O ministro da Educação, Nuno Crato, assegurou sexta-feira à noite que os exames nacionais de Português e Latim vão realizar-se na segunda-feira, apesar de os sindicatos terem mantido a greve agendada, no final de mais um dia de negociações inconclusivo.
“Tivemos esperança de que fosse possível obter a desmarcação da greve do dia 17. Infelizmente tal não foi possível, ficámos longe disso. É preciso sublinhar que é uma greve prejudicial aos alunos, que devem estar no centro das nossas preocupações. Todos perdemos com esta greve: alunos, pais e país”, declarou o ministro em conferência de imprensa no Ministério da Educação e Ciência (MEC).
Nuno Crato falava no final de um dia de rondas negociais, que juntaram o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, as federações sindicais da educação e os sindicatos de menor representatividade para discutir os efeitos da greve dos professores nos exames nacionais e as novas regras a aplicar à função pública.
“Os exames mantêm-se”, assegurou Nuno Crato, referindo-se aos exames do 12.º ano agendados para o dia da greve dos docentes.
«Esta história fala de uma busca de compreensão da natureza no seu nível mais profundo. Os seus protagonistas são os cientistas que se esforçam por alargar o nosso conhecimento das leis básicas da física. O intervalo de tempo que irei abordar — aproximadamente desde 1975 — é o do meu próprio percurso profissional como físico teórico. Poderá ser também a mais estranha e frustrante época na história da física desde que Kepler e Galileu iniciaram o nosso ofício, há quatrocentos anos.»
Esta é uma passagem da introdução de um livro fantástico escrito pelo prestigiado físico teórico Lee Smolin (http://leesmolin.com/). O livro, intitulado «O Romper das Cordas», foi publicado entre nós no final de Abril de 2013 pela Gradiva, na sua colecção Ciência Aberta, nº 199, com o subtítulo «Ascensão e queda de uma teoria física e o futuro da Física». A edição original, «The Trouble with Physics», penúltimo livro do autor, foi publicada em 2006. Esta versão portuguesa foi traduzida por Daniel Tiago Alves Ribeiro e teve a revisão científica de Carlos Fiolhais.
Escrito de uma forma extraordinariamente acessível, este livro foi considerado como o melhor livro do ano por The Economist e Seed.
De facto estamos perante um dos melhores livros de divulgação para leigos sobre a nossa melhor compreensão contemporânea do Universo. Um livro sobre a aventura da Física na descoberta das leis que descrevem e explicam o comportamento e as propriedades de tudo o que conhecemos, desde as partículas fundamentais até à expansão do Universo, desde o “Big Bang” até aos buracos negros. Um livro que nos permite entender o caminho percorrido desde Galileu até à Física contemporânea, com particular enfoque para a teoria das cordas.
Ao longo do livro Lee Smolin guia o leitor pela história da Física e descreve, numa linguagem impressionantemente clara, o estado actual desta ciência. Sublinhe-se que o autor explica de forma simples, mas rigorosamente, as várias teorias que emergiram principalmente ao longo do século XX, e como estas e os seus autores se relacionaram com a verificação experimental das suas previsões.
O autor, ele próprio um participante activo desta aventura humana, escreve na primeira pessoa. Esse tom pessoal (a física é feita por pessoas), repleto de uma emoção debruada por uma elevada honestidade intelectual, pano de fundo deste livro, acompanha o leitor através do relato e descrição dos sucessos e os insucessos da Física. «A história que escrevo» - diz-nos na introdução - «poderia ser lida por alguns como uma tragédia. Falando muito francamente — e deixando-me de rodeios —, nós falhámos. Herdámos uma ciência, a física, que tinha vindo a evoluir tão rapidamente, e durante tanto tempo, que muitas vezes era tida como exemplo do modo como as outras ciências deviam ser feitas. Há mais de dois séculos, até ao momento actual, a nossa compreensão das leis da natureza cresceu rapidamente. Mas hoje, apesar dos nossos esforços, o que sabemos com absoluta certeza sobre estas leis não é mais do que já sabíamos na década de 1970.»
Com este livro, Lee Smolin faz, de forma corajosa, um ponto da situação sobre o conhecimento da Física actual, indicando as dificuldades reais que os físicos enfrentam. Este também é um livro sobre como é feita a melhor e a pior ciência, sobre a distância entre as melhores e mais elegantes teorias e a sua verificabilidade com a realidade.
