhor árbitro do mundo [Jorge Proença] e uma das cinco melhores escolas de futebol de formação do mundo [Sporting Clube de Portugal], a F3M quer afirmar o Talent Spy como a ferramenta de ‘scouting’ mais utilizada em todo o mundo”, disse à Lusa João Almeida, gestor de negócios internacionais da empresa.
Segundo Almeida, um dos modelos de expansão internacional “muito mais global” que a F3M está a lançar este ano tem a ver com uma plataforma para a área do ‘scouting’ desportivo, vocacionado nesta fase para o futebol.
“Este software, denominado Talent Spy, está em fase de lançamento e tem quatro países alvo neste momento (Portugal, Inglaterra, Alemanha e Brasil) e outros 17, numa segunda fase, em 2014, entre os quais a Espanha, França, Holanda, China, Estados Unidos, Argentina e a África do Sul)”, explicou.
Este tipo de internacionalização assenta num modelo completamente diferente, pois não implica a presença local da F3M e a abertura de empresas nos países de destino, caso de Angola e de Moçambique.
“É um projeto absolutamente inovador em função do mercado alvo e que se destina a democratizar o ‘scouting’ [captação de talentos jovens no futebol, sua gestão e o seu acompanhamento] a nível mundial, junto dos scouts [treinadores, olheiros, agentes do futebol e todos os que trabalham nesta área], além dos clubes e agências de pequena, média e grande dimensão”, sublinhou.
A plataforma funcionará totalmente na Internet, através de um sistema “cloud” e num modelo de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês).
Trata-se do primeiro produto de uma linha de software para o desporto que a F3M vai lançar nos próximos anos, tendo as primeiras reações ao seu lançamento tido uma "excelente resposta", disse à Lusa o gestor.
"Neste momento há contactos em Inglaterra, Irlanda, Escócia, Brasil, Ucrânia e no Qatar", adiantou.
[ Lusitanos de Créteil festejam chegada à segunda liga ] [ Hóquei no gelo para provar integração dos lusocanadianos ] [ Amnistia denuncia: Brasil faz despejos forçados ]
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| Actualizado em ( Quinta, 23 Maio 2013 09:34 ) |
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