Numa época em que a ciência possui o maior e mais complexo instrumento de experimentação sobre a natureza da matéria (o grande acelerador de partículas do CERN), a leitura deste livro permite que os leigos compreendam o que se está a tentar descobrir e porque é que se estão a fazer determinadas experiências e não outras.
É um livro sobre o dia-a-dia da ciência Física contemporânea, cuja leitura se recomenda para uma melhor cidadania.
Animais de vários continentes invadiram uma casa centenária da Cidade Invicta. Este é o mote da nova exposição “Invasão da Casa Andresen – Animais de Museu”, no Jardim Botânico do Porto.
Os visitantes são convidados a explorar as várias salas onde se encontram animais selvagens em posições naturais de caça, combate ou em fuga. Esta exploração será feita com uma lanterna, uma vez que todo o piso térreo se encontra às escuras, de modo a suscitar as mais diversas emoções e sensações nos visitantes. No piso superior, poderá ficar a saber mais sobre a técnica de taxidermia que permitiu colocar os animais em poses naturais e em equilíbrios impossíveis.
Esta exposição, comissariada pelo designer Luís Mendonça e pelo biólogo Nuno Ferrand, poderá ser visitada até 18 de Novembro de 2013.
Mais informações: http://invasaodacasaandresen.up.pt/
Uma das diferenças anatómicas mais notáveis entre vertebrados é o tamanho relativo do seu pescoço, tronco e cauda. Isto pode ser ilustrado através da comparação dos corpos de uma cobra típica e de um lagarto de cauda comprida. Ambos são muito longos e à primeira vista semelhantes. No entanto, a maior parte do corpo da cobra é um tronco preenchido com os órgãos dos sistemas digestivo, excretor e reprodutor, ao passo que a maior parte do corpo do lagarto é uma cauda muscular. Estes planos corporais tão diferentes são geneticamente determinados durante o desenvolvimento embrionário. Na última edição da revista Developmental Cell, Moisés Mallo e o seu grupo do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Portugal, mostrou que a transição da formação do tronco para a cauda está intrinsecamente relacionada com a indução da formação das pernas e da cloaca embrionária, e que esta transição é coordenada por uma cascata genética desencadeada pelo factor de sinalização Gdf11. Este trabalho pode contribuir para um melhor conhecimento de alguns síndromes congénitos humanos, que apresentam malformações na parte inferior do corpo.
O corpo é formado progressivamente, durante o desenvolvimento embrionário, começando na cabeça e terminando na cauda. Este processo depende da atividade de um grupo de células (conhecidas como progenitores axiais) que se localizam na ponta mais posterior do embrião e que produzem novos tecidos à medida que este cresce. Depois da cabeça e do pescoço se formarem, estes progenitores começam a formar o tronco, o que implica a produção coordenada da maioria dos órgãos vitais do animal. Mas num determinado momento, o programa do desenvolvimento muda e começam a ser formados os tecidos da cauda, em vez do tronco. E esta mudança ocorre ao mesmo tempo que o embrião forma a cloaca (abertura final dos tratos digestivo, reprodutivo e urinário) e as pernas (mais genericamente denominado membro posterior).
Moisés Mallo e o seu grupo descobriram que a formação da cloaca e das pernas é uma componente intrínseca desta transição do tronco para a cauda e identificaram vários dos reguladores chave deste processo. Estes investigadores descobriram que a sinalização pelo factor Gdf11 está no topo da hierarquia genética que regula a transição da formação do tronco para a cauda. A equipa de Moisés Mallo, mostrou que se o Gdf11 é geneticamente inativado no ratinho, os animais têm troncos maiores e as pernas localizam-se mais longe dos braços (ou membros anteriores) do que em ratinhos normais. Quando na experiência complementar, forçaram a ativação precoce do Gdf11, o resultado foi o oposto: troncos extremamente reduzidos e os membros posteriores localizados imediatamente a seguir aos membros anteriores. “Ficámos de queixo caído quando vimos estes embriões pela primeira vez, porque nunca antes tinham sido observadas alterações tão grandes na posição das pernas”, diz Moisés Mallo.
Os investigadores identificaram também algumas das peças essenciais envolvidas na execução deste programa iniciado pelo Gdf11, que termina a formação do tronco e começa a da cauda. Destas peças, uma das mais interessantes é o gene Isl1 (Islet 1). Gdf11 ativa este gene especificamente num subgrupo dos progenitores axiais, responsável por formar os órgãos internos no tronco. A consequência da ativação de Isl1 é que estes progenitores são forçados a formar a cloaca e os membros posteriores em vez de órgãos. Isto indica que as pernas dos vertebrados são, na verdade, a consequência da forma como o Isl1 consegue parar este grupo de progenitores de fazer os órgãos internos, os quais não são necessários na cauda.
Este trabalho do grupo de Moisés Mallo dá ainda uma mensagem adicional: o programa genético que regula a transição da formação do tronco para a cauda tem que ser coordenado na perfeição no tempo e no espaço porque alterações no mesmo podem levar a um largo espectro de malformações na parte inferior do corpo, afetando tipicamente a coluna vertebral e os tratos digestivo, urinário e reprodutor.
Estas malformações reproduzem de perto as características clínicas de algumas patologias humanas como o Síndrome da Regressão Caudal ou a Disgenesia Vertebral Segmentar, o que indica que poderão ter origem em alterações na transição da formação do tronco para a cauda, durante o desenvolvimento embrionário.
Segundo Moisés Mallo: “O que nós descobrimos pode ser importante não só para entender os mecanismos que geram uma tão grande diversidade anatómica dos vertebrados, mas pode também dar pistas relevantes para entendermos alguns destes síndromes humanos congénitos.”
Este estudo foi desenvolvido no IGC e foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (Portugal).
Duas mulheres morreram esta sexta-feira ao final do dia no Catujal, Concelho de Loures, atingidas por disparos feitos por um homem que se suicidou em seguida. Na origem do tiroteio ocorrido junto a um infantário, e que causou três vítimas mortais, estará um crime passional. Uma das mulheres era a ex-mulher do autor dos disparos.
A outra mulher era amiga da companheira do autor dos disparos e ficou gravemente ferida após ter sido atingida, mas acabou por morrer depois de tentativas de reanimação, disse fonte policial à Lusa.
De acordo com a fonte, a mulher era amiga da primeira vítima mortal confirmada, que tinha 26 anos e era companheira do homem.
Fontes policiais indicaram que o homem se suicidou após atingir as duas mulheres nas imediações de um infantário e de uma igreja no Catujal, na freguesia de Unhos.
Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP referiu que o incidente ocorreu entre as 18h30 e as 18h45.
A portuguesa Susana Gaspar é uma de 20 concorrentes internacionais escolhidas entre mais de 400 candidatos em início de carreira, que competem no Concurso BBC Cardiff da Melhor Cantora do Mundo a partir deste domingo, dia 16, no País de Gales.
O recital da soprano portuguesa Susana Gaspar abre este concurso em que participam, até 23 de junho, alguns dos mais promissores cantores líricos em início de carreira, a nível mundial.
O concurso, este ano na 30.ª edição, realiza-se bienalmente no País de Gales e testa a capacidade de interpretação de árias operáticas ou de música sacra.
O vencedor do prémio principal recebe 15 mil libras (18 mil euros), um troféu e, provavelmente, convites para espetáculos ou gravações.
A presença num evento destes, no entanto, transmitido pela televisão pública britânica, "já é bom", disse a cantora à agência Lusa.
"Pode ser uma rampa de lançamento. Aparecer o nome na televisão ou na internet é importante para cantores que estão a começar", afirmou Susana Gaspar.
Além de concorrer ao prémio principal, cuja prova será na quarta-feira, a soprano portuguesa tentará também ganhar o troféu de melhor canção, cujo recital abrirá o evento, no domingo.
Apesar de representar o país onde nasceu, Susana Gaspar não foi proposta por Portugal, mas por "padrinhos" britânicos: o antigo professor na Guildhall School of Music & Drama, Peter Robinson, e a Royal Opera House, instituição onde atualmente trabalha.
"Sinto-me muito orgulhosa de aqui estar, sinto-me bem e vou dar o melhor, mas não depende só de nós", admitiu.
O júri é composto por dez elementos, entre cantores líricos, maestros e diretores de ópera de várias nacionalidades.
As provas ao longo da semana vão determinar a escolha de cinco finalistas, sendo o prémio canção decidido na próxima sexta-feira, 21 de junho, e o prémio principal, no próximo domingo, 23 de junho.
Susana Gaspar, de 32 anos, termina em agosto os dois anos do programa Jette Parker para Jovens Artistas, na Royal Opera House, ao longo do qual desempenhou papéis em várias produções, ao lado de artistas consagrados.
No dia 30 de junho, participará no espetáculo final, encenado pelo compatriota Pedro Ribeiro, encenador, partindo, em seguida, para a Nova Zelândia para desempenhar o papel de Violeta, numa produção de "La Traviata", de Verdi.
Em setembro conta apresentar-se em concerto em Portugal, integrada na Orquestra XXI, projeto vencedor do primeiro prémio do FAZ - Ideias de Origem Portuguesa, concurso da Fundação Calouste Gulbenkian e da COTEC - Associação Empresarial para a Inovação.
O FC Porto é um dos clubes que vai participar na Taça Euro-Americana, que decorrerá em diferentes países latino-americanos, entre 21 de julho e 4 de agosto, anunciaram, em Bogotá, os organizadores.
Entre as equipas convidadas, e além do tricampeão nacional F.C. Porto, estão Atlético de Madrid e Sevilha (Espanha), Millonarios (Colômbia), Estudiantes (Argentina) e Barcelona (Equador).
O torneio, reconhecido pela UEFA e pela CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol), permitirá às equipas europeias jogar parte dos seus jogos de pré-época em países da América Latina.
Segundo a organização, o F.C. Porto vai defrontar o Millonarios, em Bogotá, na Colômbia, a 24 de julho (quarta-feira), três dias após jogar com o Caracas FC (21 julho), em Puerto La Cruz, na Venezuela, em jogos inseridos na preparação dos "dragões".
Antes disso, o FC Porto participará na Taça Valais, em Sion, na Suíça, de 6 a 13 de julho, juntamente com o Marselha, Saint-Etienne e Wolfsburgo.
As seleções de Espanha, Holanda e Lituânia vão ser as adversárias de Portugal no Grupo A do Campeonato da Europa de 2013 de sub-19, que se realiza na Lituânia entre 20 de julho e 1 de agosto.
No sorteio realizado esta sexta-feira em Kaunas, à equipa portuguesa calhou o chamado «grupo da morte», que integra a bi-campeã Espanha, a Holanda e a anfitriã Lituânia.
O Grupo B vai ser disputado pela França, Sérvia, Turquia e Geórgia.
Entretanto, a seleção de sub-20 cumpre, esta sexta-feira à noite, em Vila Real de Santo António, no Algarve, frente aos Estados Unidos, o último jogo de preparação antes da fase final do Campeonato do Mundo da categoria, a disputar na Turquia, entre 21 de junho e 13 de julho.
A equipa das “quinas”, comandada pelo selecionador Edgar Borges, realiza o derradeiro encontro em solo luso e viaja na segunda-feira para Kayseri, onde vai defrontar as formações da Nigéria, a 21 de junho, da Coreia do Sul, três dias depois, e de Cuba, a 27 de junho, em jogos do Grupo B.
Portugal, que parte com o estatuto de vice-campeão conquistado na Colômbia em 2011, vai participar no Mundial de sub-20 pela nona vez, tendo já conquistado dois títulos, na Arábia Saudita, em 1989, e em Portugal, em 1991.
Três portugueses foram detidos no sul França em duas operações distintas e estão a ser investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, após terem sido surpreendidos com três milhões de euros em dinheiro.
Um homem e uma mulher, ambos portugueses de origem angolana, foram detidos na noite de quarta-feira quando a polícia descobriu, no veículo em que seguiam, dois milhões de euros em notas de 500.
Os suspeitos, que foram interpelados junto às portagens de Arles, entre Marselha e Montpellier, afirmaram ser agentes imobiliários que deveriam deslocar-se a Itália por conta de um dignitário angolano, disse fonte próxima da investigação.
O terceiro suspeito foi detido na quinta-feira na portagem de Saint-Jean-de-Védas, perto de Montpellier, numa outra operação, na posse de um milhão de euros.
Os três estão detidos e a ser interrogados no quadro de dois inquéritos por branqueamento de capitais.
Para já, os inspetores estão a interrogar os suspeitos sobre eventuais atividades "de branqueamento de dinheiro sujo ou de compra de droga", informaram fontes próximas do caso, citadas pela AFP.
Os dois casos poderão ser agregados numa mesma investigação judiciária, caso os inspetores encontrem ligações entre eles, precisou outra fonte próxima da investigação.
Um cozinheiro nigeriano de 29 anos, a trabalhar numa embarcação, sobreviveu 60 horas no fundo do Atlântico quando o barco afundou. "Foi um milagre", disse Harrison Okene, depois de ser salvo pelas equipas de merguhadores. Durante dois dias e meio, escapou à morte graças a uma bolha de ar. Os restantes 11 companheiros morreram todos.
Tudo se passou em finais de Maio, mas a história só agora veio contada nos media mundiais graças à agência Reuters. Harrison Okene era cozinheiro num navio rebocador que estava ao serviço de uma companhia petrolífera a 30 km da costa da Nigéria. A 26 de Maio, um temporal no Atlântico, com ondas gigantes, levou o barco a virar-se.
Seriam 4h50, segundo o cozinheiro, que estava numa pequena casa de banho no momento em que o navio começou a afundar-se. Dos 12 tripulantes, dez foram encontrados mortos, um continua desaparecido e Harrison foi salvo por dois mergulhadores sul-africanos, a 28 de Maio.
"Estava esfomeado, mas principalmente tinha sede. A água salgada levou-me a pele da língua", recorda o sobrevivente, que classifica como um "milagre" o facto de ter escapado com vida. Quando se apercebeu que a água estava a invadir o interior do barco, Harrison forçou a porta de ferro da casa de banho e tentou escapar para um compartimento adjacente, onde três colegas foram levados pela água. "Estava ali, na água, no meio da escuridão total, a pensar que seria o fim. Sempre à espera que a água enchesse o compartimento, o que acabou por não acontecer", descreve.
Sem conseguir chegar a uma saída, Harrison deixou-se ir com a corrente através de um corredor estreito até chegar a outra casa de banho, junto à cabine de um dos responsáveis do navio Jacson-4, que estava a trabalhar junto a uma plataforma da petrolífera Chevron. Foi nessa altura que Harrison sentiu o barco a aterrar no fundo do oceano. Para sua surpresa, acrescenta a Reuters, ele continuava vivo.
Vestindo apenas cuecas, o cozinheiro ficou aí um dia, segurando-se ao lavatório virado ao contrário para manter a cabeça fora de água. Depois, encheu-se de coragem e abriu a porta para o quarto, onde começou a desfazer os painéis da parede na esperança de poder usar um deles como jangada, prossegue a Reuters, que o entrevistou na terra natal dele, Warri, uma cidade no delta do Níger.
"Estava muito escuro. Não via nada mas sentia que não estava ali sozinho, que havia ali corpos de companheiros mortos. Apareceram peixes que começaram a comê-los. Conseguia ouvi-los. Foi um horror."
A Chevron enviou uma equipa de resgate para o local do acidente e, a 28 de Maio, Okene ouviu um martelo a bater contra o casco. Eram mergulhadores. "Ouvi: bum, bum bum. Mergulhei e encontrei um cantil, com o qual comecei a bater no interior do casco na esperança de que me ouvissem". E ouviram-no.
A equipa de resgate forçou a entrada no barco afundado, e de repente Harrison viu a luz de uma tocha a passar no corredor junto ao quarto. "Reentrei na água e dei um toque com a mão no mergulhador. Acenei-lhe quando ele se virou. Ele estava chocado".
Equiparam-no com uma máscara e botija de oxigénio, vestiram-lhe um fato de mergulho para o tirarem dali. Às 19h32 desse dia, voltou à superfície. A empresa para a qual trabalhava diz que o navio estava a 30 metros de profundidade. Ele acha que estava no fundo do Atlântico.
Apesar de a história dele ter acabado bem, Harrison não se livrou ainda das angústias. "Quando estou em casa, às vezes parece que a cama em que durmo se está a afundar. Dou um salto e grito." Diz que não sabe se algum dia regressa ao mar. "Não sei o que impediu a água de encher aquele quarto. Eu só chamava por Deus. Ele salvou-me. Foi um milagre".
As manifestações nas cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro contra o aumento dos preços dos transportes públicos provocaram pelo menos 55 feridos e 160 detidos, avança a AFP.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, que cita a polícia local, o número de detidos ultrapassou os 190 nos quatro dias dos protestos.
Na véspera da inauguração da Taça das Confederações, que este ano se realiza no Brasil e funciona como uma espécie de teste para o Mundial de Futebol, várias cidades brasileiras apresentam protestos violentos.
Em São Paulo, uma das seis cidades onde se vai realizar o torneio – entre 15 e 30 deste mês -, e que vai também acolher jogos do Mundial de Futebol do próximo ano, a polícia recorreu a gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os cerca de 5.000 manifestantes que protestavam no centro da cidade contra uma subida de 7% dos preços dos bilhetes do metro, autocarro e comboio.
No Rio de Janeiro, as manifestações reuniram 2.000 pessoas, maioritariamente estudantes, enquanto em Goiânia, centro do Brasil, a empresa de transportes locais suspendeu o aumento face às reivindicações.
Na terça-feira os protestos de São Paulo tinham acabado em violência com grandes danos materiais, nomeadamente autocarros queimados e muitos vidros destruídos.
O BOMDIA, que foi fundado a 10 de junho de 2001, foi o pioneiro em servir, neste formato eletrónico, as comunidades portuguesas no Luxemburgo, na Europa e no mundo. Esta semana, o BOMDIA festejou 12 anos numa festa integrada na Quinzena de Cinema Português do Luxemburgo, organizada pela Embaixada de Portugal e o Instituto Camões.
A noite de festa do BOMDIA integrou a projeção do filme de João Canijo "Sangue do meu sangue", um mini-concerto de David Mourato com a presença especial de James Borges, um debate e um cocktail.
O debate sobre o filme de João Canijo contou com a participação do cineasta Rodrigo Areias, o deputado eleito pela emigração, paulo Pisco, e o presidente da Confederação Portuguesa no Luxemburgo, José António Coimbra de Matos.
O aniversário continuou com um cocktail que contou com o apoio de PaivaDoce, uma nova pastelaria e padaria no Luxemburgo, que forneceu o bolo de aniversário. Os salgados foram fornecidos pela Frigel, com o apoio da Brasserie Restaurante Chez Ana Paula.
O BOMDIA apresentou a vasta equipa de colaboradores, que são na sua maioria voluntários, já que o grupo funciona formalmente como uma associação sem fins lucrativos.
O presidente da Comissão Europeia disse, em Bruxelas, que há condições para que, “no futuro”, os planos de resgate sejam apenas da responsabilidade das instituições europeias, mas salientou que tal não se aplicaria ao programa português em curso.
“No futuro – e tenho que vincar no futuro – penso que há mais do que condições, se os Governos quiserem, para que as instituições europeias, elas próprias, assumam na plenitude das suas responsabilidades, a condução deste processo [programas de ajustamento económico e financeiro]”, disse Durão Barroso, numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República, Cavaco Silva, quando questionado sobre a possibilidade de o Fundo Monetário Internacional (FMI) deixar de integrar a ‘troika’.
O presidente do executivo comunitário defendeu, no entanto, que, para os programas de ajustamento atuais, como o português, “qualquer reformulação” ao nível da composição da ‘troika’ (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) seria “completamente contraproducente” neste momento.
“Por exemplo, em relação ao programa de Portugal, há um mandato claro que foi dado às instituições e esse mandato deve ser respeitado. Seria contraproducente, neste momento, qualquer reformulação da composição da chamada ‘troika’”, afirmou José Manuel Durão Barroso.
“No futuro, sim, isso é possível, mas depende da vontade dos Estados-membros”, acrescentou o presidente do executivo comunitário, salientando que “são os Governos que tomam as decisões finais no que diz respeito aos programas de ajustamento”.
Durão Barroso disse também que, quando começaram a ser desenhados os programas de ajustamento, “alguns Governos puseram como condição essencial que, além as instituições europeias – Comissão Europeia e Banco Central Europeu -, o FMI fizesse parte” da ‘troika’.
Por seu turno, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que na véspera sugerira, em Estrasburgo, que se repensasse o “desenho” da ‘troika’, com uma eventual saída do FMI da troika, também esclareceu hoje que tal não seria com efeitos imediatos.
Para o chefe de Estado, agora é altura de fazer uma reflexão sobre o tema, o que, no futuro, pode levar “à conclusão de que é tempo de libertar o FMI”, como, pessoalmente, “preferiria”.
O presidente da Comissão Europeia vincou ainda que as instituições que formam a ‘troika’ “atuam dentro de um mandato que lhes é dado” pelos Estados-membros, sendo as suas “responsabilidades” ao nível da preparação dos programas de ajustamento.
“Não são nem a Comissão Europeia, nem o BCE nem o FMI que tomam as decisões quanto ao programa da Grécia, da Irlanda, de Portugal ou de Chipre. As decisões foram, até agora, todas elas tomadas por unanimidade dos Estados-membros, governos de direita, de esquerda, de centro, de centro-direita, de centro-esquerda, todos eles, e a responsabilidade é deles”, concluiu.
Na quarta-feira, o chefe de Estado defendeu, numa entrevista à SIC, que é altura de reponderar a composição da troika, com a saída da instituição liderada por Christine Lagarde.
Poucas horas depois, em declarações aos jornalistas, em Estrasburgo, Cavaco Silva justificou a sua sugestão de reponderação da composição da troika com o facto de a instituição e a UE terem objetivos e visões diferentes.
“O objetivo do FMI está muito voltado para a estabilização financeira, na União [Europeia], nós temos objetivos de desenvolvimento harmonioso, de coesão e de crescimento económico”, afirmou Cavaco Silva.
O ciclista suíço Gregory Rast (RadioShack) coroou quinta-feira uma longa fuga com uma vitória na sexta etapa da Volta à Suíça, na qual o português Rui Costa (Movistar) é terceiro da geral.
O homem da casa foi o mais forte de uma fuga de quatro elementos, relegando para segundo lugar o australiano Mathew Hayman (Sky), para terceiro o russo Alexandre Kolobnev (Katusha) e para quarto o alemão Bert Grabsch (Lotto Belisol).
O quarteto formou-se ao quilómetro 30 dos 186,1 quilómetros entre Leuggern e Meilen e chegou a ter 14 minutos de vantagem para o pelotão, que cortou a meta 10.43 minutos depois do vencedor.
Rast saltou do grupo a um quilómetro da meta e conseguiu distanciar-se, depois de Grabsch ter tentado sem sucesso isolar-se, para atravessar a linha isolado, com um tempo de 04:22.53 horas.
“É uma grande vitória para mim. Corro a Volta à Suíça há dez anos, esta etapa é perto da minha casa, por isso é algo grande”, disse.
Rui Costa chegou integrado no pelotão, mantendo o terceiro posto da classificação geral, 35 segundos atrás do líder, o suíço Mathias Frank (BMC).
Na sexta-feira, disputa-se a sétima etapa, entre Meilen e La Punt, num total de 206 quilómetros que incluem uma montanha de categoria especial.
O ciclista russo Alexander Porsev (Katusha) venceu a primeira etapa da Volta ao Luxemburgo, com os portugueses a chegarem integrados no pelotão.
Porsev bateu ao "sprint" o alemão Gerald Ciolek (MTN-Qhubeka) e o espanhol Jesus Lobato (Euskaltel-Euskadi), cumprindo os 193,8 quilómetros que ligaram Luxemburgo a Hautcharage em 04:40.50 horas.
Os portugueses Tiago Machado, Nelson Oliveira, ambos da RadioShack, e Bruno Pires (Saxo-Tinkoff) chegaram integrados no pelotão, no qual seguia o líder Jimmy Engoulvent (Sojasun), que manteve o primeiro lugar da geral, conquistado no prólogo da véspera.
Pires é 48.º da geral, a 17 segundos do francês, Oliveira ocupa a 73.ª posição, a 23 segundos, e Machado está sete postos mais abaixo, a 25 segundos.
Na sexta-feira, corre-se a segunda etapa, um total de 173,1 quilómetros entre Shifflange e Walferdange.
Um tribunal de Buenos Aires condenou o ex-presidente argentino Carlos Menem a sete anos de prisão por tráfico de armas com destino à Croácia e Equador e que ocorreram durante os seus mandatos.
O presidente do tribunal, que ordenou um “cumprimento efetivo” da pena, exigiu que seja iniciado o processo para o levantamento da imunidade parlamentar do antigo chefe de Estado.
Menem, 82 anos, esteve ausente da audiência ao serem alegados motivos de saúde. O seu coacusado e ex-ministro da Defesa Oscar Camilion, igualmente ausente, foi por sua vez condenado a cinco anos de prisão.
Em 08 de março, Menem e Camilion foram considerados culpados de tráfico de armas e de munições com destino ao Equador e Croácia. Maximiliano Rusconi, advogado de Menem, anunciou na ocasião que iria recorrer da sentença.
Na qualidade de senador do partido peronista no poder, mas de uma tendência oposta à Presidente Cristina Kirchner, Menem está protegido pela sua imunidade parlamentar até ao final do seu mandato, em 2017.
O antigo e controverso chefe de Estado foi indiciado por ter ordenado o envio clandestino de armas avaliadas em pelo menos 400 milhões de pesos (76 milhões de euros), entre 1991 e 1995, e destinadas aos dois países em guerra.
Em 2001, e no âmbito deste caso, Menem foi sujeito a regime de prisão domiciliária por cinco meses, antes da sanção ser anulada pelo Supremo Tribunal.
Em 2011, foi absolvido durante um julgamento em setembro, e quando o procurador tinha requerido uma pena de oito anos de prisão.
O processo foi reaberto em 2003, após a chegada ao poder de Nestor Kirchner, um peronista de esquerda e inimigo político de Carlos Menem, que derrotou nas presidenciais em maio desse ano.
O árbitro português Pedro Proença vai dirigir no sábado o jogo inaugural da Taça das Confederações de futebol, que vai opor o Brasil ao Japão, revelou a FIFA.
Pedro Proença, que arbitrou a final do Euro2012, será assistido pelos também portugueses Bertino Miranda e José Trigo.
O quarto árbitro do encontro entre o anfitrião Brasil e o Japão, que terá lugar no Estádio Nacional de Brasília, será o alemão Felix Brych.
A Taça das Confederações decorre entre sábado e 30 de junho, no Brasil.
A região do Douro foi distinguida como o melhor destino fluvial da Europa - revela o Jornal de Notícias - colocando o Douro à frente de destinos como o Reno, que atravessa a Europa de Sul a Norte, o Guadalviquir, em Espanha, o Sena, em França, ou mesmo o Elba que atravessa a República Checa e a Alemanha.
O The Huffington Post admite que, apesar da crise económica que está a afectar a Europa, os cruzeiros fluviais nos rios europeus estão a registar grande procura. Em causa estará o facto de se apresentarem como destinos relaxantes e conseguem conjugar um grande variedade de factores, como a cultura, história, gastronomia e natureza assumindo-se como um trajeto turístico da era moderna.
No artigo elaborado pela mesma publicação, o Douro assume, deste modo, a primeira posição por entre todos os cenários fluviais europeus, principalmente para os aficcionados na produção de vinho. "Começando na pitoresca cidade costeira do Porto, os viajantes podem explorar o vale do Douro, cujo microclima torna a região perfeita para a produção do lendário vinho do Porto", escreve o jornal.
A conjugação de factores como a cultura local portuguesa, a beleza natural do Vale do Douro e a produção de vinho são uma das características que a publicação aponta para a qualidade do destino. O jornal escreve, ainda, que os cruzeiros realizados ao longo do rio são, também, potenciados pelas visitas à cidade do Porto e de Salamanca, em Espanha, bem como excursões e passeios a locais considerados património mundial pela UNESCO.
"A distinção que é agora atribuída ao Douro pelo HuffPost, não sendo a primeira vez que acontece, acaba por ser mais um reconhecimento das capacidades turísticas do Douro e da DouroAzul que ainda este ano reforçou a sua frota com os navios-hotel AmaVida e o Queen Isabel", disse Mário Ferreira, presidente da DouroAzul, empresa que vende cruzeiros turísticos.
A CCPL, Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, organiza em parceria com a Aventuris (Portugal) o Workshop Face painting (pinturas faciais), que irá decorrer no próximo dia 22 Junho (sábado), na Mediateca da Caixa Geral de Depósitos - 180, Route de Longwy, Luxembourg, entre as 13h e as 18h.
O preço de inscrição é de 30€ por pessoa e inclui o material necessário para a formação.
Os interessados(as) deverão trazer um modelo para a componente prática. O período de inscrições expira às 18h30 do dia 21 de Junho e deverão ser efectuadas de forma presencial junto dos serviços administrativos para a área da formação da CCPL na Mediateca CGD.
Inscreva-se ou solicite mais informações pelos telefone 264 472 412 ou por e-mail:
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Esta patente até ao próximo dia 25 de junho uma exposição de escritores contemporâneos lusófonos, bem como uma mostra de diversos artefactos representativos de diversos países de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Brasil e São Tomé e Príncipe. Em paralelo, pode ainda ver uma exposição de quadros de pintores brasileiros e cabo-verdianos.
Nesta exposição, o Centro Cultural Português IP Camões contou com o apoio de CCPL, Federação das Associações de Cabo Verde, Associação Angola Envents, Luso-Guineenses Bissau Lanta e Made en Brazil que em conjunto trabalharam para trazer até ao grande público uma pequena mostra de como a língua de Camões está por todo o mundo.
O Centro Cultural nas diversas exposições que vai realizando, nos tem habituado a pequenos recitais musicais e esta não foi excepção: foi possível ouvir mornas e coladeiras temas bem conhecidos nas ilhas de Cabo Verde.
Nesta mostra intitulada “Novas textualidades” estão ainda patentes as biografias de 20 escritores de língua portuguesa, alguns que já tiveram no Luxemburgo, como por exemplo José Luís Peixoto.